CONSERVAÇÃO E RESTAURO
Bacharelado / Tecnológico
Bacharelado / Tecnológico
Graduação
Graduação Tecnológica
Reconhecer o valor histórico de uma construção e garantir que ela se mantenha bem cuidada e íntegra, conservando suas características originais durante décadas ou séculos, é tarefa desse profissional. Para isso, ele desenvolve projetos de restauração e conservação levando em conta as tecnologias que podem ser usadas e a situação dos objetos a ser preservados, que também podem ser livros, manuscritos, esculturas, pinturas, fotografias e monumentos. Nestes casos, é de sua responsabilidade a análise das condições físicas desses materiais e a avaliação do local onde estão guardados (como estantes, prateleiras e até o entorno do prédio), verificando se há condições para que sejam preservados. O conservador-restaurador pode trabalhar em órgãos oficiais do patrimônio, em museus, igrejas, galerias de arte e bibliotecas ou, ainda, atuar como consultor. Os especialistas em preservação patrimonial lidam com arquitetos, engenheiros, arqueólogos, historiadores e operários da construção civil.
A maior conscientização da sociedade sobre a necessidade de conservar os bens históricos e a organização de políticas de proteção e preservação implementadas pelos institutos do patrimônio histórico de várias regiões do país aumentam a procura tanto pelo bacharel como pelo tecnólogo. "Os meios de comunicação e as escolas ajudam na valorização do patrimônio histórico, fazendo com que a profissão seja cada vez mais reconhecida e o mercado de trabalho se amplie", diz Mozart Alberto Gonazzi da Costa, da PUC-SP. Em curto prazo, a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio de Janeiro, nos próximos anos, devem incentivar ações de restauração e revitalização de sítios de patrimônio histórico e acervos do patrimônio cultural. "São Paulo concentra boas oportunidades por deter mais de 60% das coleções culturais móveis - pinturas, esculturas e gravuras, por exemplo - de todo o país", afirma Gonazzi da Costa. Mas há boas chances de trabalho também em cidades do Nordeste, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, que guardam grande quantidade de bens do período colonial e imperial.
Salário inicial: R$ 2.000,00 (Fonte: prof. Rodrigo Meniconi, do IFMG).
Nos dois primeiros anos do bacharelado, o aluno tem noções gerais de conservação e restauração de obras. Para isso, ele estuda microbiologia aplicada a bens culturais, artes visuais, patrimônio histórico, análise de obras e até insetos. Nos dois últimos anos, o ensino é direcionado às seguintes áreas: papel, pintura, escultura e conservação preventiva. A partir do terceiro ano, o estudante deverá fazer estágio. É necessário apresentar também um trabalho de conclusão de curso.
Duração média: quatro anos.
Outros nomes: Conservação e Restauração de Bens Cult. Móveis; Conservação e Restauração.
O curso tecnológico mescla aulas que têm origem na engenharia e na arquitetura. Os alunos aprendem geometria, estudo de solos, matemática, química, topografia e cartografia, resistência de materiais, arquitetura das cidades, desenho, história da arte, restauração, instalações prediais, fotografia, urbanismo, planejamento e gerenciamento de obras. As aulas são dadas em salas, laboratórios, ateliês ou ainda são feitas em visitas técnicas a sítios históricos ou edificações.
Duração média: três anos.
Acompanhar o armazenamento de uma obra e detectar as técnicas que serão usadas para sua preservação.
Analisar as condições físicas para restaurar obras, documentos e livros.
Prestar consultoria às empresas ou instituições públicas para a realização da preservação e restauração de seus bens culturais.
Fazer os desenhos e maquetes das edificações com base no diagnóstico dos objetos a ser restaurados e de processos de intervenção.