CINEMA E AUDIOVISUAL/PRODUÇÃO AUDIOVISUAL
Bacharelado / Tecnológico
Bacharelado / Tecnológico
Graduação
Graduação Tecnológica
É a elaboração e a produção de audiovisuais artísticos, documentais, publicitários, institucionais ou jornalísticos para a veiculação em diversas mídias, como cinema, internet, tv aberta e a cabo e circuitos fechados de programação. Esse profissional participa de todo o processo de criação de vídeos e filmes, o que inclui roteiro, cenografia, fotografia, iluminação, figurino, animação, edição, direção, sonorização e finalização. Na área de audiovisual, elabora a programação jornalística, esportiva e de variedades, edita e dirige os programas e supervisiona a equipe de gravação e o trabalho dos produtores. Como conhece a legislação do setor, também faz a captação de recursos para novas produções. Pode trabalhar em produtoras de filmes, emissoras de rádio e de TV, agências de publicidade, empresas que desenvolvem sites e conteúdos para celular, empresas do setor público e ONGs. Outro campo de atuação para esse profissional são cinematecas, museus de imagem e som e centros de documentação privados e estatais, recolhendo matérias que preservam a história dos filmes ou dos locais de exibição.
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE CINEMA, AUDIOVISUAL E MULTIMÍDIA?
Enquanto Cinema e Audiovisual têm disciplinas sobre a linguagem audiovisual focada nos meios de comunicação, Multimídia volta-se para os diferentes formatos de comunicação, como áudios, vídeos e DVDs. Os cursos com foco em Audiovisual preparam o aluno para produzir filmes, vídeos, programas de TV, de rádio, propagandas e sites para internet. Já os de Cinema têm as atividades direcionadas principalmente para a produção de vídeos: como escrever roteiros, escolher o elenco e organizar o cenário. E os bacharéis em Multimídia se encarregam da parte mais técnica da comunicação, manutenção e supervisão de mídias eletrônicas (como rádio e TV) e digitais (como sites e CDs-ROM).
De acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o número de lançamentos brasileiros saltou de 30, em 2002, para 99, em 2011. Essa retomada do cinema nacional aquece o mercado para bacharéis e tecnólogos. "Há boa perspectiva de aquecimento, com mais contratações, também por conta da lei que implementará cotas de programação nacional nos canais por assinatura", diz João Guilherme Barone Reis e Silva, coordenador do curso tecnológico em Produção Audiovisual da PUCRS. Bacharéis e tecnólogos encontram vaga na produção e circulação de conteúdo, seja em cinema ou TV, seja em telefonia móvel ou internet. Outra boa frente de trabalho é a produção de filmes publicitários, institucionais e de treinamento. Neste caso, os profissionais são contratados por produtoras, agências de publicidade ou por departamentos de comunicação de empresas públicas e privadas. Ainda é possível atuar em companhias que elaboram conteúdo para mídia indoor, como as TVs em ônibus, trens de metrô, salas de espera e elevadores de prédios comerciais. As melhores oportunidades ainda se concentram no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde estão as maiores empresas produtoras. Mas os mecanismos de fomento ao cinema devem aquecer o mercado em Minas Gerais, Brasília, Bahia, Pernambuco e capitais do sul do país, principalmente Porto Alegre.
Salário inicial: R$ 2.759,93 (diretor, por semana); R$ 689,26 (secretário de produção, por semana); fonte: Sindicatos dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual dos Estados de SP, PR, SC, RS, MT, MS, GO, TO e DF.
No bacharelado, o aluno estuda todas as etapas que fazem parte de uma produção audiovisual. Assim, ele tem aulas de direção, documentação, redação do roteiro, linguagem cinematográfica, montagem do filme, fotografia e som. Disciplinas específicas, como teoria cinematográfica e história do cinema, alternam-se no currículo com técnicas de gerenciamento e produção. A maior parte do tempo é dedicada a aulas práticas em laboratórios de fotografia, montagem e sonorização. O estágio, bem como o trabalho de conclusão de curso, é obrigatório. Em algumas escolas, Cinema e Audiovisual é um curso de Comunicação Social, por isso, além das disciplinas específicas, o aluno estuda comunicação, cultura e sociedade e teoria da comunicação.
Atenção: algumas instituições têm foco em cinema digital, mídias digitais e cinema de animação. Neste caso, o aluno aprende técnicas de animação 2D e 3D e stop motion, entre outras matérias específicas.
Duração média: quatro anos.
Outros nomes: Audiovisual e Novas Mídias; Audiovisual; Comun. soc. (audiovisual); Comun. soc. (cin. e vídeo); Comun. soc. (cin.); Comun. soc. (midialogia); Comun. soc. (prod. Em mídia audiovisual); imagem e som; Realiz. Audiovisual.
A UFF, que já oferece bacharelado em Cinema e Audiovisual, passou a ofertar, em 2012, a única licenciatura na área, que forma o professor que dá aulas em cursos livres e elabora projetos pedagógicos audiovisuais para escolas, museus e centros culturais. O curso tecnológico, que dá forte ênfase às atividades práticas, prepara o profissional para uma atuação mais técnica, como viabilizar a locação e os equipamentos que serão usados nas filmagens, montar as imagens e captar e editar o som. Nos três primeiros semestres, estudam-se roteiro, imagem, áudio, produção e montagem. Entre as disciplinas teóricas figuram história do cinema e da arte, estética e análise de filmes. O estágio não é obrigatório, e em boa parte das escolas há os laboratórios de realização, nos quais são executados projetos em equipe para a produção de curtas-metragens. Na maioria das faculdades, o trabalho de conclusão é um filme.
Duração média: dois anos e meio.
Criar imagens usando elementos diversos, como desenho, fotografia, massa de modelar, papel e computação gráfica.
Escolher os equipamentos e microfones e tratar acusticamente a locação.
Dirigir e coordenar a execução de um filme, desde a aprovação do roteiro e escolha do elenco até o planejamento da produção, a definição da iluminação, das fotografias, dos figurinos e a edição das cenas.
Definir os aspectos visuais de um filme, escolhendo com o diretor as cores, os espaços e os ambientes das cenas. Coordenar o trabalho de cenógrafos, figurinistas, maquiadores e atores, para garantir uniformidade às cenas.
Criar, mixar e editar trilhas sonoras e sons de filmes ou vídeos.
Planejar a iluminação das cenas que serão filmadas, a fim de transmitir as ideias, as emoções e o clima definidos no roteiro e pelo diretor.
Selecionar e juntar as cenas rodadas para ordenar a narrativa e dar unidade artística ao filme ou ao vídeo.
Planejar, organizar e executar as ações indispensáveis para a filmagem, da captação de dinheiro à contratação de diretores, atores, técnicos e pessoal de apoio.
Adaptar ou escrever histórias originais para a filmagem.
Gravar, mixar e editar a trilha sonora do filme, como ruídos e música.
Operar os equipamentos usados na filmagem, gravação de imagens e sons, iluminação, edição e fotografia.