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Conservação e Restauro

O bacharel em Conservação e Restauro trabalha para preservar edifícios, objetos e obras artísticas

O bacharel em Conservação e Restauro trabalha para preservar edifícios, objetos e obras artísticas. Ele sabe reconhecer o valor histórico de manuscritos, fotografas, pinturas, esculturas, monumentos, livros e documentos. Define as condições do ambiente em que as obras devem ser mantidas, como temperatura e umidade, e providencia os reparos necessários, empregando tecnologias, técnicas e materiais que não alterem suas características. O conservador-restaurador pode trabalhar em órgãos oficiais do patrimônio histórico e artístico, em museus, igrejas, galerias de arte e bibliotecas. Os especialistas em preservação patrimonial lidam com arquitetos, engenheiros, arqueólogos, historiadores e operários da construção civil, na preservação de edifícios. É possível ingressar na carreira como tecnólogo.

O que você pode fazer

Arqueologia Recolher objetos históricos encontrados em áreas de escavações e fazer a restauração dessas peças.

Conservação preventiva Acompanhar o armazenamento de uma obra e detectar as técnicas que serão usadas para sua preservação.

Consultoria Prestar consultoria às empresas ou instituições públicas para preservação e restauração de seus bens culturais.

Criação de projetos Fazer os desenhos e as maquetes das edificações com base no diagnóstico dos objetos a ser restaurados.

Restauração Analisar as condições físicas para restaurar obras, documentos e livros.

Mercado de Trabalho

Órgãos oficiais do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), os institutos estaduais do patrimônio, as secretarias de Cultura de estados e dos municípios, assim como museus, são tradicionais empregadores do bacharel. Há também um bom nicho no mercado privado. Atuando em ateliê próprio, o profissional atende particulares que levam suas obras para serem restauradas. O mercado tem aberto boas possibilidades na área de arqueologia. Isso porque há uma portaria do Iphan que determina que grandes construções só podem ser feitas depois de uma pesquisa arqueológica no local. “E a orientação é que todas as escavações sejam acompanhadas de um conservador”, conta Karen Caldas, coordenadora do bacharelado em Conservação e Restauro de Bens Móveis, da UFPel (RS). Assim, quando algo é encontrado, esse bacharel vai ajudar no recolhimento, armazenamento, conservação e possível reparo. É comum o conservador trabalhar, no seu dia a dia, em equipe com outros profissionais, como historiadores, artistas plásticos e arquitetos, além de arqueólogos. O estado de São Paulo, que concentra boa parte das coleções culturais móveis (como pinturas e esculturas) do país, oferece boas chances de trabalho. Mas há vagas, também, em cidades históricas do Nordeste, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Curso

No bacharelado, nos dois primeiros anos, o aluno recebe noções gerais de conservação e restauração de obras. Para isso, o currículo traz disciplinas que o preparam para entender de microbiologia aplicada a bens culturais, artes visuais, patrimônio histórico, análise de obras e até de insetos. Nos dois últimos anos, o ensino é direcionado a áreas específicas em preservação e restauração, como papel, pintura e escultura. Para receber o diploma, é preciso fazer estágio e apresentar um trabalho de conclusão de curso.

Duração média: 4 anos.

Outros nomes: Conservação e Restauração de Bens Cult. Móveis; Conservação e Restauro de Bens Móveis.

 

No curso tecnológico, o aluno aprende estudo de solos, química, resistência de materiais, arquitetura das cidades, desenho arquitetônico, história da arte, restauração, instalações prediais, urbanismo, planejamento e gerenciamento de obras. No IFMG, de Ouro Preto (MG), o curso oferece disciplinas optativas relacionadas à arquitetura religiosa, abundante na região.

Duração média: 3 anos.