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Engenharia Nuclear

Este é o ramo da engenharia voltado ao desenvolvimento de novas tecnologias para a área de geração e aplicação de energia nuclear

Este é o ramo da engenharia voltado ao desenvolvimento de novas tecnologias para a área de geração e aplicação de energia nuclear. Este engenheiro trabalha em usinas que produzem eletricidade tendo como fonte elementos radioativos, como urânio. Além de projetar, construir e operar reatores nucleares, ele também desenvolve e dá manutenção a equipamentos para proteção radiológica de uso da medicina, gerenciando seu funcionamento e supervisionando o cumprimento de normas de segurança. Pode administrar a aplicação de radiação nuclear também na conservação de alimentos e na preservação de obras de arte. Costuma trabalhar em equipes multidisciplinares, com físicos, matemáticos, químicos, geólogos e engenheiros de outras modalidades.

O que você pode fazer

Ensino Lecionar em universidades que ofereçam graduação ou pós-graduação em Engenharia Nuclear.

Reatores nucleares Projetar, construir e operar reatores.

Segurança Supervisionar o uso de material radioativo e os equipamentos de radiologia.

Mercado de Trabalho

Poucos engenheiros se graduam por ano. E o mercado carece de profissionais para lidar com a produção e a manipulação de produtos radioativos. A maior demanda ainda continua sendo dos órgãos vinculados ao governo, mas a procura pelas empresas privadas começa a aquecer. “Empresas internacionais, como a Westinghouse, a Rosatom e a Areva, estão se instalando no país e contratando esses profissionais”, diz o professor Antonio Carlos Alvim, chefe do Departamento de Engenharia Nuclear da UFRJ. Na indústria, eles são requisitados em funções como análise e desenvolvimento de projetos de reatores, na aplicação de radiação na medicina e na conservação de alimentos, por exemplo. A área se mantém aquecida devido a grandes empreendimentos no país, como a construção do Reator Multipropósito Brasileiro e do protótipo do primeiro submarino nuclear brasileiro, ambos na cidade de Iperó (SP). A Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa), criada em 2013, ajuda a absorver uma parte dos profissionais que entram por meio de concurso público. O governo tem, ainda, a proposta de criar a Agência Nacional de Segurança Nuclear. Hoje, a maioria dos profissionais trabalha em universidades e órgãos públicos, como os institutos ligados à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; nas fábricas da Indústrias Nucleares do Brasil (INB); na Eletrobras Eletronuclear; na Nuclebrás ou nas usinas de Angra dos Reis. Nesses locais, o bacharel atua nas áreas de física de reatores, engenharia de reatores, análise de segurança e física nuclear aplicada. A Região Sudeste concentra o maior número de oportunidades. A retomada da produção de urânio na mina de Caetité, na Bahia, a partir de 2017, anunciada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), vai elevar a procura por profissionais no estado.

Curso

As matérias básicas envolvem disciplinas das Ciências Exatas, com muita física, cálculo e matemática. Além disso, o aluno estuda física nuclear, reatores nucleares, mecânica de fluidos, modelagem e controle de sistemas, termodinâmica e máquinas térmicas. A realização de estágio e a apresentação de um projeto de conclusão de curso são obrigatórias.

Duração média: 5 anos.