Guia do Estudante

ENGENHARIA DE MATERIAIS

Bacharelado / Tecnológico

Legenda:

Graduação

Graduação Tecnológica

O bacharel trabalha numa das áreas de ponta da indústria: a pesquisa de novos materiais e de novos usos industriais para os materiais já existentes. Ele faz a gestão e a supervisão técnica de projetos e processos de produção, transformação e uso de materiais. Pesquisa resinas, plásticos, cerâmicas e ligas metálicas. Aperfeiçoa suas propriedades e estabelece combinações que resultam em produtos inéditos e estuda novas alternativas de aplicação de materiais já conhecidos. Ele se responsabiliza por todo o processo produtivo, da seleção da matéria-prima e definição dos métodos de produção ao emprego do material. Você pode trabalhar na área de materiais sem o título de engenheiro, com um bacharelado em Ciência dos Materiais, ou ingressar na carreira como tecnólogo.

Fique de olho

CIÊNCIA DOS MATERIAIS

O único bacharelado do país é oferecido pela UFPI, em Teresina, e a primeira turma deve se formar em 2016. O bacharel também lida com materiais metálicos, cerâmicos e poliméricos, além de biomateriais e nanomateriais. E, diferentemente do engenheiro de materiais – que tem atribuições específicas, definidas e reconhecidas pelos Conselhos Regionais (CREAs), dentre elas, a elaboração e assinatura de projetos de produto e de processos –, os graduados em Ciência dos Materiais atuam na elaboração de projetos de produto ou de processo, mas assumem a responsabilidade apenas por sua execução e gerenciamento.

Mercado de Trabalho

As indústrias petroquímica e siderúrgica são as que mais contratam. Em menor grau, vem a indústria de transformação de polímeros. A Petrobras precisa do graduado para desenvolver materiais resistentes aos ambientes do petróleo e fazer a manutenção de equipamentos. A área está aquecida devido à exploração de petróleo na camada do pré-sal, que demanda profissionais em companhias nacionais e estrangeiras. O setor mais dinâmico é o da construção civil, em fábricas de cimento, vidro plano e cerâmica. Como os demais engenheiros, este também é valorizado no setor financeiro, procurado por bancos e empresas devido à base sólida em matemática e à capacidade de resolver problemas. O Sudeste é o maior polo empregador, com as indústrias de metalurgia, plásticos e cerâmica em São Paulo e petroquímicas no Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, há trabalho nos setores metalúrgico e siderúrgico na Grande Belo Horizonte e no sudeste do estado. No Sul, predominam as indústrias de pisos, revestimentos e porcelanas. O Nordeste ganha expressão com centros fortes em indústrias da construção civil e no já consolidado polo industrial de Camaçari, na Bahia.

As melhores escolas

5 estrelas

RJ Rio de Janeiro UFRJ ④. RS Porto Alegre UFRGS ④. SC Florianópolis UFSC ④. SP Lorena USP. São Carlos UFSCar ④. São Paulo USP.

4 estrelas

PB Campina Grande UFCG ③. PR Ponta Grossa UEPG ④. SP Guaratinguetá Unesp ④. São Bernardo do Campo Centro Universitário da FEI ④ $$$$$. São Paulo Mackenzie ④ $$$$$.

3 estrelas

AM Manaus Ufam. MG Itabira Unifei. RS Caxias do Sul UCS ③ $$$$$. SC Criciúma Unesc-SC ④ $$$$. SE São Cristóvão UFS ④. ___________________________________________________________ *CPC (MEC) | ① ② ③ ④ ⑤ **MENSALIDADE | ($) até R$ 400,00 ($$) de R$ 400,01 a R$ 700,00 ($$$) de R$ 700,01 a R$ 1.000,00 ($$$$) de R$ 1.000,01 a R$ 1.500,00 ($$$$$) acima de R$ 1.500,01 (n/i) valor não informado | ausência de mensalidade: curso gratuito

Curso

Após a formação básica, o aluno opta por uma das três especializações: metais, cerâmicas ou polímeros. A partir daí, o currículo dá ênfase às disciplinas associadas à escolha feita. Boa parte da carga horária é passada em laboratório, onde o aluno se familiariza com as propriedades e as aplicações desses materiais. Nas aulas práticas, pesquisa e cria novas ligas metálicas, compostos cerâmicos e polímeros, como borrachas, plásticos, acrílicos e materiais supercondutores. O estágio e o trabalho de conclusão de curso são obrigatórios.

Atenção: a PUC-Rio oferece Engenharia de Materiais e Nanotecnologia, cujo egresso vai trabalhar com materiais desde a escala nanométrica até a escala macrométrica. Já a UFPI tem um bacharelado em Ciência dos Materiais.

Duração média: 5 anos.

Outro nome: Ciên. dos Mat.

MATERIAIS

Este tecnólogo costuma trabalhar na indústria, em parceria com o engenheiro de materiais, no desenvolvimento de novos materiais e processos. Além de acompanhar a produção, da seleção de matérias-primas, ele faz controle de qualidade em laboratórios, lidando com equipamentos e tecnologias de ponta. A maior demanda vem da indústria de transformação de PVC, na indústria de embalagens, tintas, automobilística e moveleira. Os polos industriais do Sudeste e do Sul reúnem as melhores oportunidades de trabalho. Matemática, física e química constituem a maior parte das disciplinas, ao lado de atividades em laboratório. Estágio e trabalho de conclusão do curso são obrigatórios. Acompanhe, abaixo, a descrição das três áreas tradicionais de atuação do tecnólogo em Materiais: Cerâmica Criar materiais cerâmicos, avaliar suas propriedades e estudar novas utilizações para os já existentes. Controlar a qualidade da produção das peças em indústrias de materiais refratários e revestimentos cerâmicos. Metais Criar ligas metálicas e gerenciar sua produção, para garantir a qualidade do material, conforme suas propriedades e seu destino. polímeros Criar compostos de borracha, resinas, plásticos e acrílicos para ser empregados nos mais diversos tipos de indústria, controlando a aplicação do material de acordo com suas propriedades e o uso a que se destina.

Duração média: 3 anos.

Outros nomes: Polímeros; Polímeros (tecnol. em plást.).

O que você pode fazer

Cerâmica

Criar materiais cerâmicos, avaliar suas propriedades e estudar novas utilizações para os já existentes. Controlar a qualidade da produção das peças em indústrias de materiais refratários e revestimentos cerâmicos.

Metais

Desenvolver ligas metálicas e gerenciar sua produção, para garantir a qualidade do material, conforme suas propriedades e seu destino.

Polímeros

Criar compostos de borracha, resinas, plásticos e acrílicos para ser empregados nos mais diversos tipos de indústria, controlando a aplicação do material de acordo com suas propriedades e o uso a que se destina.

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