ENGENHARIA NAVAL
Bacharelado
Bacharelado
Graduação
Graduação Tecnológica
É a área da engenharia que cuida do projeto, da construção e da manutenção de embarcações e seus equipamentos. O engenheiro naval projeta a estrutura, os motores e os demais componentes de navios. Para isso, considera o uso a ser dado à embarcação, a quantidade de carga ou de passageiros a ser transportada, a distância a ser percorrida e o local de operação, se em rios, lagos, mares ou oceanos. Na construção, supervisiona os técnicos e os operários, verifica a qualidade da matéria-prima e os métodos de trabalho e acompanha toda a fabricação. Pode também gerenciar o transporte marítimo e fluvial, controlando o tráfego de embarcações e os serviços de comunicação. Outras áreas de atuação para esse profissional são lazer e esportes náuticos, a criação de animais marinhos e a exploração de recursos minerais do oceano, sobretudo o petróleo.
A Construção Naval amplia as contratações
Nos próximos três anos, o setor de construção naval deve criar 15 mil empregos diretos, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). A demanda é tanto para o engenheiro naval como para o tecnólogo (veja o verbete Construção Naval). Em 2011, foram 312 projetos de construção de navios e plataformas. O bom momento do mercado se deve especialmente ao programa da Petrobras de construções de navios e plataformas e de estaleiros em diversos estados, como Rio Grande do Sul e Pernambuco.
Acontecimentos recentes têm aquecido o mercado de trabalho para o engenheiro naval, como a construção de plataformas para a exploração e produção de petróleo em águas profundas e de embarcações de suporte logístico para essas atividades. Outro fator favorável é que a Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras e encarregada do transporte de petróleo e de seus derivados, retomou a construção de navios para atender às necessidades de renovação e ampliação de sua frota. Além disso, o governo federal busca dinamizar o transporte de cargas ao longo do litoral do país e pretende melhorar a infraestrutura da hidrovia Tietê-Paraná, entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. "O Brasil teve um boom no transporte marítimo nos últimos anos, e carecemos de profissionais em número suficiente para acompanhar as necessidades desse mercado", diz o coordenador do curso da UFPA, Roberto Serra Pacha. "Tanto é assim que o país está importando engenheiros navais." O Rio de Janeiro destaca-se no setor de construção naval, mas os estados de Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina vêm ganhando novos estaleiros e demandando mão de obra especializada. No setor de extração de petróleo e transporte marítimo, os empregos estão não apenas no Rio de Janeiro (pela presença da Transpetro), mas também em São Paulo, que abriga o principal porto do país. Na região amazônica, onde os rios são o principal meio de transporte, o mercado de trabalho está aquecido em todas as áreas.
Salário inicial: R$ 3.732,00 (6 horas diárias); fonte: CREA-SP.
Esse curso possui dois anos de formação básica com muita física, matemática, computação e química. Em seguida, começam as matérias específicas das engenharias (mecânica de fluidos, termodinâmica e ciência e resistência dos materiais) e da formação profissionalizante (hidrodinâmica, estruturas navais, projeto de navio e plataformas marítimas, construção naval e transporte aquaviário). Em aulas práticas de laboratório, o aluno constrói e testa modelos e maquetes estruturais, não só de embarcações tradicionais como também de submarinos e robôs subaquáticos. O estágio e o projeto de conclusão de curso são obrigatórios.
Duração média: cinco anos.
Coordenar a construção de embarcações (navios, barcos e lanchas) e de sistemas flutuantes em geral, incluindo plataformas de produção de petróleo. Gerenciar serviços de manutenção e conservação de cascos, motores, máquinas e sistemas de bordo.
Planejar todas as etapas do comércio fluvial ou marítimo, desde o embarque e o transporte de carga até o desembarque e o armazenamento e a conexão com outros meios de transporte.
Conceber novas tecnologias e sua aplicação no projeto, na construção e na operação de sistemas flutuantes.
Propor soluções para problemas de engenharia que envolvam a definição de embarcações e de sistemas flutuantes, suas especificações técnicas e operacionais e o planejamento da construção.