Engenharia

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ENGENHARIA CARTOGRÁFICA

É o ramo da engenharia que capta e analisa dados geográficos para a elaboração de mapas. O engenheiro cartógrafo faz pesquisas de campo e cálculos para elaborar mapas e cartas impressas ou digitais. Ele planeja, orienta, dirige e supervisiona o levantamento, a análise e a interpretação de aspectos geográficos e físicos de uma região a ser representada em mapas e cartas. Utiliza dados de diversos sistemas sensores, incluindo orbitais e aéreos, sensores a bordo de embarcações marítimas ou fluviais. Esses dados podem ser aplicados em todos os setores que fazem uso de informações geográficas, como estudos de meio ambiente, planejamento e gerenciamento regional, navegação, geologia, geofísica, oceanografia e turismo.


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O mercado de trabalho

Existe boa procura por esse profissional, que pode atuar como autônomo ou trabalhar em consultorias e empresas prestadoras de serviços cartográficos. Entre os tradicionais empregadores estão o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Polícia Federal e as prefeituras. Nestas últimas, a principal atividade é a atualização de sistemas cadastrais para cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). As capitais das regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte das vagas – e, ao mesmo tempo, o maior número de profissionais –, mas a procura pelo especialista cresce nas regiões Norte e Nordeste. Há demanda também em todo o interior do Brasil, graças ainda ao reflexo da lei federal de 2001 que obriga o registro das coordenadas dos limites de imóveis rurais com base no Sistema Geodésico Brasileiro. Os formados podem encontrar trabalho na área de Sistema de Informações Geográficas (SIG), montando banco de dados sobre áreas urbanas e rurais, processando e selecionando informações coletadas em órgãos do governo e empresas privadas de saneamento básico, energia, gás e telefonia. Seguem em alta as especializações em geoprocessamento e sensoriamento remoto.

O curso

Às disciplinas básicas das engenharias, como matemática, física e desenho, somam-se matérias de formação profissional e específicas, relacionadas com a coleta, o processamento, a análise e a representação de dados espaciais. O aluno também aprofunda conhecimentos referentes à geodésia, à topografia, à fotogrametria e ao sensoriamento remoto. Parte da carga horária é dedicada a práticas de laboratório e à pesquisa de campo. Em algumas instituições, é comum o estudante participar de projetos de prestação de serviços à comunidade, dando apoio de campo em levantamentos topográficos e na regularização de terras rurais. Para se diplomar é preciso fazer estágio supervisionado e apresentar um trabalho de conclusão de curso. 

Duração média: cinco anos.

O que você pode fazer

Levantamento aerofotogramétrico Fazer o reconhecimento topográfico e geográfico de uma área por meio de análises de fotografias aéreas. Levantamento topográfico e geodésico Dar apoio de campo para levantamentos aerofotogramétricos e projetos de engenharia, fazendo observações para determinar a posição dos pontos de interesse. Posicionamento global por satélite (GPS) Determinar as coordenadas de acidentes geográficos que serão usadas em planos diretores urbanos ou para a localização e a identificação de locais ou objetos. Representação cartográfica Elaborar cartas e mapas. Sistema de informações geográficas (SIG) Montar bancos de dados sobre áreas urbanas e rurais, processando e selecionando informações coletadas.