Engenharia

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ENGENHARIA DE ALIMENTOS

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Vídeo:  Veja como é a rotina de um engenheiro de alimentos no Na Real

São as técnicas e os conhecimentos usados na fabricação, na conservação, no armazenamento e no transporte de alimentos industrializados. Esse profissional cuida de todas as etapas de preparo e conservação de alimentos de origem animal e vegetal. Seleciona a matéria-prima, como leite, carnes, peixes, legumes e frutas, e define a melhor forma de armazenagem, acondicionamento e preservação dos produtos, projetando embalagens. Cria e testa formulações, a fim de determinar o valor nutricional de alimentos industrializados, seu sabor, sua cor e consistência. A indústria alimentícia é, sem dúvida, seu principal campo de atuação. Mas pode trabalhar, ainda, em indústrias fornecedoras de equipamentos, embalagens e aditivos.


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O mercado de trabalho

Apesar de o setor ter sofrido no fim de 2008 as conseqüências da crise financeira mundial, a aposta é que o mercado se mantenha estável para o engenheiro de alimentos. Historicamente, empresas alimentícias e agroindústrias de todos os portes abrem as portas para o especialista nas áreas de controle de qualidade, produção, pesquisa e desenvolvimento, projetos e vendas técnicas. Nos estados de Goiás e de Mato Grosso, há chances de emprego com a soja, o gado de corte, o processamento de óleos e os frigoríficos para exportação. O Rio Grande do Sul e o Paraná prometem vagas nas indústrias de óleos e carnes. Em Santa Catarina, o forte é a produção de suíno se aves. Em supermercados e nas empresas de food service e de fast food, que oferecem alimentos prontos e semiprontos, o engenheiro atua na especificação técnica de equipamentos e no preparo, no controle de qualidade, na conservação e na estocagem dos alimentos. No setor de logística, é grande a demanda pelo profissional, para cuidar da conservação de alimentos perecíveis durante o transporte para a sua distribuição. Essas vagas são mais frequentes nas regiões Sul e Sudeste, mas as oportunidades também têm crescido no Nordeste, principalmente na fruticultura.

O curso

Os dois primeiros anos são de formação básica com aulas de matemática, química, bioquímica, físico-química e termodinâmica. Depois, o currículo enfatiza as disciplinas mais técnicas ligadas à produção e à conservação dos vários tipos de alimento. Os conteúdos das áreas de economia e administração dão fundamento para o futuro profissional atuar em gerenciamento industrial. O estágio é obrigatório no último ano. 

Duração média: cinco anos. 

O que você pode fazer

Automação de processos Planejar e implantar linhas automatizadas de produção. Controle de qualidade Organizar métodos e sistemas de controle de qualidade das matérias-primas e do produto processado nas indústrias alimentícias. Pesquisa e desenvolvimento Criar e aperfeiçoar produtos, de acordo com as necessidades do mercado. Pesquisar e elaborar tecnologias de produção. Produção Estudar processos de conservação e de embalagem, coordenar análises laboratoriais e fazer a seleção de máquinas e equipamentos fabris. Projetos agroindustriais Avaliar a viabilidade econômica de novas indústrias, estudando as oportunidades de mercado, os custos, as instalações e os equipamentos. Tratamento de resíduos Definir métodos de descarte, reciclagem e possível reaproveitamento de resíduos da indústria alimentícia, protegendo o meio ambiente. Vendas técnicas Comercializar matérias-primas, aditivos e equipamentos para indústrias alimentícias e também produtos de toda a cadeia produtiva de alimentos para o consumo.