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Jornalismo

O bacharel trabalha na procura e na divulgação de informações por meio de veículos de comunicação, como jornais, revistas, rádio, TV e internet

O bacharel em Jornalismo trabalha na procura e na divulgação de informações por meio de veículos de comunicação, como jornais, revistas, rádio, TV e internet. É o profissional da notícia. Ele investiga e divulga fatos e informações de interesse público, redige e edita reportagens, faz entrevistas e escreve artigos, adaptando o tamanho, a abordagem e a linguagem dos textos ao veículo e ao público a que se destinam. Senso crítico, capacidade de expressão, domínio do português, de técnicas de redação e de softwares de edição de textos e de imagens são requisitos fundamentais.

 

Fique de Olho

MEIO DIGITAL EXIGE NOVO PERFIL

O jornalismo mudou, e os novos bacharéis precisam acompanhar a nova realidade. Embora os meios impressos, como jornal e revista, ainda tenham seu lugar, a produção digital, com o crescimento das mídias sociais, consolidou-se como um importante canal de comunicação. Isso exige mudanças no perfil do profissional, que precisa dominar ferramentas, como o web analytics, que é a análise de dados qualitativos e quantitativos de um site, com o objetivo de aumentar a sua audiência. Nesse novo formato do jornalismo, descobrir o número de cliques em um site, o tempo de permanência do leitor na página ou as palavras-chaves mais buscadas pelos internautas em um portal pode ajudar a definir o melhor horário para subir um conteúdo e até criar pautas a partir da repercussão que um tema está causando nas redes sociais.

OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA

No Brasil, não é obrigatório o diploma de graduação em Jornalismo para exercer a profissão. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou essa exigência. No entanto, em 2012, o polêmico assunto voltou à tona com a aprovação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2012, que propõe a volta da obrigatoriedade do diploma. Em agosto de 2016, a PEC ainda aguardava votação na Câmara dos Deputados. Quem defende a necessidade do diploma considera que a formação acadêmica garante um nível mínimo de qualidade profissional e amplia a segurança nas negociações trabalhistas com os empregadores do setor. Os críticos do diploma apoiam-se na ideia de liberdade de expressão e afirmam que na maioria dos países democráticos não há essa exigência.

O que você pode fazer

Comunicação digital multimídia Criar, montar, implantar e cuidar da manutenção de websites, intranets e extranets. Redigir e editar boletins e revistas eletrônicas. Administrar conteúdos na internet.

Comunicação empresarial Promover o contato entre determinada organização com a imprensa e outros públicos-alvo, como funcionários, fornecedores, clientes, governo, entidades, a fim de divulgar o nome da empresa, seus valores e produtos.

Edição Definir o enfoque e o tamanho da reportagem e escrever o texto final. Em veículos impressos e na internet, selecionar fotos e ilustrações que serão usadas. Em rádio e TV, combinar imagens e/ou sons para dar forma final a documentários e noticiários.

Fotojornalismo Fotografar cenas reais, pessoas e acontecimentos para reportagens em jornais, revistas ou internet.

Reportagem Coletar informações e redigir textos para divulgação em rádio, televisão, jornais, revistas ou internet.

 

Mercado de Trabalho

As vagas nos veículos da imprensa tradicional, como jornais e revistas, têm encolhido nos últimos anos, mas a geração de conteúdo digital para a internet abre novas possibilidades. A atuação no meio digital exige formação e conhecimento das ferramentas multimídias. Assim, o bacharel agora tem de entender também da linguagem da internet e das redes sociais. As oportunidades estão em portais, TVs por assinatura, produtoras de conteúdo audiovisual, assessorias de comunicação, comunicação corporativa e sites de empresas, em geral. É possível, também, prestar serviços a diversas empresas, como freelancer (autônomo). Outra opção é se tornar um empreendedor e abrir um escritório de comunicação para realizar atividades na área de comunicação, tais como assessoria de imprensa, produção de conteúdo (impresso ou web), redação publicitária e monitoramento de redes sociais. Mesmo com a não obrigatoriedade do diploma, as empresas de mídia são exigentes e preferem candidatos com formação superior. São Paulo oferece o maior número de vagas. Em todo o país, as melhores chances estão nas capitais, que concentram os principais veículos de comunicação. A perspectiva de trabalho em redes sociais também permite atuação em cidades de médio porte.

Curso

As disciplinas básicas incluem língua portuguesa, economia e teoria da comunicação. E entre as matérias específicas constam jornalismo interpretativo e informativo, técnicas de redação e edição de texto e novas tecnologias de comunicação. Há aulas práticas de fotojornalismo, jornalismo impresso e on-line, rádio e TV desde o primeiro semestre. O trabalho de conclusão, obrigatório, pode ser um projeto prático, como a elaboração de um jornal impresso ou de um programa de TV, mais a entrega de uma monografia ou relatório. No último ano, o aluno também tem que fazer estágio. Atenção: a Uneb-BA e o UNA (MG) oferecem bacharelados com ênfase em multimeios.

Duração média: 4 anos.

Outros nomes: Comun. Soc. (jornalismo e multimeios); Comun. Soc. (jornalismo).