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Libras

Especialista em Língua Brasileira de Sinais, este licenciado está habilitado a dar aulas de Libras e o bacharel atua como intérprete em salas de aulas

Especialista na Língua Brasileira de Sinais (Libras), este licenciado está habilitado a dar aulas de Libras como primeira língua para surdos na Educação Básica ou em instituições especializadas, além de orientar o planejamento de currículos sobre a metodologia de ensino da Língua Portuguesa para esse público. Também pode ser professor de Libras como segunda língua para ouvintes nos ensinos Fundamental, Médio e Superior ou em cursos livres. Já o bacharel atua como intérprete em salas de aulas, em processos seletivos para cursos nas instituições de ensino, em congressos, conferências e reuniões, promovendo a comunicação entre surdos e ouvintes. Também pode trabalhar fazendo a interpretação de Libras em depoimentos na Justiça, em órgãos administrativos e policiais. Faz tradução de textos técnicos e literários e trabalha na preparação de textos direcionados para o público surdo.

O que você pode fazer

Ensino Dar aulas de Libras para surdos e ouvintes em escolas de Educação Básica e Superior e também em instituições especializadas e cursos livres.

Consultoria Planejar e coordenar a implementação de currículos com metodologia adequada para ensino de Língua Portuguesa para surdos.

Interpretação Fazer a interpretação para Libras em congressos, reuniões, conferências e juizados e promover a comunicação entre surdos e ouvintes fazendo a tradução de Libras para língua portuguesa e vice-versa.

Legendagem Fazer legendas em língua portuguesa de vídeos e filmes em Libras.

Mercado de Trabalho

O setor com mais demanda é o ensino. Desde 2015, todos os cursos de formação de professores, ou seja, as licenciaturas, e também os bacharelados em Fonoaudiologia, devem oferecer aos alunos a disciplina de Libras. A obrigatoriedade parte de um decreto assinado em 2005, que regulamenta a Língua Brasileira de Sinais (Libras). A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, sancionada em 2015, também mexe com esse mercado. Isso porque as escolas públicas e privadas de Educação Básica devem oferecer condições para que alunos surdos possam acompanhar as aulas. Assim, as instituições de ensino precisam dispor tanto de professores para que as crianças sejam alfabetizadas em Libras e em língua portuguesa, como intérpretes para que alunos surdos e ouvintes se comuniquem. O intérprete é contratado também para fazer a interpretação em congressos, grandes eventos ou plenários, como a Câmara Federal, em Brasília. E a demanda é grande, já que, em eventos longos, o profissional atua a cada 20 ou 30 minutos, por isso, necessita trabalhar com outro profissional para o revezamento de posições.

Curso

A maioria dos cursos são licenciaturas e constituem uma habilitação da graduação em Letras. Habilitam o profissional a ensinar Libras como primeira ou segunda língua e português como segunda língua para surdos. O currículo mescla as disciplinas de conceitos sobre a surdez – escrita de sinais, literatura surda, educação e estudos surdos, história da educação de surdos – e aquelas focadas no estudo da Língua, como morfologia, sintaxe, fonética e linguística. O estágio é obrigatório para quem for dar aulas. Algumas escolas ainda exigem a entrega de uma monografia. O bacharelado, apesar de ser focado na interpretação e tradução, tem muitas matérias semelhantes à licenciatura, como escrita de sinais, morfologia e sintaxe. Mas ele estuda também interpretação, tradução e interpretação simultânea em libras e faz laboratório de interpretação e tradução. A maioria das escolas exige a realização de estágio e a entrega de um trabalho de conclusão de curso.

Duração média: 4 anos.

Outros nomes: Letras (libras e líng. port.); Letras (libras); Letras (libras); Letras (port. e libras); Letras (trad. e interpr. em libras/port.); Letras (trad. e intérprete de libras); Líng. Brasileira de Sinais; Líng. de Sinais Brasileira (port. como segunda líng.); Trad. e Interpr. em Libras e Líng. Port.