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Medicina

O médico investiga a natureza e as causas das doenças humanas, procurando sua cura e prevenção

O médico investiga a natureza e as causas das doenças humanas, procurando sua cura e prevenção. A saúde humana é o objeto de estudo do médico. Ele pesquisa, previne e trata disfunções e moléstias. Para isso, é imprescindível que ele esteja sempre bem informado e atualizado a respeito de novas drogas, técnicas e tecnologias. Faz diagnósticos, pede exames, prescreve medicamentos e realiza cirurgias. Participa também de programas de prevenção e de planejamento da saúde coletiva. Há trabalho para o médico em hospitais, clínicas, postos de saúde e empresas. Grande parte atua em consultório próprio.

 

Fique de Olho

ESPECIALIZAÇÕES E SOBRECARGA DE TRABALHO

O estudo Demografia Médica do Brasil 2015, do Conselho Federal de Medicina, revelou alguns aspectos práticos da rotina profissional do médico. Metade deles fez residência em apenas seis especialidades: clínica-geral, pediatria, cirurgia-geral, ginecologia, anestesiologia e cardiologia. Quanto à carga de trabalho, somente 22% têm apenas um emprego. Mais da metade dos médicos atua em dois ou até em três locais diferentes. Quase 20% possuem quatro ou cinco empregos, e 5% deles sobrevivem trabalhando em seis ou mais lugares!

MAIS 7,6 MIL NOVAS VAGAS

O governo federal anunciou em 2015 a criação de 2.290 vagas para Medicina. Com esse lote, totaliza-se a abertura de cerca de 7,6 mil vagas nos últimos anos – 5.306 já haviam sido autorizadas anteriormente. O edital que cria as vagas foi aprovado em julho de 2016 pelo TCU, mas não há previsão de quando elas serão efetivamente abertas.

EXAME DO CREMESP GANHA DESTAQUE

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) aplica aos alunos de Medicina um exame facultativo para verificar o nível de sua formação. A prova é composta de 120 questões de múltipla escolha, de nove áreas, como clínica médica e pediatria. Em 2015, 48% dos recém-formados que prestaram o exame não atingiram o mínimo exigido pelo Cremesp, que é o acerto de 72 questões. Apesar de a participação não estar condicionada à obtenção do registro profissional, o exame vem ganhando importância. A prova é exigida para quem vai prestar concurso público nas secretarias de saúde do município e do estado de São Paulo. Alguns hospitais privados, como o Sírio Libanês, localizado na capital paulista, também requerem que candidatos à residência médica ou a um posto de trabalho no estabelecimento comprovem que fizeram a prova. A partir de 2016, o exame também passou a ser pré-requisito para ingresso nos programas de residência médica das seguintes instituições paulistas: USP (São Paulo e Ribeirão Preto), FMABC, Famerp, Unifesp, FCMSCSP, Unisa, PUC-Campinas e Hospital do Servidor Público Estadual.

NOVO CURRÍCULO E AVALIAÇÃO NACIONAL

Desde 2014, estão em vigor as novas diretrizes curriculares nacionais dos cursos de Medicina. Entre as principais mudanças está o estágio obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS), na atenção básica e no serviço de urgência e emergência, que deve ter a duração mínima de dois anos, com 30% da carga horária cumprida no SUS. A resolução determina, ainda, que os estudantes devem ser avaliados, por meio da Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem), a cada dois anos. O exame se tornará imprescindível para a diplomação do bacharel e seu resultado contará como parte do processo de classificação para os exames de residência médica. O Anasem, no entanto, ainda está em fase de estruturação e não há previsão de quando começará a ser aplicado. As instituições de ensino têm até dezembro de 2018 para se adequar ao novo currículo. Mas, para turmas abertas a partir da entrada em vigor das novas diretrizes, o prazo é de um ano.

O que você pode fazer

Diagnosticar e tratar doenças nas seguintes especialidades:

Acupuntura Aplicação de agulhas.

Alergia e imunologia Mecanismos de defesa do organismo.

Anestesiologia Aplicação de anestésicos.

Angiologia e cirurgia vascular Artérias e veias.

Cancerologia Câncer.

Cardiologia Coração.

Cirurgia (cardiovascular, de cabeça e pescoço, geral, do aparelho digestório, pediátrica, plástica e torácica).

Clínica médica Organismo em geral.

Coloproctologia Aparelho digestivo final.

Dermatologia Pele.

Endocrinologia e metabolia Distúrbios hormonais e de metabolismo.

Gastroenterologia Sistema digestório.

Genética médica Doenças genéticas.

Geriatria e gerontologia Moléstias do envelhecimento.

Ginecologia e obstetrícia Aparelho reprodutor feminino, gravidez e parto.

Hematologia e hemoterapia Sangue, seu uso terapêutico ou de seus componentes.

Homeopatia Clínica geral que utiliza medicamentos preparados com substâncias naturais.

Infectologia Doenças infecciosas.

Mastologia Glândulas mamárias.

Medicina da dor Voltada para o tratamento da dor crônica.

Medicina esportiva Prevenir e tratar distúrbios originados de atividade esportiva. Dar orientação médica e acompanhar equipes e times.

Medicina geral e comunitária Atuar na prevenção, na cura e na reabilitação de pacientes em conjunto com uma equipe multiprofissional (com enfermeiro, assistente social e psicólogo).

Medicina legal e perícia médica Realizar autópsias, exames de DNA e de corpo de delito. Dar suporte à investigação de crimes.

Medicina paliativa Oferecer cuidados para aliviar a dor e o sofrimento de pacientes terminais.

Medicina sanitária Desenvolver e aplicar programas de saúde pública.

Medicina do sono Tratar dos distúrbios relacionados ao sono.

Medicina do trabalho Prevenir e tratar doenças causadas pelo ambiente de trabalho ou por práticas profissionais.

Medicina tropical Prevenir e tratar doenças como malária, febre amarela, dengue e hanseníase.

Nefrologia Moléstia dos rins.

Neurologia e neurofisiologia Distúrbios do sistema nervoso.

Nutrologia Nutrição.

Oftalmologia Olhos.

Ortopedia e traumatologia Ossos e músculos.

Otorrinolaringologia Ouvido, nariz, boca e garganta.

Patologia e patologia clínica Exames laboratoriais.

Pediatria Crianças.

Pneumologia Pulmões.

Psiquiatria Doenças mentais.

Radiologia e diagnóstico por imagem Exames radiológicos e diagnóstico por imagens.

Radioterapia Tratamentos por radiação.

Reumatologia Cartilagens e articulações.

Terapia intensiva Tratamento intensivo de pacientes.

Urologia Vias urinárias.

Mercado de Trabalho

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a proporção ideal em um país é de um médico para cada mil habitantes. No Brasil, com cerca de 430 mil profissionais, segundo o Conselho Federal de Medicina, a relação é de dois para cada mil habitantes. No entanto, o mercado de trabalho para esse profissional está longe de se esgotar. Isso porque há forte desequilíbrio regional: enquanto a população dos grandes centros urbanos conta com grande quantidade de médicos, capitais no Norte e Nordeste e localidades mais distantes, do interior do país, carecem desse profissional, principalmente nos serviços públicos de saúde. Daí a importância do programa Mais Médicos, lançado pelo governo federal em 2013, que visa a contratar profissionais para atender em locais em que faltam profissionais. A pediatria e ginecologia, em especial obstetrícia, são áreas em que a carência é maior. No interior do país faltam também especialistas em áreas como emergência, anestesia, neurologia e cirurgias de alta complexidade. As chances de sucesso são maiores quando o médico se associa a um hospital ou integra o corpo clínico de um plano de saúde. Isso facilita a conquista de pacientes e livra o profissional dos altos custos de manutenção de um consultório particular.

Curso

O currículo é puxado, o período é integral e há seminários, pesquisas e plantões em hospitais. Nos dois primeiros anos, o aluno tem matérias básicas, como anatomia e patologia. Outras disciplinas são bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, fisiopatologia dos sinais e sintomas das doenças, entre outras. Boa parte das instituições de ensino oferece disciplinas práticas já no início do curso. Mas lidar com pacientes só a partir do terceiro ano, nas disciplinas profissionalizantes e no treinamento em atendimento. Os dois anos de residência médica, depois de formado, são para quem quiser obter uma especialização.

Duração média: 6 anos.