Guia do Estudante

Meio Ambiente e Ciências Agrárias

Biotecnologia

Bacharelado

É a aplicação de conhecimentos químicos e biológicos e de novas tecnologias nas áreas da saúde, de alimentos, química e ambiental. O profissional de Biotecnologia é multidisciplinar, pois entende tanto de biologia quanto de química, física, estatística e informática. Em laboratório, ele estuda o melhoramento genético, a criação e o gerenciamento de novos produtos, que podem ser medicamentos, ingredientes para alimentos industriais ou até mesmo uma planta. Na área da microbiologia, estuda fungos, bactérias, vírus e protozoários e as moléstias que eles causam em plantas e no organismo do homem e de animais, além de pesquisar métodos de utilização desses microrganismos na produção de alimentos e bebidas, como laticínios, cerveja e vinho. O especialista em imunologia emprega os microrganismos na produção de vacinas e medicamentos. Em indústrias alimentícias e farmacêuticas, cuida do controle do crescimento microbiano e da segurança e higiene no ambiente de trabalho, assim como controla a qualidade do produto final. Também atua em órgãos de controle ambiental, na avaliação e prevenção da contaminação da água e do solo. Com formação específica, trabalha como engenheiro, projetando, construindo e operando equipamentos que reproduzem, em escala industrial, processos que envolvam células vivas, empregados na fabricação de medicamentos, cosméticos, alimentos ou química em geral.

Dúvida do Vestibulando

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE FAZER UM BACHARELADO E UM TECNOLÓGICO?

A graduação tecnológica forma especialistas em gestão e processos biotecnológicos. O bacharelado propõe formação abrangente para que o profissional possa exercer atividades em todas as áreas da biotecnologia, como o desenvolvimento de tecnologias e aperfeiçoamento dos processos biológicos, bem como se especializar em algum setor de sua preferência, como agrícola ou ambiental. A formação específica em engenharia permite ao egresso do curso atuar efetivamente na área industrial. Tecnólogo e bacharel costumam trabalhar nos mesmos projetos, lado a lado.

O mercado de trabalho

A demanda por bacharéis e tecnólogos deve continuar crescendo. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a população mundial chegará a 9 bilhões até 2050. É preciso, segundo a entidade, aumentar a produção de alimentos em 70% para dar conta de tanta gente. E, para isso, aposta que somente com técnicas de biotecnologia será possível chegar a esse patamar de produção. "A biotecnologia tem sido considerada uma área prioritária de investimento do governo federal e de empresas privadas. Algumas, como a Monsanto, que trazia mão de obra de outros países, já começa a contratar brasileiros para o setor de pesquisa", explica Flávio Henrique Silva, coordenador do bacharelado em Biotecnologia da UFSCar, em São Paulo. Além do setor de alimentos, os mais aquecidos são os de biocombustíveis (bioetanol e biodiesel), medicamentos (vacinas e hemoderivados), melhoramento genético animal (bovino, caprino e ovino), meio ambiente e conservação de espécies (biorremediação, controle de poluentes e bioindicadores). Outra área que desponta no Brasil é a de cosméticos. A região amazônica já colhe bons frutos como polo produtor de cosméticos graças à biodiversidade local, que permite a obtenção de extratos de frutos e raízes. "A indústria cosmética tem absorvido todos os nossos egressos e ainda precisa de mais profissionais", relata Sônia Maria da Silva Carvalho, coordenadora do curso tecnológico em Biotecnologia da Ufam. As regiões Sul e Sudeste ainda concentram as melhores ofertas de trabalho, com destaque para São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. Norte e Nordeste, no entanto, não ficam muito atrás, porque a biodiversidade animal e vegetal também gera oportunidades na indústria farmacêutica. As universidades têm aberto concurso para professores nos cursos de Biotecnologia. Nesse caso, é preciso ter doutorado. Os pós-graduados também encontram vagas em institutos de pesquisa em todo o país.

Salário inicial: R$ 1.800,00 (fonte: prof. Marcos Luiz Pessati, da Univali).

O curso

Os cursos de bacharelado nem sempre têm o mesmo direcionamento e, por isso, podem dar ênfase a um ou outro campo da biotecnologia. Eles também têm nomes diferentes, como Biotecnologia (UFSCar), Engenharia de Bioprocessos (UFRJ), Engenharia Bioquímica (USP-Lorena), Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (UFPR e a Uergs), Ciências Biológicas - ênfase em biotecnologia (Univali). Independentemente do enfoque, o currículo segue uma linha que é comum a todos, com boa base de matemática, física, química, estatística, informática, além da formação profissionalizante, como engenharia bioquímica, biotecnologia vegetal, tecnologia de produção de vacinas, métodos quantitativos em biotecnologia, melhoramento genético e biossegurança. O estágio é obrigatório, e o aluno deve apresentar um projeto de conclusão no último ano.

Duração média: de quatro a cinco anos.

Outros nomes: Bioquím.; Biotecnol. Ind.; Ciên. Biol. (biotecnol. e meio amb.); Ciên. Biol. (biotecnol.); Ciên. Biol.: Biotecnol.; Ciên. Fís. e Biomoleculares; Eng. Bioquím.; Eng. Biotecnológica e de Bioprocessos; Eng. de Bioprocessos; Eng. de Bioprocessos e Biotecnol.; Eng. de Biossistemas; Eng. de Biotecnol. e Bioprocessos.

O que você pode fazer

Meio ambiente

Estudar processos biotecnológicos para a recuperação de solos e o aprimoramento da agricultura. Pesquisar a poluição e a contaminação do ar, da água e do solo por microrganismos.

Alimentos e bebidas

Acompanhar a produção de alimentos e bebidas que levem microrganismos em sua composição, como queijos e cervejas.

Saúde

Pesquisar o uso de microrganismos na produção de medicamentos e vacinas. Identificar micróbios causadores de doenças em laboratórios de análises clínicas e institutos de pesquisa. Atuar na prevenção, no controle e no combate a infecções hospitalares.

Agronegócios

Aprimorar técnicas de combate a pragas e doenças nas lavouras e nos rebanhos.

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