Meio Ambiente e Ciências Agrárias
Irrigação e Drenagem
Tecnológico
Esse tecnólogo executa obras de construção e manutenção de sistemas de irrigação e drenagem em áreas de plantação. Em parceria com o engenheiro agrícola, ele define sistemas de distribuição de água, implanta canais e instala bombas, auxiliando na conservação e na manutenção dos equipamentos. Também é capacitado para verificar os efeitos da passagem de água pelo solo, controlando as alterações físicas e químicas que podem ocorrer ali. Esse profissional acompanha os cuidados com culturas que venham a utilizar métodos de irrigação e drenagem e orienta na aplicação de defensivos e fertilizantes por meio da irrigação. Ele se envolve, ainda, em trabalhos topográficos de preparação da área para a canalização de águas, analisando e controlando o impacto ambiental causado pelos sistemas utilizados.
O mercado de trabalho
Segundo o último Censo Agropecuário (2006), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou em 39% o número de estabelecimentos que utilizam a irrigação, e em 42% na área irrigada, em comparação com o último censo, realizado em 1996. O levantamento também mostrou que a área irrigada no Brasil é de 4,45 milhões de hectares, o equivalente a 7,4% da área total das lavouras nacionais. Esses dados indicam um mercado com boas oportunidades para o tecnólogo. Além das propriedades rurais voltadas à agricultura, onde o tecnólogo cuida, em parceria com o engenheiro agrícola, do manejo e manutenção de máquinas de irrigação, empresas agrícolas públicas e privadas, agências do governo e indústrias são os maiores empregadores. No Rio Grande do Sul há perspectivas em empresas que fabricam ou revendem sistemas de irrigação. Nesse caso, o profissional é contratado como consultor técnico e vendedor de equipamentos. "Um mercado que está se abrindo para a área de manejo de irrigação é o da lavoura de cana-deaçúcar no Centro-Oeste, em especial em Goiás. Isso tem aumentado a procura por especialistas na região", diz o professor Eduardo Henrique Mendes dos Santos, coordenador do curso do IF Goiano. Outra região aquecida é a do Vale do Rio São Francisco, no Nordeste, importante polo de produção de frutas. Nesse caso, o especialista é contratado para planejar e implantar sistemas que usem as águas do rio de forma sustentável em benefício da produção agrícola local.
Salário inicial: R$ 2.550,00 (6 horas diárias; fonte: Confea/Crea).
O curso
No ciclo básico, você vai estudar cálculo, administração e física. Em seguida, o currículo aborda tanto aspectos teóricos quanto práticos da profissão. Nas fazendas experimentais, por exemplo, já a partir do segundo semestre, o estudante conhece topografia, hidráulica e hidrologia agrícola, manejo e conservação de solos e da água, gestão ambiental e economia agrícola. O estágio é obrigatório e ocorre em duas etapas: primeiro nas fazendas e, depois, em empresas de irrigação e drenagem da região. Para se formar, o aluno deve apresentar um projeto, aplicando os conhecimentos adquiridos.
Duração média: três anos e meio. Outro nome: Meio Amb. e Rec. Hídricos.


