Guia do Estudante

Saúde

Ortóptica

Tecnológico

O profissional utiliza exercícios musculares, equipamentos eletrônicos e ferramentas de estimulação motora e sensorial, como lentes prismáticas e filtros, para corrigir distúrbios e recuperar a capacidade visual de pacientes de todas as idades. Seu trabalho ajuda a diminuir condições como estrabismo, visão dupla, transtorno e baixa visual de um ou dos dois olhos. Ele estimula a visão de pacientes com lesões causadas por doenças como toxoplasmose e diabetes. Ajuda na readaptação às novas condições de moradia, locomoção e vida profissional dos portadores de deficiência. Pode especializar-se em exames complementares ou em contatologia (adaptação de lentes de contato). O ortoptista também pode atuar em parceria com profissionais de diferentes áreas, como oftalmologia, neurologia, pediatria, educação, saúde pública,

O mercado de trabalho

Há um único curso oferecido no Brasil, o do IBMR, no Rio de Janeiro. Em 2008, a carreira ganhou impulso com a publicação da Política Nacional de Atenção em Oftalmologia, do Ministério da Saúde, estabelecendo que o profissional pode fazer parte da equipe que presta atendimento à população. Por isso, a demanda é maior que a oferta de egressos no mercado, o que parece garantir as oportunidades de trabalho para esses profissionais. "A turma que se formou no fim de 2009 já estava toda empregada antes mesmo de concluir o curso", diz Vivian Secin, coordenadora do curso do IBMR. "Atualmente, existe boa demanda por ortoptistas em hospitais e clínicas de capitais e cidades de porte médio", completa. Goiânia (GO), cidade considerada um centro de referência no tratamento de doenças oculares, também é um polo de emprego. Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS) também oferecem vagas, pois há carência de profissionais nessa área. Além de atuar na promoção da saúde ocular, prevenção e reabilitação de pacientes com problemas oftalmológicos, ele trabalha na adaptação de lentes de contato, ensinando o paciente a manusear e armazenar o produto e transmitindo informações sobre os cuidados diários.

Salário inicial: R$ 1.500,00 (fonte: profa. Vivian Secin, do IBMR).

O curso

Nos dois primeiros semestres são oferecidas tanto matérias da área de saúde, como anatomia e fisiologia, quanto de ciências sociais, como sociologia e psicologia. As disciplinas mais específicas começam a partir do terceiro semestre, quando o aluno passa a ter aulas de morfofisiologia da visão e óptica clínica. Também no terceiro semestre, o currículo começa a abordar as patologias oculares, os exames empregados para identificá-las e os equipamentos usados no resgate da capacidade visual. Para a obtenção do diploma é preciso cumprir estágio de 360 horas, em clínica ou hospital conveniado com a escola, e apresentar uma monografia.

Duração média: três anos.

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