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Aumente sua chance de ser aceito em uma universidade no exterior

Estudante brasileira em Berlim dá 5 dicas essenciais de preparação para garantir uma application de sucesso

(lentolo/iStock)

Quando fiz o processo de application, a Minerva não era minha dream school. A primeira coisa que me chamou atenção foi a questão do campus itinerante. Eu nunca consegui me imaginar em um só lugar e sempre me vi rodando o mundo, só não sabia muito bem como nem quando. Decidi aplicar, mesmo não tendo muita noção do que a Minerva era de verdade. No entanto, hoje vejo que foi a melhor opção para mim, e isso só foi possível porque eu sabia o que eu esperava de uma universidade e em que situações eu aprendia melhor.

Por isso, gostaria de compartilhar 5 dicas que foram importantes no meu processo de candidatura. Espero que te ajude a ser aceito por universidades fora!

1. Faça uma boa college list

Mesmo que você tenha uma dream school em mente, é muito importante pensar igualmente em outras opções — não só porque talvez você não entre na universidade que você quer, mas também para não perder a oportunidade de estudar em lugares maravilhosos porque não pesquisou ou se esforçou suficientemente nessa busca. A dica para montar uma college list legal é primeiramente entender o que você quer em uma universidade, e para isso é necessário saber o que é melhor para você. Você aprende melhor em turmas grandes ou pequenas? Quer focar diretamente no seu curso ou fazer aulas tanto de relações internacionais e economia quanto de ciência da computação, física e neurociência? Entende mais com palestras ou discussões em aula? Prefere um corpo estudantil menor e mais unido ou maior e com a oportunidade de conhecer sempre gente nova? Perguntas como essas são essenciais para entender que tipo de college é melhor para você — afinal, serão quatro anos lá.

2. Organize-se

O application é um processo longo e muitas vezes complicado. Para evitar estresse no terceiro ano do Ensino Médio, prepare um calendário com as melhores datas para fazer SAT/ACT, SAT Subjects e TOEFL. Além disso, coloque prazos — por exemplo, falar com professores sobre carta de recomendação até julho, tê-las entregue até final de novembro, etc.

3. Dê importância aos essays

Embora notas e extracurriculares sejam bastante relevantes, não podemos deixar de lado os essays. Eles são uma oportunidade única de mostrar aos admissions officers quem você realmente é, o que te move e te torna diferente dos outros applicants. Lembre-se que quem lê sua application é um ser humano, com pensamentos próprios, gostos e uma vida inteira, então faça com que ele se interesse pela sua história e consiga te ver no campus da faculdade tanto quanto você. Comece cedo — não os deixe para dezembro!

4. Envolva-se com atividades que você goste, não as que você supõe que irão melhorar seu currículo

No fim do dia, o jeito como você fala sobre aquilo que ama é o que cativa as pessoas. É incrível pensar que tenho colegas absolutamente sensacionais na Minerva, e não é raro me pegar questionando o porquê de estar ali entre eles. No entanto, todos ao meu redor se sentem do mesmo jeito, até meu amigo com uma empresa mega bem-sucedida na Austrália, que acha fascinante o modo como eu falo sobre o Brasil e o futuro. Embora tenhamos feito atividades completamente diferentes, o que nos une é a nossa paixão por elas. No processo de application para a Minerva, por exemplo, falei sobre como dança era algo essencial na minha vida e o que eu aprendi sobre mim mesma sendo parte do Grêmio Estudantil do meu colégio. Nenhuma dessas atividades é particularmente impressionante, mas minha paixão pelas duas com certeza sobressaiu.

5. Por fim, entenda por que você quer estudar fora

O processo é difícil. Não é impossível, mas é longo, cansativo, e requer persistência. Para não desistir, é preciso ter em mente sempre seu objetivo maior, o porquê disso tudo. Abrir mão de almoços em família e comemorações de aniversário com amigos dói mais do que parece, e barreiras linguísticas podem fazer com que você se sinta sozinho. Se não está preparado para lidar com os pontos negativos, talvez seja melhor reconsiderar sua decisão de estudar fora. Não é verdade que qualquer universidade fora é superior às brasileiras, e, dependendo do seu objetivo ao querer se aventurar fora do país, talvez um programa de intercâmbio seja mais apropriado. No fim, eu sei que os benefícios superam os custos em relação à minha experiência e que estou recebendo a melhor educação para mim. É importante que cada um faça essa mesma análise e entenda se não há caminhos alternativos para atingir o mesmo objetivo.

Este artigo foi originalmente publicado por Estudar Fora, portal da Fundação Estudar