
por Carolina Botelho
Que tal fazer mestrado ou doutorado no Velho Continente? O Erasmus Mundus oferece bolsas de estudos a pessoas do mundo inteiro que queiram fazer cursos de mestrado e doutorado na Europa entre 2009 e 2013. A rede de escolas do programa é feita por consórcios que contam com 82 universidades europeias cadastradas em 17 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Eslováquia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Portugal, Reino Unido, Suécia e Noruega.
Desde que foi criado, em 2004, o Erasmus Mundus tornou-se referência no que diz respeito à qualidade dos mestrados na Europa – por meio dos consórcios, o programa oferece cursos de pós-graduação nas universidades mais renomadas do continente. Normalmente, o aluno bolsista passa por três universidades durante o mestrado ou doutorado, o que exige organização e independência para que todas as etapas sejam cumpridas.
Nos primeiros anos, de 2004 a 2008, o programa contou com a participação de mais de 2 300 estudantes de mais de 100 países e 323 universidades de vários países. Para viabilizar todos esses cursos, houve um investimento de 230 milhões de euros.
Formando cidadãos do mundo
Paulista de Campinas, Roberta Gregoli, 27 anos, foi uma das beneficiadas pela bolsa de estudo do Erasmus Mundus. Ela participou do programa entre 2007 e 2009, e estudou o tema “Crossways in European Humanities” (“conexões nas ciências humanas europeias”, em inglês) nas universidades de Sheffield (Reino Unido), Perpignan Via Domitia (França) e Nova de Lisboa (Portugal).
“Foram vários desafios, tanto emocionais quanto acadêmicos e linguísticos”, lembra Roberta. “Tudo valeu a pena e, talvez, tenham sido justamente esses desafios que fizeram desses dois anos uma oportunidade única”.
Roberta crê que o Erasmus Mundus é uma oportunidade excepcional para estudar na Europa e vivenciar diversas culturas no meio acadêmico do continente. Além disso, é também um bom jeito para se conhecer estudantes de vários países e assimilar seus costumes num período relativamente curto de tempo. "O programa forma cidadãos globais", acredita.
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Áreas de estudo
Direito, Economia, Ciências Sociais, Ciências Políticas, Ciências Ambientais, Administração, Sociologia, Educação, Relações Industriais, Matemática, Saúde e Novas Tecnologias, entre outras, são os destaques nas áreas de estudo do Erasmus.
É importante ressaltar que não há áreas vetadas ou ignoradas pelo programa. “As propostas são avaliadas com base na qualidade acadêmica, excelência, objetivos e necessidades de análise coerente”, afirma o site do programa. Portanto, é preciso ter um projeto que se encaixe nos objetivos de promover o intercâmbio cultural com os países europeus.
Como é a seleção
O processo de seleção dos candidatos é descentralizado. A primeira maneira de se candidatar é diretamente com os consórcios (as universidades europeias). Eles estabelecem as regras de seleção, sempre com base nos critérios estabelecidos pela Comissão Europeia, órgão responsável pelo gerenciamento do Erasmus Mundus.
Outra maneira é por meio dos convênios das universidades parceiras brasileiras com o programa Erasmus Mundus. Confira diretamente na sua faculdade se essa relação já existe. Caso não haja, você pode sugerir que a parceria seja firmada.
Saiba mais detalhes no guia do programa Erasmus Mundus
Quem pode se inscrever
O programa Erasmus Mundus 2009-2013 está aberto a instituições de ensino superior e a qualquer organização de ensino superior e de pesquisa (há a possibilidade de as próprias universidades firmarem um convênio de intercâmbio para enviar seus alunos e professores).
Estudantes, doutorandos, docentes, pesquisadores e pessoas do mundo universitário (acadêmicos e da área administrativa) de qualquer parte do mundo também podem participar, entrando em contato diretamente com as universidades do consórcio.
Onde se inscrever
A melhor maneira é acessar o site do programa
Para dúvidas, escreva para eac-info@ec.europa.eu