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Saiba como fazer intercâmbios alternativos

Já pensou em conhecer a Costa Rica? Ou se surpreender com alguma nação da África ou Ásia?



por Filipe Garrett

Quem nunca cogitou fazer um intercâmbio? Conhecer uma nova realidade, estar em contato com um modo de vida diferente e aprender mais, crescer e evoluir? Quando se pensa no assunto, normalmente os destinos não fogem de EUA, Canadá, Austrália e grandes países europeus, como Inglaterra, Alemanha ou Itália. Muitos escolhem nações de onde seus antepassados um dia imigraram. Mas poucos arriscam lugares mais exóticos.

Cléa Santos Ressureição, 25 anos, fez uma opção fora do comum. Há dois anos, ela escolheu a Costa Rica como destino de um intercâmbio cultural intermediado pelo American Field Service (AFS) – organização não governamental que promove intercâmbios para difundir a paz. Antes que você imagine que Cléa se arrependeu da escolha, ela logo avisa que a ida para a América Central “foi uma das experiências mais maravilhosas de minha vida”.

O que determinou a escolha foi a afinidade que Cléa tinha com políticas e aspectos culturais costa-riquenhos: “tomei conhecimento de algumas decisões do governo de lá em educação, meio-ambiente e segurança nacional que me conquistaram, como a conversão de boa parte do território do país em parques nacionais”. Cléa quis conferir de perto, por exemplo, a iniciativa de abolir o aparato de defesa nacional e investir os recursos em outras áreas. “Não me arrependi de forma alguma”, garante.

De maneira geral, o que norteia a escolha dos jovens são a afinidade e a curiosidade em relação ao destino da viagem. Segundo Rita Santos, gerente geral do AFS Brasil, há uma tendência recente de os intercambistas optarem por países que possibilitam aprender duas línguas. “A Ásia tem sido muito procurada por isso”, exemplifica a gerente, lembrando que lugares como Hong Kong e Malásia usam seus idiomas oficiais e o inglês como segundo idioma.

O paulistano Kito Vivolo viajou tanto que hoje trabalha organizando viagens para o continente africano – opção interessante para quem quer aprender inglês, pois tem custo de vida abaixo daquele de lugares como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos. “Outra vantagem que encontrei ao conhecer a África foi o contato com um local pouco conhecido entre nós e muito interessante culturalmente. Lá a vida selvagem e a natureza estão presentes em diversos aspectos do cotidiano”, diz Vivolo.

A questão financeira, contudo, nem sempre determina a escolha de um destino exótico. “A Escandinávia tem um custo de vida bastante elevado. No entanto, temos uma demanda anual bastante grande para lá. Sempre preenchemos nossas vagas para Noruega, Finlândia e Suécia”, afirma Rita Santos.

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COMO NÃO CAIR EM ROUBADA

Para não embarcar numa furada, algumas dicas devem ser seguidas. Independentemente da forma como você vá para o exterior e da modalidade de intercâmbio escolhida, pesquise a instituição ou empresa que intermediará o processo burocrático da viagem. Verifique se ela dispõe de condições para prestar o serviço e se outras pessoas que viajaram com ela ficaram satisfeitas.

Uma dica interessante é procurar agências que estejam vinculadas a Belta (Brazilian Educational & Travel Association). Além disso, considere que você vai para um país completamente diferente. Leve todos os documentos que a lei do país de destino exige, tome as vacinas exigidas e compre as passagens com antecedência: muitas pessoas se matriculam em cursos no exterior, deixam a passagem por último e acabam não viajando.

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