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Quais são os custos de estudar em Portugal?

Quer estudar em Portugal usando a nota do Enem? Veja os cálculos de quanto um estudante médio gastaria no país e faça seu planejamento

Atualmente, muitos estudantes têm se interessado em cursar a graduação, ou melhor, a licenciatura completa em Portugal. Isso tem sido motivado, principalmente, pelo fato de 18 universidades e institutos portugueses aceitarem a nota do Enem como meio de acesso. Obviamente, cada universidade tem os seus critérios e regulamentos e isso nos leva a sugerir que você verifique o local de seu interesse quanto aos critérios, datas, entre outras informações importantes.

Entretanto, é preciso pensar em quanto você irá gastar para se manter durante o período do curso, que pode ser de três a cinco anos. Neste post, vamos ter como exemplo um estudante de biologia da Universidade do Algarve (UAlg), em Faro, sul de Portugal.

A primeira questão é: preciso pagar para estudar?

Sim, você irá pagar uma anuidade, em Portugal, chamada de propina. Muitas das universidades e institutos são públicos, mas mesmo assim é preciso pagar. E este valor vai variar de curso para curso. Por exemplo, na Universidade do Algarve o brasileiro, aqui caracterizado como Estudante Internacional, irá desembolsar para o curso de Licenciatura em Biologia, o seguinte: taxa de candidatura (50 euros), matrícula, a qual refere-se à primeira prestação da taxa acadêmica anual (500€), taxa de inscrição (25€) e por fim a propina anual de 3000€ (que, na verdade, é 3500€ – pois deduz-se os 500€ pagos na primeira prestação), a qual pode ser dividida em sete mensalidades. Portanto, este gasto fica em 3575€ por aluno por ano. No caso da UAlg, os candidatos que obtiverem o melhor desempenho em seu curso habilitam-se a uma redução no valor da anuidade – ela fica no valor de 1100€. Mas cada curso tem um número limite de estudantes para receberem este benefício.

Quanto vou gastar com moradia?

Você terá duas opções principais: a primeira será morar na residência disponibilizada pela universidade e a segunda é alugar um quarto em um apartamento. No que se refere a residência da universidade você precisará se candidatar e, havendo vagas, você será chamado. O custo mensal do alojamento, no caso da UAlg fica em 121€, já incluindo todas as despesas (eletricidade, água, gás, internet). Porém, na residência você irá dividir o quarto e terá todas as demais dependências de uso comum. Mas, para quem quer poupar, é uma ótima opção. Já para os que querem alugar um quarto em um apartamento os valores podem variar de 150€ até 230€ euros mensais, já com as despesas incluídas.

E quanto a alimentação e transporte?

As universidades dispõem de bares, cantinas e restaurantes universitários. O valor de uma refeição em uma das cantinas da UAlg, por exemplo, é 2,55€ (2,40€ se você comprar 10 unidades de uma única vez) – incluindo pão, salada, prato de sopa, prato principal, suco e sobremesa. Nos demais locais você encontra a porção ou prato feito por cerca de 3,90€. Os que gostam de preparar o almoço, podem fazê-lo tranquilamente e levá-lo para a universidade, pois em muitos prédios há micro-ondas disponíveis para uso gratuito. As compras mensais no supermercado ficam na faixa de 150€ a 220€ euros – isso, claro, variando conforme os gostos e preferências de cada um.

Para chegar à UAlg você pode ir andando, de bicicleta ou autocarro (o nosso ônibus) dependendo da distância que você morar do campus. O valor do bilhete individual fica em 2,25€, mas compensa muito mais o passe mensal que fica por 28,80€ e permite com que você vá e volte quantas vezes quiser por dia. Os autocarros são bem confortáveis e climatizados.

Ao final de tudo isso, podemos dizer que o gasto anual de um estudante do curso de Licenciatura em Biologia, na UAlg, que more na residência, almoce na cantina e vá de autocarro para as aulas ficará por volta dos 6 mil euros. Portanto, é preciso colocar todas estas possibilidades no papel quando você decidir vir estudar em Portugal. O planejamento é a melhor forma de evitar imprevistos e surpresas desagradáveis.

Este artigo foi originalmente publicado por Estudar Fora, portal da Fundação Estudar