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Saiba como pedir carta de recomendação para o intercâmbio

A maioria das instituições de fora requisitam uma ou mais cartas de recomendação, de pessoas que conheçam o candidato acadêmica ou profissionalmente

(princigalli/iStock)

Quem já leu sobre applications ou mesmo se candidatou a uma universidade estrangeira sabe que esse documento tem presença garantida. Em geral, as instituições de fora requisitam uma ou mais cartas de recomendação, de pessoas que conheçam o candidato acadêmica ou profissionalmente.

Em uma definição breve, pode-se dizer que a carta serve para apresentar a perspectiva de outra pessoa acerca do aluno. O que essa pessoa fez de interessante enquanto cursava a graduação? Quais seus traços marcantes quando era estagiário? Para responder a perguntas desse tipo, quem escreve não tem requisito mínimo, nem máximo, de linhas estipulado em edital.

Ao contrário do que se pode imaginar, as cartas não dão conta apenas de uma avaliação mais direta sobre o candidato. Não está em questão, por exemplo, se ele bateu a meta Y e foi mais um “bom aluno” na lista de presença. Quem faz a seleção em universidades procura histórias que façam sentido e exemplos mais reais do contato com o estudante. Não se trata apenas de um histórico acadêmico com notas impecáveis, mas de relatos que comprovem características como inteligência emocional e comprometimento.

Outro ponto que se destaca em muitas cartas de recomendação vem de um aspecto específico: o de experiências de liderança. Tão valorizadas em universidades estrangeiras, tais experiências — que podem ser apontadas no currículo, por exemplo — ganham força com o relato de mais uma pessoa, corroborando o potencial do candidato.

Como os processos seletivos exigem mais de uma carta, é a vez de fazer um retrato completo da pessoa que deseja a vaga na universidade. Um aluno pode combinar, em uma mesma application, o comentário de um professor da graduação e de um colega de trabalho. Tudo vai depender do tipo de relação que tal sujeito teve com o candidato, e do quão bem consegue contar essa história.

Para garantir uma boa carta de recomendação, entenda os pontos fundamentais desse processo e saiba a quem e como pedir.

A regra de ouro: antecedência

Não tem jeito, a antecedência faz a diferença nos processos seletivos. Pense o quanto antes sobre o que deseja destacar na carta, se vai pedi-la a antigo chefe ou preferir recorrer a um professor. Reflita sobre o que cada documento desses vai contar sobre você — afinal, na application você conta uma história. Em outras palavras, o tempo deve ser seu aliado. O ideal é não pedir as cartas de última hora.

Quem eu posso escolher para escrever a carta de recomendação?

Vale sempre lembrar quais pessoas são preferíveis e quais estão fora de questão, quando o assunto são cartas de recomendação. Esqueça membros da família e amigos, que não vão saber avaliador você e nem fornecer uma perspectiva válida para a universidade. Opte por algum colega, professor, chefe imediato… Ou seja, pessoas que conheçam seus aspectos acadêmicos e profissionais e tenham certa proximidade com você. Prefira aqueles com quem você desenvolveu projetos mais longos, ou um gerente que tenha contato direto com seu trabalho e possa descrevê-lo com mais detalhes.

Preciso chamar alguém famoso?

A resposta mais direta é simples: não, não precisa. Para as cartas de recomendação, siga a regra do “quem for mais próximo”, de quem conhece melhor quem você é e quais são seus projetos. O professor mega famoso da universidade, porém inacessível, não garante necessariamente uma vaga. Pelo contrário, pode soar genérico e artificial. Só escolha alguém “famoso” caso essa pessoa tenha mesmo o que falar, e não esteja lá apenas para assinar o papel.

Explique o que é e como se faz uma carta de recomendação

Apesar de ser extremamente comum em instituições estrangeiras, as cartas de recomendação não são bem uma realidade no Brasil. Por isso, lembre-se de dar detalhes sobre o que é esse documento, qual a importância de fazê-lo e como ele pode ajudar na application. Também dê exemplos e explique um pouco da estrutura de tais textos, que devem explicitar que o autor da carta indica o estudante.

Sinalize para a pessoa o porquê de tê-la procurado para redigir a carta. Novamente, apele para exemplos — dessa vez, de projetos realizados em conjunto, ou mesmo de aulas que o professor ministrou ao candidato. Em especial, se for alguém que conheceu o aluno anos atrás, esse lembrete vale ainda mais a pena.

Este artigo foi originalmente publicado por Estudar Fora, portal da Fundação Estudar