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Anestesista deve ter visão global da Medicina

Conheça melhor a formação de um anestesista neste Dia da Anestesia Geral, 30 de março

30/03/2010 14h59

por Fábio Brandt

Estudar os fármacos não basta para se tornar anestesista. Neurologia, cardiologia e pneumologia são conhecimentos essenciais para se desenvolver nesta especialidade. “Precisa ter uma visão global da Medicina”, define Deoclécio Tonelli, professor de anestesiologia da Faculdade de Medicina do ABC.

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“O profissional participa de partos, atende pessoas idosas e crianças, que são muito diferentes”, diz o professor, justificando a necessidade de uma formação teórica generalista para os anestesistas. Além disso, o anestesista precisa ser um eterno estudante para ter sucesso na área. “Se não gostar disso, não vai ser feliz no que vai fazer”, completa Tonelli.

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PRÁTICA
Todo esse conhecimento é usado pelo anestesista na escolha da anestesia aplicada, mas também durante o período em que ela age sobre o paciente. “Tenho que deixar o paciente respirando, então sei um pouco de pneumologia. Neurologia também, para saber se o paciente está acordado ou dormindo”, descreve Milton Brandão, anestesista do Hospital e Maternidade São Luiz.

“O anestesista é o verdadeiro anjo da guarda do paciente”, afirma Brandão, lembrando que o atendimento em consultório também faz parte da rotina de anestesistas em alguns hospitais. “Tiramos as dúvidas dos pacientes, explicamos como é a cirurgia, a anestesia. Além disso, quanto mais conheço o paciente, maior a segurança para fazer anestesista na cirurgia”, afirma Brandão.

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MERCADO
Médico bom nunca fica sem trabalho, ainda mais o anestesista, garantem Tonelli e Brandão. “Por incrível que pareça, faltam anestesistas em São Paulo. Foram criados muitos hospitais e estamos com dificuldade de encontrar médicos pra trabalhar”, comenta Deoclécio Tonelli.

Além da facilidade de colocação profissional, especialistas em anestesia contam com salários maiores que os de outras especialidades médicas. A remuneração depende, claro, do tipo de empregador (instituição pública ou privada) e da quantidade de horas trabalhadas. “Mas quem faz clinica pura costuma demorar mais para chegar no salário do anestesista”, destaca Tonelli.

DICAS
Estudantes e recém-formados devem respeitar os próprios limites, adverte Brandão. “O pessoal abusa dos próprios limites. Vinte e quatro horas é o limite [para um plantão]”, diz ele. “Não pode estar cansado, tem que estar sempre disposto a atender, pois as urgências aparecem sem avisar. Nos momentos de folga, deve-se descansar a mente e o corpo. É uma profissão estressante e combater o cansaço é fundamental”, aconselha o médico.

Trabalhar em locais bem equipados e que ofereçam uma equipe de suporte ao anestesista também é importante, defende Brandão. “Daí você tem um médico de outra especialidade te acompanhando, pode fazer a monitoração do paciente. Isso faz parte do seu arsenal pro trabalho: controlar a respiração, os batimentos cardíacos, a oxigenação sanguínea, o CO2 eliminado na respiração, a pressão arterial. Tem que fazer tudo isso”, conclui.

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