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33 milhões passam fome no Brasil e outras atualidades da semana

O GUIA DO ESTUDANTE selecionou as 5 notícias mais relevantes do Brasil e do mundo nesta semana

Por Juliana Morales Atualizado em 10 jun 2022, 18h10 - Publicado em 10 jun 2022, 10h48

Uma tarefa essencial não só para o vestibular como para o exercício da cidadania é se manter informado sobre o cenário brasileiro e o internacional. Pensando nisso, o GUIA DO ESTUDANTE lança, todas as sextas-feiras, um resumo dos principais acontecimentos da semana.

Abaixo, confira o que aconteceu no Brasil e no mundo na primeira semana de junho:

1. Indigenista Bruno Pereira e jornalista Dom Phillips desaparecem na Amazônia

O jornalista britânico Dom Phillips, colaborador do jornal inglês The Guardian, e o indigenista Bruno Araújo Pereira, servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), estão desaparecidos no Vale do Javari, na Amazônia, desde domingo (5). Phillips viajou para a região remota, acompanhado pelo indigenista brasileiro, para realizar entrevistas do livro que está escrevendo.

Na segunda-feira (6), o Exército, Marinha, Fundação Nacional do Índio (Funai), Força Nacional, Polícia Federal e forças de segurança locais se reuniram em uma força-tarefa para realizar buscas. 

Nesta quinta-feira (9), a Polícia Federal informou que está realizando o “levantamento de um possível material genético” na lancha Amarildo da Costa de Oliveira. O homem de 41 anos foi preso, na terça-feira (7), com drogas e munição. Ele se tornou suspeito de envolvimento no desaparecimento do indigenista e do jornalista inglês.

Segundo organizações indígenas da região, o indigenista Bruno Pereira é alvo de ameaças de madeireiros e garimpeiros que tentam invadir terras indígenas no Vale do Javari. Em 2019, ele foi exonerado do cargo que ocupava na Funai por pressão de setores ruralistas ligados ao presidente Jair Bolsonaro. 

O avanço do agronegócio e o garimpo são algumas das principais ameaças à floresta amazônica e aos povos indígenas. Neste texto, o GUIA DO ESTUDANTE listou quais são as principais leis que protegem, e outras que ameaçam a Amazônia.

2. Biden, Bolsonaro e outros chefes do Ocidente se reúnem na Cúpula das Américas 

Um destaque do noticiário internacional desta semana é a nona edição da Cúpula das Américas, sediada em Los Angeles, até esta sexta-feira (10). O evento reúne Chefes de Estado e de Governo do Hemisfério Ocidental com o objetivo de traçar ações para lidar com desafios e problemas compartilhados entre os países da região. O tema central escolhido para a edição de 2022 foi “Construindo um futuro sustentável, resiliente e equitativo”. 

Como anfitrião, o governo americano elaborou uma lista de convidados para a Cúpula. Ficaram de fora os países que não têm regimes democráticos: Cuba, Venezuela e Nicarágua. A medida gerou desconforto entre líderes e ameaça de boicote. Entre eles, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, que negou sua participação no evento, criticando “a política de exclusão que se impõe há séculos”. 

A edição deste ano é vista, segundo especialistas, como uma maneira da gestão Joe Biden reparar danos e estabelecer diferenças da relação negligente do seu antecessor na Casa Branca, Donald Trump, com a América Latina. A Cúpula marcará o primeiro encontro bilateral entre Biden e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro. 

O GUIA DO ESTUDANTE discorre neste texto sobre o histórico, as disputas políticas e o papel do Brasil na Cúpula das Américas.

3. Fome no Brasil atinge 33 milhões de pessoas em 2022

De acordo com o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, 33 milhões de pessoas passam fome no país. Com este retrocesso na segurança alimentar, o número chega ao mesmo patamar de 30 anos atrás. O levantamento mostra que só 4 a cada 10 famílias conseguiram pleno acesso à alimentação durante a pandemia.

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Os números refletem também as desigualdades brasileiras. Em comparação com a pesquisa anterior, a fome saltou de 10,4% para 18,1% entre os lares comandados por pretos e pardos. Os índices de insegurança alimentar das regiões Norte e Nordeste são expressivamente maiores que a média nacional, chegando a 71,6% e 68% respectivamente.

Pensando em vestibular, a pandemia pode aparecer como pano de fundo em várias temáticas relacionadas à saúde. Um dos desdobramentos possíveis, segundo professores entrevistados pelo GUIA DO ESTUDANTE, é justamente sobre a fome e insegurança nutricional. Confira neste texto como uma proposta de redação pode cobrar o tema.

4. Bolsonaro é condenado a pagar indenização por ataques a jornalistas

No último 7 de junho, Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, o presidente Jair Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos contra os jornalistas. Foi a primeira vez um governante em exercício é condenado coletivamente por falas contra a imprensa.

A ação partiu do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, que havia ingressado com uma Ação Civil Pública contra Bolsonaro em abril do ano passado. A decisão de terça-feira cabe recurso.

Na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa de 2022, o Brasil ficou no 110º lugar – uma posição acima do ano passado, quando ficou em 111º. Apesar da pequena melhora, a pesquisa mostra que a situação brasileira de liberdade de informação enfrenta grandes desafios. O levantamento aponta que “a desconfiança em relação à imprensa, alimentada pela retórica antimídia e pela banalização do discurso estigmatizante da classe política” ganhou mais terreno em países como o Brasil.

Nesta reportagem, o GUIA DO ESTUDANTE mostra com mais detalhes a situação atual de liberdade de imprensa no Brasil.

5. São Paulo confirma primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil

O primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil foi confirmado na última quarta-feira (8), na cidade de São Paulo. O paciente de 41 anos está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital paulista. Anteriormente, ele esteve na Espanha e em Portugal. Os primeiros sintomas, entre eles febre e dor muscular, começou no dia 28 de maio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha a vigilância epidemiológica da doença desde maio.

O primeiro caso no mundo foi identificado no Reino Unido, no dia 7 de maio, em um homem que havia viajado recentemente para a Nigéria. Até o momento, mais de mil casos confirmados da doença foram relatados à OMS em 29 países que não são considerados endêmicos para o vírus. Nenhuma morte foi registrada nesses países.

A doença é causada por um vírus da mesma família da varíola, que já foi erradicada. Seus sintomas são similares a de um resfriado ou gripe. Entre 1 e 5 dias após o surgimento da febre surgem as lesões cutâneas, (inicialmente na face) acompanhadas por coceira e aumento dos gânglios linfáticos. A infecção se dá através de contato próximo e direto com algum infectado.

Neste texto, o GUIA DO ESTUDANTE explica como a queda de cobertura vacinal pode culminar na volta de doenças já erradicadas.

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