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7 influenciadores que ajudam a entender o que é ser negro no Brasil

Perfis inspiradores para você entender lugar de fala e por que a diversidade é importante

Uma vez a filósofa e escritora Djamila Ribeiro falou que “as pessoas que vêm da periferia também são sujeitos pensantes, que produzem, sujeitos que escrevem”. Para ela, a representatividade é tão importante quanto a possibilidade de ouvir e ler produções de pessoas diferentes com contextos diversos. E as redes sociais nos possibilitam ter esse contato que gera identificação e entendimento.

Entre muitos influenciadores digitais negros, criamos esta lista com sete perfis bem diferentes entre si e que trazem temas muito importantes para pensarmos sobre negritude e sobre o mundo.

Yuri Marçal

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e ele tem um recado pra vocês

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Yuri é ator, produtor de conteúdo em suas redes sociais e também faz stand-up comedy. Iniciou sua carreira na comédia, aos 22 anos, ao participar de um curso do humorista Fábio Rabin e, desde então, vem colecionando apresentações por todo o Brasil, além de participações em canais como o Multishow e o Comedy Central. Através do humor crítico, ele contesta temas como o racismo, a intolerância religiosa e a homofobia gerando risada e, logo em seguida, boas reflexões.

BelQueSeQuis

A maranhense Bel Oliveira mora na Suíça. Formada em Comunicação em uma faculdade italiana, ela já viveu em quatro países e está sempre dando dicas de viagem, contando sobre como é viver no exterior. Tudo do ponto de vista de uma mulher negra. 

Valter Rege

Formado em Rádio e TV, cineasta e morador da favela da Vila Clara, na Zona Sul de São Paulo, Valter fala de uma forma bastante sensível sobre sexualidade, autoamor e cultura pop a partir do olhar periférico. Com projetos pessoais que já foram reconhecidos internacionalmente, como o curta-metragem Preto No Branco, apresentado em festivais de cinema no Canadá, na Índia e Alemanha, seus vídeos fazem reflexões sobre notícias, acontecimentos atuais e produções audiovisuais.

Alma Preta

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Ocimar de Almeida Júnior, mais conhecido como Júnior Urso, jogador de futebol, atualmente contratado pelo Orlando City, cobra veemente a postura antirracista dos jogadores de futebol negros. Após passar por um caso de injuria racial na China, onde um jogador do time rival o chamou de macaco, Junior Urso sentiu que posicionar é preciso. ⠀ O ocorrido ficou marcado na pele. Ele sentia a necessidade de reafirmar para o mundo e para si próprio quem ele era. Foi aí que veio a ideia de fazer uma tatuagem, em 2017, um punho cerrado no meio das costas em homenagem aos Panteras Negras. ⠀ O jogador ainda cobra a postura de jogadores famosos. Admira a postura do Emicida e insiste que Thiaguinho e Neymar poderiam colaborar muito mais com a causa.

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Formado por jornalistas, o Alma Preta é uma agência de notícias especializada na temática racial com conteúdo digital em diversos formatos. No Instagram, ela compartilha notícias, reflexões importantes e abre o debate entre seus produtores de conteúdo e convidados.

Gabi Oliveira

Ativista dos direitos negros, Gabi Oliveira traz no seu canal DePretas assuntos que vão desde política a relações raciais no Brasil, falando sobre ícones negros, estética, séries, filmes e experiências pessoais. Ela também mostra seu cotidiano com muita personalidade e opinião. 

Muro Pequeno

Em seu canal, Murilo Araújo fala sobre como é ser negro, cristão e homossexual para compartilhar suas vivências e empoderar outras pessoas. Seus vídeos reúnem conteúdo sobre atualidades e dia a dia, mas também nos apresentam outras pessoas negras com muito para falar e nos introduzem a temas como masculinidade negra e teologia queer (estudos sobre a religião por meio das diversas identidades sexuais).

Afros e Afins

Você já deve ter ouvido falar da Nátaly Neri por aí. Desde 2015, o canal pretende compartilhar os processos de “autonomia” da sua criadora, seja falando de consumo, feminismo, veganismo ou negritude. A Nátaly é formada em Ciências Sociais e sempre traz assuntos explicativos sobre o racismo e como é ser negro no Brasil para o seu canal.

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