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O brasileiro que ganhou ouro na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia

No Dia Nacional da Astronomia, conheça o estudante de Campinas (SP) interessado nos segredos do universo

Por Giulia Gianolla Atualizado em 2 dez 2020, 17h05 - Publicado em 2 dez 2020, 17h04

É brasileiro o vencedor da edição de 2020 da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica. Eduardo Toledo, de 16 anos, mora em Campinas e atualmente cursa o segundo ano do ensino médio na Oficina do Estudante. Ele foi o 1º colocado na classificação geral da edição deste ano, realizada 100% online. O plano de fazer as etapas finais no Equador foi cancelado por causa da pandemia.

A OLAA é um evento acadêmico e científico que ocorre todo ano, em que cerca de 10 países latino-americanos se encontram para trocar experiências pedagógicas. O objetivo é promover o desenvolvimento de competências científicas em matérias como Física, Matemática, Biologia, relacionadas à Astronomia.

A preparação

Se engana quem pensa que é tarefa simples se sair bem em provas como esta. Toledo conta que não teve descanso durante as etapas antes da final, que ocorreu neste domingo (29): “Passei por muitas etapas antes e durante a olimpíada. Estudei na escola com apoio do colégio e dos professores, estudei sozinho com livros, artigos e pesquisas, e recebi um treinamento como membro da seleção brasileira”, conta ele. “Foi um trajeto difícil e pensei algumas vezes em desistir, mas segui em frente e cheguei a um bom resultado.”

O estudante foi classificado para a Olimpíada depois de passar por uma seleção com cerca de 20 provas. Durante essas etapas, ele conta que nem sempre esteve confiante. Mesmo assim, “sempre tentou pensar de um jeito mais positivo”, e, depois da vitória, considera que o processo todo valeu a pena.

Uma paixão antiga

Eduardo, que é bolsista na escola onde estuda, se interessa por astronomia e pesquisa o assunto há alguns anos porque acredita que “observar o universo é uma forma de observarmos nós mesmos”. Em conversa com o GUIA , ele relaciona os mistérios do cosmos com os próprios enigmas do ser humano, e compara a grandeza do espaço com o tamanho pequeno – “e contraditoriamente gigante” – do espécie humana.

Muito interessado por séries sobre o assunto – ele cita “Cosmos” como uma maneira muito interessante e divertida de aprender –, o jovem já demonstrava aptidão para o tema antes da Olimpíada. É o que conta seu professor de Física na Oficina do Estudante, Giuliano Perina Spazziani: “É muito fácil de perceber que ele leva muito a sério os estudos, e que tem um enorme potencial de desenvolvimento. Tenho certeza que será bem-sucedido em sua jornada”.

O futuro

Mesmo com o reconhecimento de amigos e familiares, Eduardo não gosta da ideia do termo “vencedor”, ou de dizer que “ganhou a Olimpíada”. Para ele, a experiência foi de “construção de conhecimento coletivo” e de “aproximação com outras culturas, então todos que tiraram algo positivo do evento são vencedores.”

Ao ser questionado sobre uma vontade de se tornar astronauta, Eduardo diz que “nunca se sabe o dia de amanhã”, mas que tem mais interesse na área acadêmica. Ele está pensando em cursar algo na área de astronomia ou astrofísica e conta que gostaria de trabalhar com engenharia. 

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