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Censo mostra avanço do Brasil no acesso a água, esgoto e coleta de lixo

Dados revelam que o país melhora, mas ainda falta levar saneamento básico para 25% da população, cerca de 50 milhões de pessoas

Por Paulo Zocchi
17 mar 2024, 19h00

O Brasil tem avançado nas últimas décadas no desafio de ampliar o acesso ao saneamento básico e à água de boa qualidade para a sua população. Isso é o que mostram os dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no final de fevereiro. Ainda assim, falta percorrer um bom caminho para que esses serviços cheguem a todos os brasileiros.

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Pelos dados do Censo, o acesso a um sistema adequado de esgotamento sanitário – domicílios ligados à rede de esgoto, ou com soluções higiênicas como fossa séptica – passaram de 59,2% do total em 2000, para 64,5% em 2010 e agora, em 2022, chegaram a 75,7%, fazendo um total de 154 milhões de pessoas atendidas. Isso significa, por outro lado, que ainda há 49 milhões de brasileiros vivendo em domicílios em que a sujeira oriunda do vaso sanitário ou dos ralos vai para um esgoto a céu aberto, uma fossa precária ou é despejado direto em rios, no mar ou na terra.

Saneamento básico

O acesso ao saneamento básico é considerado um dos pontos fundamentais para determinar a qualidade de vida de uma população. O saneamento básico inclui a coleta do esgoto e o seu tratamento, a coleta e a destinação adequada do lixo e a oferta canalizada de água tratada.

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Para uma vida saudável, é essencial ao ser humano ter acesso a água de boa qualidade. O lixo e o esgoto atirados direto no ambiente, além de poluir a água, também atraem animais (ratos, baratas) que transmitem doenças. As crianças são duramente atingidas pelas condições precárias de saneamento. Uma das principais medidas para reduzir a mortalidade infantil no Brasil é justamente estender a rede de água e esgoto, pois os bebês são vulneráveis a doenças transmitidas por água contaminada.

No caso do Brasil, houve um agravamento desse problema antigo com a urbanização desordenada no século 20, pois o crescente volume de esgoto residencial e industrial jogado nos rios sem tratamento deixo-os fortemente poluídos. Agora, estamos correndo atrás do prejuízo. Um bom planejamento urbano exige que a expansão das cidades seja acompanhada pelo aumento proporcional da rede de água e esgoto.

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Água encanada

O Censo mostrou o avanço também na cobertura de domicílios com água encanada, que hoje atinge 95,7% das residências brasileiras. Em 2010, eram 89%. O dado abrange os domicílios cuja água chega por meio de torneiras, chuveiros e vaso sanitário.

A água encanada pode vir a partir da rede geral de distribuição (caso de 83% dos domicílios brasileiros), mas também por poço artesiano, cisterna ou nascente. Uma fatia pequena de 2,5% do total possui água encanada no terreno dos domicílios, mas não diretamente na casa. Assim, o abastecimento dos moradores fica por conta de recipientes como baldes e garrafas.

Coleta de lixo

A rede de coleta de lixo também cresceu no país, passando de 86% em 2010 para 91% em 2022 (atingindo 184 milhões de brasileiros). Responsabilidade do poder público, a coleta do lixo gerado cotidianamente por residências, estabelecimentos comerciais e industriais é fundamental para preservar o meio ambiente e a qualidade de vida, sobretudo nas cidades.

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Quando não há coleta, os cidadãos têm de recorrer ao descarte individual, situação que ainda envolve 9% dos domicílios brasileiros – cujos moradores somam cerca de 18 milhões de pessoas. A maioria (quase 8% do total geral) declarou ao Censo que o lixo é queimado (basicamente, são propriedades rurais). Os demais, descartam no ambiente ou enterram o lixo.

Desigualdade

O Censo mostra que, mesmo com os avanços, persistem as diferenças regionais. As regiões mais pobres do país continuam com os menores índices de saneamento básico, coincidindo em geral com índices maiores de mortalidade infantil e índices menores de renda, de escolaridade e menor expectativa de vida.

No caso do acesso adequado a esgotamento sanitário, a região com melhor índice é a Sudeste, com 90,7%. Vêm a seguir a região Sul, com 83,9%; a região Centro-Oeste, com 73,4%; a região Nordeste, com 58,1%; e a região Norte, com 46,4%.

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Para domicílios com água encanada, a região com melhor cobertura é a Sul, com 99,5%, seguida pela região Sudeste, com 98,9%; região Centro-Oeste, com 98,2%; região Nordeste, com 89,2%; e região Norte, com 88,9%.

Para domicílios com coleta de lixo, a melhor situação ocorre na região Sudeste, com 97%, seguida pela região Sul, com 95,4%; região Centro-Oeste, com 93,2%, região Nordeste, com 83,3%; e região Norte, com 80,5%.

O objetivo das políticas públicas em curso e a serem realizadas nos próximos anos é ampliar a cobertura de todos esses serviços, visando a sua universalização – ou seja, que cheguem a todos os brasileiros – no menor prazo possível. É importante ainda a redução das desigualdades sociais que ainda persistem entre as grandes regiões do país, e também dentro das regiões e no âmbito das próprias cidades.

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