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Entenda o Pisa, avaliação mundial de educação, e o resultado do Brasil

Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2018 saíram nesta terça-feira (3)

Pisa, na sigla em inglês, trata-se do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes: uma pesquisa sobre a educação mundial, divulgada a cada três anos, pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O exame é aplicado em todos os países-membro do órgão responsável e também em países parceiros, como o Brasil.

A prova analisa as habilidades de alunos de 15 anos em relação à leitura, matemática e ciência. A cada edição, uma destas três disciplinas principais é escolhida como ponto principal a ser examinado. Além de avaliar a educação financeira e um questionário com estudantes, professores, diretores e escolas e pais.

O teste, aplicado em um único dia, é feito em computadores, com duas horas de duração. Nele, os alunos respondem questões objetivas e discursivas. Já nos anos em que a prova não é aplicada, a OCDE produz as questões e seleciona as escolas, que vão representam uma amostra significativa da população.

O objetivo é ir além do que o estudante absorveu ou não do conteúdo dentro da sala de aula, também observar se ele consegui aplicar os conhecimentos fora da escola. Por meio deste teste, acontece uma comparação dos níveis de aprendizagem dos diferente países, discutindo como os sistemas de ensino podem fazer para melhorar seu desempenho.

Desempenho do Brasil no PISA 2018

A última edição aconteceu em 2018, na qual participaram 600 mil estudantes de 15 anos de 80 países diferentes, com o foco em leitura. O relatório foi divulgado mundialmente nesta terça-feira (3).

O Brasil, que participou desde a primeira avaliação em 2000, avaliou no ano passado – por meio da coordenação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – cerca de 13.000 estudantes.

Mas, infelizmente, os resultados são preocupantes: 68,1% dos estudantes brasileiros estão no pior nível de proficiência em matemática e não possuem nível básico. Assim, caiu da posição 65ª para a 70ª posição nesta disciplina.

Em ciências, nenhum aluno conseguiu chegar ao topo da proficiência na área e 55% não atingiram o nível básico.

Sobre leitura e compreensão de texto, o país também não avançou. Cerca de 50% dos brasileiros não atingiram o mínimo de proficiência que todos os jovens devem adquirir até o final do ensino médio. O Pisa 2018 revela que os estudantes brasileiros estão dois anos e meio abaixo dos países da OCDE em relação ao nível de escolarização de proficiência em leitura.

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