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Nobel premia dupla de mulheres por método Crispr de edição do DNA

Emmauelle Charpentier e Jennifer Doudna desenvolveram o estudo sobre as "tesouras moleculares"

Por Alexandre de Melo - 7 out 2020, 10h27

A organização do Prêmio Nobel anunciou nesta terça-feira, 7, que as pesquisadoras Emmauelle Charpentier, do Instituto Max Planck, da Alemanha, e Jennifer Doudna, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, receberam o prêmio de Química por terem desenvolvido o método Crispr/Cas9 de edição do genoma. O Crispr (pronuncia-se ‘crísper’) pode ajudar significativamente “na busca da cura de doenças genéticas e o câncer”, destacou o júri em Estocolmo, Suécia.  As duas dividirão igualmente o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões).

O que é Crispr/Cas9?

Explicando de modo simples, o Crispr localiza e edita um trecho específico do DNA com alta precisão. É como se cientistas conseguissem fazer um Ctrl+X e Ctrl+V num pedaço de material genético, recortando os trechos que interessam e/ou introduzindo novos no lugar – reescrevendo assim a sequência de letrinhas que forma o código genético.

++A Crispr é usada pela primeira vez em seres humanos para curar cegueira – Revista SUPERINTERESSANTE

 

Prêmio Nobel de Química 2020 anunciado no Twitter da premiação Twitter/Divulgação

 

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