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As notícias internacionais mais importantes da semana de 17/7

Veja os destaques do noticiário para quem vai prestar vestibular. Todas as informações são da Agência Brasil

Referendo na Venezuela registra vitória da oposição; greve geral tem recorde de prisões

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela (AN), o opositor Julio Borges, afirmou que, após o resultado amplamente favorável à oposição obtido na consulta popular de domingo (16) contra a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, será dado início a uma nova fase de pressão ao governo de Nicolás Maduro. Os mais de 7,18 milhões de eleitores responderam a três perguntas: 1) se rejeitavam a Assembleia Constitucional convocada por Maduro; 2) se desejavam que as Forças Armadas defendessem a Constituição existente; 3) se queriam a realização de eleições presidenciais antes do término do mandato de Nicolás Maduro. Pelo menos 98% dos participantes votaram sim nas três perguntas, o que é tido pelos opositores como uma clara vitória.

As forças de segurança da Venezuela prenderam pelo menos 261 pessoas durante uma greve geral de 24 horas convocada na quinta-feira (20) pela oposição. “Desde o dia 1º de abril, é a segunda maior quantidade de presos em um dia após 19 de abril”, disse em mensagem publicada no Twitter o diretor-executivo da organização de defesa dos direitos humanos Foro Penal Venezuelano (FPV), Alfredo Romero. Além disso, dois jovens morreram durante uma manifestação na cidade de Los Teques, ao sudoeste de Caracas.

Historiadores dos EUA dizem que Portugal deve desculpas por tráfico de escravos

Os líderes políticos portugueses devem pedir desculpas pelo papel do país no tráfico de escravos e incentivar uma discussão sobre o tema na sociedade portuguesa, defendem especialistas americanos. “O fato de que vários países decidiram que era importante fazê-lo sugere uma nova norma que merece reflexão. Do meu ponto de vista, um reconhecimento do passado contribui para um sentimento coletivo de reconhecimento da desumanidades do passado”, reforçou o professor americano Walter Hawthorne, da Universidade de Michigan. Em abril, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa visitou a ilha de Gorée, no Senegal, de onde partiram milhares de escravos para o Novo Mundo, e disse que o poder político português reconheceu a injustiça da escravatura quando a aboliu em parte do seu território, “pela mão do Marquês de Pombal, em 1761”. Leia mais.

Mesmo enfraquecido, Estado Islâmico ainda controla 22,65% da Síria

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ainda controla 22,65% do território da Síria, apesar de ter sofrido um grande recuo desde meados de 2015, segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos. A informação é da agência EFE. O Observatório detalhou que essa porcentagem equivale a 42 mil quilômetros quadrados de área, frente aos mais de 90 mil quilômetros quadrados que o EI dominava em 2015, mais de 50% do solo sírio. O esquadrão que ocupa mais território na Síria atualmente é o das forças governamentais do país, que ampliaram as regiões sob seu domínio nos dois últimos anos com o apoio das forças russas e de milicianos sírios, libaneses, iraquianos e iranianos.

Iêmen registra maior surto de cólera do mundo

 (Brent Stirton/Getty Images)

Mais de 5 mil pessoas por dia apresentam sintomas de diarreia aguda ou de cólera no Iêmen no que já é o “maior surto da doença do mundo“, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 27 de abril passado já foram registrados no país 368.207 casos suspeitos e 1.828 mortos, segundo informação da ONU News. Cerca de 41% dos pacientes suspeitos são crianças menores de 15 anos. Um terço das mortes ocorre em pessoas com mais de 60 anos.

Mais de 99% dos pacientes suspeitos de cólera sobrevivem quando têm acesso aos serviços de saúde. As atividades da OMS incluem melhorar o acesso à água potável e ao saneamento, criar centros de tratamento, capacitar profissionais de saúde, reforçar a vigilância e atuar com as comunidades na prevenção. A outra necessidade é quebrar o que a OMS chama de “círculo vicioso de desnutrição e diarreia” no país, onde 17 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar. A “desnutrição piora a diarreia e a diarreia leva à desnutrição”, destaca a agência.

Mundo reduziu quase pela metade as mortes por aids desde 2005, diz ONU

Um novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) revela uma queda de quase 50% no número de mortes pela doença desde 2005, quando 1,9 milhão de pessoas perderam a vida por causa da epidemia em todo o mundo. No ano passado, foram apenas 1 milhão de pessoas. A informação é da ONU News. Além disso, o tratamento avançou: mais da metade dos 36,7 milhões de soropositivos estavam recebendo medicamentos contra o vírus em 2016. Isso representa 53% de pacientes tomando antiretrovirais e com uma “expectativa de vida quase normal”. Os objetivos das Nações Unidas para o combate a Aids conhecidos pela sigla 90-90-90 pretendem que pelo menos 90% das pessoas com HIV sejam diagnosticadas, 90% destas recebam a terapia e que desse grupo 90% de pessoas tenham a infecção suprimida até 2020. Atualmente o desempenho alcançado é de 70-77-82 respectivamente.

O documento da Unaids indica que a África lidera o caminho na redução de novas infecções por HIV, ao baixar esse índice em cerca de 30% desde 2010. Desde esse período, Malauí, Moçambique, Uganda e Zimbábue reduziram as novas infecções em quase 40%. Contudo, de acordo com o relatório Fim da Aids: Avanços em direção às metas 90-90-90 o tratamento inadequado causou um aumento acentuado de mortes no norte da África, no Oriente Médio, na Ásia e na Europa Oriental.

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