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As notícias internacionais mais importantes da semana de 30 de agosto

Veja os destaques do noticiário internacional para quem vai prestar vestibular. Todas as notícias são da Agência Brasil:

Impeachment de Dilma divide opiniões na América Latina

dilma

A Argentina, principal sócia do Brasil no bloco regional Mercosul, reagiu com cautela à destituição de Dilma Rousseff, cujo mandato presidencial será concluído por seu vice, Michel Temer. Em nota divulgada nessa quarta-feira (31), o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “respeita o processo institucional verificado no pais-irmão” e reafirmou a vontade de continuar o processo de integração em um contexto de “respeito aos direitos humanos, às instituições democráticas e ao direito internacional”.

As reações ao impeachment de Dilma e à posse de Temer deixaram em evidência a crise que se instalou no Mercosul no fim de junho, quando o Uruguai concluiu seu mandato como presidente pro tempore do bloco. Cada um dos cinco países exerce o cargo rotativo por seis meses, antes de entregá-lo ao próximo, em ordem alfabética. A Venezuela – que assumiu a presidência do Mercosul à revelia do Brasil, da Argentina e do Paraguai e em meio a uma grave crise econômica e política – foi o mais duro a reagir contra o impeachment. Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o país anunciou que vai retirar definitivamente seu embaixador em Brasília, “para resguardar a legalidade internacional e em solidariedade ao povo do Brasil”.

O Equador e a Bolívia também prometeram retirar seus embaixadores de Brasília. E, juntamente com a Nicarágua, denunciaram o que consideram ser um “golpe parlamentar” contra Dilma Rousseff perante a Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo secretário-geral, Luís Almagro, foi ministro das Relações Exteriores do Uruguai no governo do ex-guerrilheiro Jose “Pepe” Mujica. Cuba (que está em pleno processo de reaproximação com os Estados Unidos, depois de mais de meio século de guerra fria) também criticou o impeachment de Dilma. Mas a Venezuela foi além dos demais, ao prometer “congelar as relações políticas e diplomáticas com o governo [de Temer] que surgiu desse golpe parlamentar”.

Venezuelanos saem às ruas de Caracas e pedem referendo contra Maduro

Milhares de opositores venezuelanos tomaram as ruas de Caracas nesta quinta (1º) para protestar contra o governo de Nicolás Maduro e pedir a realização de um referendo constitucional para tirá-lo do poder. Este é o maior ato desde a onda de protestos populares realizados em fevereiro de 2014, que resultou na morte de mais de 40 pessoas, além da prisão de milhares de opositores, segundo informações da Agência Ansa. A marcha está sendo realizada em meio à detenção de diversos dirigentes opositores e à deportação de correspondentes estrangeiros que pretendiam cobrir o ato.

Eleito em 2013, Maduro é acusado pela oposição de má administração. Atualmente, o país passa por uma séria crise política e econômica. A Venezuela sofre com uma inflação galopante (a maior da América Latina), acompanhada de uma crise produtiva, problemas de distribuição de produtos de primeira necessidade, mercado atingido por medidas de restrição e regulamentação. O país também atravessa uma séria crise de abastecimento de energia.

Explosão frustra lançamento de satélite para facilitar uso da internet na África

Uma explosão nesta quinta (1º), no estado da Flórida, nos Estados Unidos, provocou a perda de um foguete e de toda a sua carga. O foguete seria lançado neste sábado com o objetivo de lançar o satélite israelense AMOS-6 em órbita geoestacionária em torno da Terra, a fim de fornecer serviços de comunicação, incluindo internet, para a África, o Oriente Médio e a Europa. O foguete não era tripulado e não houve feridos.

Turcos e curdos aceitam trégua no Norte da Síria, informam EUA

As forças turcas e as milícias curdas aceitaram colocar um fim às hostilidades no Norte da Síria, informou nesta terça-feira (30) um representante militar da missão norte-americana na região. As informações são da Agência Ansa. Segundo John Thomas, “nas últimas horas recebemos a garantia das partes envolvidas de que vão parar de atirar umas contra as outras e concentrar-se na ameaça que é o Estado Islâmico”.

Desde o lançamento, na semana passada, de uma operação militar turca no Norte da Síria contra os jihadistas, os Estados Unidos tentam evitar confrontos entre as forças de Ancara e as milícias curdas, pois ambos são aliados cruciais de Washington na luta contra o Estado Islâmico. Analistas acreditam que a ofensiva turca tem como objetivo, além de combater os jihadistas, evitar uma “província autônoma” curda no Sul da Turquia. Para Ancara, as milícias curdas são formadas por terroristas, assim como Estado o Islâmico, e precisam ser combatidas.

As Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) são consideradas pelos EUA as milícias mais eficazes na luta contra o Estado Islâmico no Norte da Síria.

Acordo definitivo de paz entre as Farc e o governo colombiano entra em vigor

O chefe máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, o Timochenko, afirmou em Havana, capital cubana, que vai cumprir rigorosamente o acordo definitivo de paz firmado com o governo colombiano, após quase quatro anos de negociações. O governo da ilha intermediou, junto com outros países, a negociação entre as Farcs e a Colômbia. O acordo, que encerrará um conflito armado de mais de cinco décadas, entrou em vigor à 0h desta segunda(29).

“Acabou a guerra, convivamos como irmãos e irmãs”, disse Timochenko no salão El Laguito, do Hotel Nacional de Cuba, em Havana, que foi sede das negociações para o acordo, iniciadas em 19 de novembro de 2012. O governo, que formalizou em decreto sua adesão ao cessar-fogo, informou que o acordo será formalmente assinado entre os dias 20 e 26 de setembro em local a ser definido. Ele deverá ser referendado pela população em um plebiscito que deve ocorrer em 2 de outubro.

As partes acertaram que, “uma vez realizado o plebiscito, convocarão todos os partidos, movimentos políticos e sociais e todas as forças vivas do país a construir um grande acordo político nacional para definir as reformas e ajustes institucionais necessários para atender aos desafios que a paz demanda”. “Hoje começa o fim do sofrimento na Colômbia; as Farcs deixam de existir e se convertem em um movimento político”, disse o presidente colombiano Juan Manuel Santos.

 

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