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Conheça a história da ativista Malala Yousafzai

Veja três dicas para saber tudo sobre a paquistanesa que é a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz

Um dos grandes nomes da luta pelos direitos das mulheres, a paquistanesa e ativista Malala Yousafzai completa 21 anos nesta quinta-feira (12). 

Em evento em São Paulo na última segunda-feira (9), ela defendeu a educação a longo prazo como melhor investimento, em especial para o desenvolvimento feminino. Seu propósito no Brasil é promover a educação entre as comunidades menos favorecidas, especialmente as afro-brasileiras.

Malala ficou conhecida mundialmente após ser baleada na cabeça por talibãs ao sair da escola em outubro de 2012, quando tinha 15 anos. Seu crime foi se manifestar contra a proibição dos estudos para as mulheres em seu país.

A jovem nasceu e cresceu em Mingora, a maior cidade do Vale Swat, região bastante conservadora do Paquistão. Em 2008, o líder talibã, que dominava o local, exigiu que as escolas interrompessem as aulas dadas para as meninas por um mês.

Naquela época, um jornalista da BBC perguntou ao pai de Malala, que era dono da escola onde ela estudava, se alguns jovens estariam dispostos a falar sobre o assunto. Foi quando a menina criou o blog “Diário de uma Estudante Paquistanesa” para escrever sobre seu amor pelos estudos e as dificuldades vividas no Paquistão. O blog era escrito sob um pseudônimo, mas em poucos meses a identidade de Malala foi revelada e ela passou a conceder entrevistas para TVs e jornais.

O ataque à ativista veio logo depois que os talibãs haviam perdido o controle do Vale Swat e a justificativa foi que ela era uma ameaça contra o Islã. A menina precisou passar por uma cirurgia e foi transferida para o Reino Unido, onde recebeu tratamento e se recuperou.

Em 2014, por conta do seu engajamento para garantir o direito à educação das mulheres, Malala se tornou a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, aos 17 anos. Atualmente, ela vive com sua família na Inglaterra, mas tem ainda o desejo de voltar ao seu país para entrar na política.

Ficou interessado na história de Malala? Nós reunimos três materiais para você saber mais sobre a vida da ativista e entender toda a luta e os ideais da jovem.

1. Documentário Malala

 (Divulgação/Divulgação)

Este documentário, dirigido pelo norte-americano Davis Guggenheim, mostra o cotidiano de Malala ao lado de sua família. Também é possível ver de perto as viagens da ativista para conseguir apoio e recursos para ampliar o alcance de seus objetivos.

O diretor conviveu 18 meses com Malala, seus pais e irmãos. Além de ficar na casa da família, em Birmingham, na Inglaterra, Guggenheim acompanhou a passagem dela por países como Nigéria, Quênia, Emirados Árabes Unidos e Jordânia para conversar com jovens e autoridades.

O documentário está disponível na Netflix. Veja abaixo o trailer legendado:

2. O terceiro episódio do programa My Next Guest Needs No Introduction 

 (Divulgação/Divulgação)

Em “My Next Guest Needs No Introduction” (meu próximo convidado dispensa apresentações, em tradução livre), o apresentador David Letterman faz uma série especial de entrevistas produzidas para o serviço de streaming Netflix.

Os programas são lançados mensalmente na plataforma e no terceiro episódio contou com a participação de Malala. Ela e o apresentador conversam sobre diversos assuntos, como educação, extremismo, violência e esperança pelo futuro.

Malala também fala sobre como foi proibida de estudar no Paquistão e como mulheres devem se impor em um mundo machista que quer limitá-las.

3. Livro Eu Sou Malala

 (Divulgação/Divulgação)

Com este livro é possível saber mais sobre a infância da Malala, como foi o começo de sua vida escolar e as dificuldades enfrentadas em uma região dominada pelo Talibã.

Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, o livro mostra a história da garota que mudou a luta pela educação feminina e o empoderamento, mas também explora um universo religioso e cultural repleto de particularidades, muitas vezes incompreendido e questionado pelo Ocidente.

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