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Egito realiza segundo turno das eleições neste fim de semana; veja como isso pode ser cobrado no vestibular

Por Ana Prado Atualizado em 24 fev 2017, 15h58 - Publicado em 17 jun 2012, 18h39

Neste fim de semana, o Egito realizou o segundo turno de suas eleições presidenciais. O páreo está entre o islamita Mohammed Mursi e o ex-dirigente do antigo regime Ahmed Shafiq. As eleições são as primeiras diretas da história do mundo árabe e parte da transição para a democracia após a queda do presidente Mubarak no começo de 2011, após 30 anos no poder. Os resultados só serão conhecidos na próxima quinta-feira.


Muhammad Hosni Said Mubarak, o quarto presidente do Egito, que renunciou ao poder em fevereiro de 2011

Antes disso, o Egito realizou, no fim de 2011 e início de 2012, a eleição mais aberta de sua história para a câmara baixa do Parlamento, responsável por nomear a comissão encarregada de elaborar a nova Constituição. A Irmandade Muçulmana venceu. Porém, nesta quinta, o Tribunal Constitucional do país anulou a composição do Parlamento dominado pelos islamitas, o que acrescentou ainda mais dúvidas e receio em relação a esse processo de transição democrática. Uma nova eleição terá de ser convocada pelo Poder Executivo.

A preocupação é que a anulação da Assembleia permita que os militares assumam o Legislativo, como foi o caso no período entre a queda de Mubarak, em fevereiro de 2011, e a primeira sessão do novo Parlamento, um ano depois. Jornais independentes classificaram a decisão como um “Golpe de Estado jurídico”.

O que é preciso saber

Segundo o professor e supervisor de geografia e geopolítica do curso Anglo, Augusto Silva, é importante ter em mente a divisão politica que o pais enfrenta. “Mubarak criou um vácuo de poder que pode ser assumido por religiosos conservadores representados pela Irmandade Muçulmana, que foram reprimidos até então, ou por militares ligados ao regime de Mubarak. As pessoas que participaram das manifestações da Primavera Árabe veem com ceticismo a situação. É algo como ‘se correr bicho pega, se ficar bicho come’”, explica. A eleição parlamentar deste ano colocou os islâmicos em uma posição de comando no Poder Legislativo – e a Irmandade Muçulmana espera repetir o feito com o seu candidato na eleição presidencial.

A juventude árabe, maior agitadora das revoltas da Primavera Árabe, não conseguiu se organizar para ter um candidato. “Há uma espécie de sociedade reprimida no Egito, que queria e provocou uma mudança rápida. A primeira coisa que eles queriam era a queda do ditador, o que já era um passo importante. Depois se discutiria quem deveria assumir o poder, mas essa não é uma questão tão simples”, explica o professor Augusto. Chegar ao poder sem ser pelo processo democrático, porém, poderia gerar uma guerra no país, uma vez que os militares ligados ao antigo regime poderiam revidar.

Ainda não é possível prever o futuro egípcio. “Foi uma mudança política histórica, mas muita coisa ainda pode acontecer – incluindo conflitos maiores entre as duas facções que disputam o poder, como uma guerra civil ou, por outro lado, o surgimento de uma liderança bem aceita”, afirma o professor. O país mantém uma linha próxima aos EUA, além de ser uma voz de negociação com Israel. Se a Irmandade Muçulmana assumir o poder no lugar dos militares, isso pode mudar.

Como pode ser cobrado?

“Temos a tendência de achar que o vestibular vai cobrar os assuntos de uma forma profunda, mas isso não necessariamente acontece. Na Fuvest em 2012, a pergunta foi bem geral, pedindo localização geográfica, e muitas vezes o aluno erra isso”, diz Augusto. Para ele, é importante que o estudante seja capaz de identificar os países que participaram da Primavera Árabe, localizá-los em um mapa e entender as mudanças politicas pelas quais o Egito passou, bem como a sua importância econômica e política.

O Egito, colonizado pelos britânicos, foi um dos primeiro africanos a conseguirem sua independência, logo no começo do século 20. Hoje, é a segunda maior economia da África, atrás da África do Sul, com boa produção de petróleo e certa industrialização em setores básicos, como siderurgia e metalurgia. O turismo, ao lado do petróleo, é o carro-chefe da economia.

O presidente Muhammad Hosni Said Mubarak assumiu o poder em 1981 e manteve uma postura neutra no conflito árabe-israelita, o que fez com que fosse frequentemente chamado para negociações entre os dois lados. Nos últimos dias de seu governo, estava sendo alvo de críticas e protestos pela maioria da população egípcia e acabou renunciando. Em 2 de Junho de 2012, foi condenado à prisão perpétua pela morte de 850 manifestantes nos protestos que o derrubaram em 2011.

A Primavera Árabe

A Primavera Árabe é o nome dado à onda de protestos e revoluções contra governos do mundo árabe, Oriente Médio e norte da África, que eclodiu em janeiro de 2011, pedindo democracia. A onde de manifestações já foi destaque nos vestibulares, aparecendo nas provas do Enem 2011, da Fuvest 2012 e da Unesp 2012.

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Além de atentar para os conflitos em toda a região, o estudante precisa saber localizar os países que estão envolvidos nele: Barein, Iêmen, Tunísia, Líbia, Egito e Síria.

Fonte: GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2012

 

Com informações da AFP, EFE e Guia do Estudante Atualidades.

 

 

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