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Eleições nos EUA: as propostas de Hillary e Trump para chegar à presidência

Torcedores usam máscaras dos candidatos Donald Trump e Hillary Clinton em jogo de futebol americano no Alabama, em outubro (foto: Kevin C. Cox/Getty Images)

Torcedores usam máscaras dos candidatos Donald Trump e Hillary Clinton em jogo de futebol americano no Alabama, em outubro (foto: Kevin C. Cox/Getty Images)

No dia 8 de novembro, os norte-americanos irão às urnas para escolher o próximo presidente dos Estados Unidos (EUA), que substituirá o atual titular do cargo, Barack Obama, do Partido Democrata. O embate será entre a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump.

Confira a trajetória biográfica dos dois candidatos e as suas principais propostas para tentar convencer o eleitorado norte-americano.

>> Veja também: 4 passos para entender as eleições nos Estados Unidos

BIOGRAFIA

HILLARY CLINTON

A candidata democrata Hillary Clinton em campanha na Pensilvânia, em outubro (foto: Justin Sullivan/Getty Images)

A candidata democrata Hillary Clinton em campanha na Pensilvânia, em outubro (foto: Justin Sullivan/Getty Images)

Foi senadora pelo estado de Nova York (2001-2009) e secretária de Estado no primeiro mandato do presidente Barack Obama (2009-2013). É casada com o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001). Sua experiência política é apontada como um dos principais trunfos da candidata. Ao mesmo tempo, as pesquisas de opinião indicam que mantém alto índice de rejeição junto ao eleitorado. É considerada uma política de grande capacidade intelectual e de trabalho, mas sem carisma pessoal. Apoiada pela cúpula do Partido Democrata e por Obama, tem entre seus pontos fracos o fato de ter apoiado a invasão do Iraque em 2003, posição que hoje rejeita. É criticada também por ter utilizado uma conta privada de e-mail para enviar mensagens oficiais, quando era secretária de Estado. Se for eleita, será a primeira presidente mulher dos Estados Unidos. Tem 68 anos.

DONALD TRUMP

 O candidato republicano Donald Trump em discurso na cidade de Henderson (Nevada), em outubro (foto: Ethan Miller/Getty Images)

O candidato republicano Donald Trump em discurso na cidade de Henderson (Nevada), em outubro (foto: Ethan Miller/Getty Images)

Com um discurso agressivo contra imigrantes ilegais, muçulmanos e o governo de Barack Obama, obteve de forma surpreendente a maioria dos delegados à convenção republicana. Um dos homens mais ricos do país, tem presença constante na mídia. Fez muito dinheiro investindo em negócios variados, que abrangem o setor imobiliário, de cassinos, alimentação, campos de golfe, hotéis e educação, mas críticos dizem que tem uma grande lista de fiascos empresariais. Foi também apresentador do reality show O Aprendiz, de competição entre executivos. Nunca disputou cargos públicos eletivos, e faz disso um elemento de campanha, investindo contra os políticos tradicionais e as máquinas partidárias. Apresenta-se como um empresário ousado, capaz de resolver os problemas do cidadão comum, mas enfrenta alto índice de rejeição entre o eleitorado. Tem 70 anos.

PROPOSTAS

ECONOMIA

(imagem: iStock)

(imagem: iStock)

Hillary Clinton

Hillary propõe corte de impostos para a classe média e taxação maior para grandes fortunas. Pretende aumentar o salário mínimo e conceder benefícios fiscais a famílias endividadas. Quer estabelecer impostos para empresas que transfiram seus negócios para o exterior.

Hillary se opõe aos termos do Acordo Transpacífico – a maior área de livre-comércio do mundo, com 12 países, que ainda não está em vigor – devido ao seu potencial de prejudicar os empregos nos EUA.

A candidata democrata tem planos para a criação de um banco de desenvolvimento com capital público e privado. O objetivo é estimular a economia a partir de amplos investimentos em infraestrutura.

Donald Trump

Trump sinalizou que pretende reduzir os impostos para as empresas com o objetivo de estimular a geração de empregos e impedir que elas migrem para países onde a carga tributária é menor. Ao mesmo tempo, quer aumentar impostos das empresas que decidirem deixar o país e não empregar preferencialmente norte-americanos. Trump também disse que irá reduzir os impostos de pessoas físicas e defende o aumento do salário mínimo.

O candidato republicano adota uma plataforma protecionista. Quer aumentar as barreiras comerciais e se mostra contra a participação dos EUA em blocos econômicos como o Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta) e o Acordo Transpacífico (este ainda não entrou em vigor), alegando tratar-se de parcerias que prejudicam a geração de emprego nos EUA.

POLÍTICA EXTERNA

(Imagem: iStock)

(Imagem: iStock)

Hillary Clinton

Como ex-secretária de Estado de Obama (cargo que corresponde ao ministério das Relações Exteriores), Hillary pretende dar continuidade às diretrizes de política externa do atual governo, baseada no uso da diplomacia para a resolução de conflitos e reaproximação com antigos rivais. Contudo, promete endurecer com a Rússia e com a China, duas potências com quem disputam influência geopolítica no mundo.

Hillary é mais assertiva que Obama em relação à manutenção e à expansão da influência norte-americana no exterior, em especial no Oriente Médio. Também se mostra mais disposta a defender Israel do que o atual presidente.

Apesar de dizer que as Forças Armadas devam ser acionadas apenas como último recurso, Hillary planeja modernizar o corpo militar e fortalecer a segurança dos EUA contra terroristas e grupos armados que ameacem o país ou seus aliados. Promete derrotar o Estado Islâmico e monitorar a ação de terroristas pela internet.

Donald Trump

Trump critica a perda de influência dos EUA no mundo e diz que, sob o seu governo, o país voltaria a ser tão temido pelos rivais que não sofreria mais ameaças. Para isso, defende a ampliação dos gastos com Defesa e a modernização o arsenal nuclear – inclusive, não descarta o uso de armas atômicas como reação a ataques terroristas. Em outra declaração polêmica, Trump chegou a defender o uso da tortura.

Também promete rever a posição dos EUA diante das alianças que o país mantém mundo afora. Para Trump, os norte-americanos devem priorizar sua própria defesa e suspender os compromissos financeiros para manter a segurança de aliados. Em sua visão, países como Japão, Arábia Saudita e muitas nações europeias devem deixar de depender da ajuda militar e financeira que os EUA oferecem.

Trump planeja manter relações pacíficas com Rússia e China, mas irá ser duro se essas nações baterem de frente contra os interesses norte-americanos. Em relação ao Irã, afirma que irá suspender o acordo nuclear que Obama firmou com o país asiático.

IMIGRAÇÃO

(Imagem: iStock)

(Imagem: iStock)

Hillary Clinton

Para lidar com os 11 milhões de imigrantes ilegais nos EUA, Hillary planeja fazer uma ampla reforma, com o objetivo de oferecer cidadania àqueles que estão em situação irregular, mas que podem impulsionar a economia. A candidata acredita que, ao legalizar a situação desses imigrantes, eles poderão pagar impostos, conseguir melhores empregos e impulsionar o consumo.

Hillary ainda pretende fechar centros de detenção para pessoas que são interceptadas na fronteira e incentivar programas para promover a integração e a naturalização dos imigrantes.

Donald Trump

Uma das propostas mais polêmicas de Trump diz respeito à construção de um muro na fronteira com o México para evitar a entrada de imigrantes ilegais. O candidato ainda afirma que o governo mexicano arcará com os custos da barreira – caso contrário Trump ameaça impor sanções comerciais e bloquear a emissão de dólares de imigrantes mexicanos de volta às suas famílias no México.

Não menos polêmico é o plano de barrar a entrada de refugiados, especialmente muçulmanos, associando-os diretamente à ameaça de terrorismo. Trump promete, ainda, expulsar os 11 milhões de imigrantes ilegais e obrigar as empresas a priorizar a contratação de cidadãos americanos.

ENERGIA

(Imagem: iStock)

(Imagem: iStock)

Hillary Clinton

A candidata democrata aposta nos investimentos em energia limpa para gerar novos empregos e reduzir as emissões de gases de efeito estufa pelos EUA. Ela planeja ampliar a instalação de painéis para energia solar e diminuir em 30% o consumo de petróleo.

Donald Trump

O republicano contesta a tese do aquecimento global e diz que as políticas para diminuir a emissão de carbono irão comprometer a geração de empregos. Trump se diz favorável à energia nuclear e ao uso de carvão pelas indústrias.

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