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“Ter que” ou “ter de”?

Por Carolina Vellei Atualizado em 24 fev 2017, 15h35 - Publicado em 14 abr 2015, 21h58

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Escolher quando escrever “ter que” ou “ter de” é uma questão que divide muitos linguistas. Na linguagem falada, não faz muita diferença. Já na escrita, isso pode pegar um pouco.

Segundo o professor Domingos Paschoal Cegalla, autor do livro Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa, não é obrigatório, mas recomendável, usar “ter de” quando se quer exprimir obrigação, necessidade. Confira os exemplos abaixo:

– Tenho de atender um doente hoje.

– Os lojistas tiveram de fechar as portas após as manifestações.

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Já a forma “ter que” costuma ser usada em frases nas quais o “que” é pronome relativo (estabelece relação entre as orações ou com algo que foi dito anteriormente). Por exemplo:

– Nada mais tenho que acrescentar.

– Meu tio tinha muito que fazer essa tarde.

Cegalla, no entanto, explica que a forma “ter que” usada no lugar de “ter de” não constituiu um erro, pois essa forma já se incorporou ao português de hoje. Antigamente, a versão “ter de” era empregada com mais frequência. 

 

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