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Resenha do leitor: Livro “Jogos Vorazes”

Por Redação Atualizado em 24 fev 2017, 15h03 - Publicado em 19 set 2016, 22h33

Por Klaus Nickolas Hauckewitz Dias, 17 anos, estudante da 3ª série do Ensino Médio na Escola Estadual Professora Clarice de Magalhães Castro, em São Bernardo do Campo (SP)

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“Que a sorte esteja sempre a seu favor”. Tal oração talvez seja um armamento de fácil pronúncia, mas de difícil utilização no primeiro volume da trilogia literária futurista “Jogos Vorazes”, da escritora americana Suzanne Collins (Editora Rocco).

A história ocorre em um futuro pós-apocalíptico e é narrada em primeira pessoa pela personagem Katniss Everdeen. O enredo do livro se desenvolve sob a sua rotina e sua relação com o melhor amigo, Gale (que possui um amor platônico por ela), a irmã Primrose e sua mãe. Sua moradia é o “Distrito 12”, uma região de um país de nome Panem. Comandados a mãos de ferro pelo presidente Coriolanus Snow, os cidadãos, com exceção dos da Capital, sofrem há 74 anos com a permanência dos chamados “Jogos Vorazes”, uma batalha televisionada na qual todos os participantes devem lutar até a morte. Tudo começou após uma rebelião dos distritos lembrada como os “Dias Escuros”. Anteriormente, havia a existência de 13 ramificações. Com a oposição das regiões contra a Capital, o décimo terceiro distrito é exterminado e os jogos são instituídos.

Para a participação nos “Jogos Vorazes”, é realizada uma seleção específica chamada “Colheita”: jovens de 12 a 18 anos são sorteados, um menino e uma menina de cada distrito. Eis que o destino impõe a Prim a participação como representante de seu distrito. Contudo, Katniss decide proteger a irmã e a substitui.

A partir daí, tem-se um desenrolar de acontecimentos, que vão desde a relação romântica de Katniss com Peeta, o tributo (como são chamados os participantes da competição) masculino de seu distrito, até o confronto com a Capital. Tudo é envolto pelo furor da mídia, com seus flashes e caracterizações caricatas dispostas a mascarar uma realidade repugnante diante dos olhos de uma população entorpecida.

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É de forma magistral que a autora Suzanne Collins narra a trajetória de Katniss por todo o campeonato. O objetivo ao escrever tal romance não é atrair adolescentes para a torcida da formação de um triângulo amoroso entre a protagonista e seus dois pretendentes, Peeta e Gale. O intuito é mais nobre: revolucionar. Revolucionar ao trazer à luz aquilo que se mantém na obscuridade.

Tomemos como exemplo a nomenclatura do país. Panem, proveniente da expressão “Panem et Circenses”, que nos remete aos embates de soldados e animais selvagens, promovidos por líderes do antigo Império Romano movidos pelo interesse em entorpecer e alienar a população com subsistência e entretenimento farto.

“Jogos Vorazes” marca o início de uma saga promissora. Os ingredientes mixados servem como um banquete ao leitor, brindado com personagens muito bem construídos, ganchos soldados e uma série de questões reflexivas ao final da leitura: “Somos ou não capazes de mudar a realidade? ”, “A mídia entorpece negativa ou positivamente? ”, “A alienação está presente em minha vida? ”.

Fica a dica!

Boa leitura!

 

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