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Viaje pelo mundo com os quadrinhos do canadense Guy Delisle

Ele viajou o mundo e já morou em países como Israel, China, Coreia do Norte e Myanmar

Os quadrinhos são um excelente jeito de aprender coisas novas de forma divertida. Já falamos disso muitas vezes aqui no blog e, dessa vez, vamos dar uma dica para quem quer conhecer mais sobre o extremo leste asiático e sobre a região de Jerusalém, no Oriente Médio.

O canadense Guy Delisle viajou o mundo e já morou em países como Israel, China, Coreia do Norte e Myanmar. Cada uma dessas localidades virou uma obra em quadrinhos diferente, nas quais o artista conta o dia a dia das pessoas, a cultura local e os desafios e problemas que ele próprio precisou enfrentar enquanto viajava. Vale a pena ler, principalmente porque conhecemos bem pouco dessas regiões. Com a exceção de Israel, os outros três países estão sob o regime de governos militares, que controlam de perto as informações que entram e saem (ou no “bom português”, censuram tudo que conseguem).

(Imagem: Divulgação)(Imagem: Divulgação)

Delisle é um ótimo contador de histórias e seus quadrinhos são muito cativantes. Ele é muitas vezes irônico e bem-humorado ao mostrar o choque cultural que viveu durante seu trabalho como artista em vários estúdios de animação da Ásia. No Brasil, suas obras foram publicadas pela editora Zarabatana.

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Guy Delisle é um cronista com exímia habilidade de observação (imagem: divulgação)Guy Delisle é um cronista com exímia habilidade de observação (imagem: divulgação)

Ficou curioso para saber mais? Veja abaixo um pouco sobre cada livro:

Shenzhen (China) – 2000

Conta o período em que Delisle esteve em Shenzhen, uma cidade do sul da China, situada ao lado de Hong Kong, e isolada do resto do país por cercas elétricas e vigiada por guardas armados. Trabalhando para uma empresa européia de animação que terceiriza o trabalho para estúdios asiáticos, o autor nos narra sua experiência de vida no trabalho, na relação com as pessoas e também nos mostra os costumes do país. Shenzhen foi a primeira região da China a ser declarada Zona Econômica Especial, e é um dos locais onde grande parte da população chinesa almeja morar e trabalhar: em poucas décadas, a pequena vila de pescadores se transformou em uma megalópole de 14 milhões de habitantes.

Pyongyang (Coreia do Norte) – 2003

Nesse livro, Delisle faz um seu testemunho único da Coreia do Norte, dos habitantes, dos costumes, da situação de expatriado e do regime totalitário de Kim Jong-Il. Com a companhia constante e obrigatória de um guia e um tradutor, ele percorre a capital e arredores com seu olhar de artista, vendo além do que é cuidadosamente selecionado para ser apresentado aos raros visitantes estrangeiros. Antes de viajar, Delisle, precisou assinar um contrato de confidencialidade de informações e só pôde publicar “Pyongyang” quando a empresa francesa para a qual trabalhava faliu. Uma visão ao mesmo tempo pessoal e informativa sobre a Coreia do Norte, onde os jornalistas não são bem-vindos, e nem Guy Delisle, depois desta graphic novel.

Crônicas Birmanesas (Myanmar) – 2007

Delisle permaneceu por 14 meses em Myanmar, acompanhando sua mulher, que trabalha para a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF). Na obra ele narra sua estada no país, onde aos poucos foi descobrindo a realidade política, social, cultural, religiosa e de saúde desta nação asiática governada por uma junta militar, e onde a economia é dominada por grandes grupos industriais internacionais. Revistas e jornais censurados, apagões diários em toda a cidade, regiões isoladas do resto do mundo pelos militares, internet monitorada pela censura, populações de vilas inteiras entregues à dependência de heroína e a líder de oposição, Aung San Suu Kyi, confinada em prisão domiciliar por mais de uma década.

Crônicas de Jerusalém (Israel) – 2011 

Guy Delisle desta vez nos dá sua visão crítica e bem-humorada sobre o dia a dia de uma região que está permanentemente nas manchetes dos jornais. Local sagrado para judeus, muçulmanos e cristãos, Jerusalém está no centro do conflito israelense-palestino. O autor percorre este território com sua mulher – que trabalha para a organização Médicos Sem Fronteiras – e seus dois filhos, narrando suas experiências cotidianas e observações sobre a política, a religião e o relacionamento humano.

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