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Cinco estrelas: conheça o curso de Química da UFV

Se você gosta de séries e já viu Breaking Bad, certamente acompanhou a história do químico Walter White. Sem saída ao descobrir que tem câncer de pulmão e está prestes a morrer, o professor do ensino médio acaba encontrando um meio incomum de usar seus conhecimentos de Química para conseguir juntar dinheiro suficiente para sua família. Fora da telinha, a vida dos químicos – que foi bastante popularizada pelo seriado – pode não ser tão conturbada como a de White, mas, sem dúvida, é bem agitada!

Além da carreira como docente, existem hoje muitas áreas do mercado de trabalho em que esses profissionais podem atuar. As indústrias petroquímica, de cosméticos, alimentos e fertilizantes são alguns dos campos em que um químico pode exercer atividade. “É preciso estar ciente de que Química não é apenas misturar as coisas, fazer sabão ou explodir as coisas. Vai muito além de uma ida ao laboratório”, lembra a estudante do sétimo período do curso de Química da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Andreza Alves.

A aluna, que já está perto de se formar na licenciatura, conta que pretende seguir carreira na área de pesquisa sobre química inorgânica, na qual estagia atualmente com a produção de catalisadores – elementos capazes de acelerar uma reação. “Há diversos campos na química inorgânica, como a química de coordenação que é importante para produção de fármacos capazes de atuarem na cura de doenças. A área em que eu trabalho, por exemplo, é essencial para a indústria”, explica.

(Imagem: Thinkstock)

Estrutura do curso

O curso da UFV recebeu nota máxima na avaliação do Guia do Estudante 2014 e oferece 60 vagas anuais no campus de Viçosa, divididas nas modalidades de licenciatura (ministradas no turno da noite) e bacharelado (com aulas em período integral). A graduação ainda é ofertada nos campi de Florestal e Rio Paranaíba, ambos no interior de Minas Gerais. O ingresso nos cursos da universidade se dá por meio do Enem, via SiSU.

Durante os estudos, os alunos estarão em contato com disciplinas tanto teóricas quanto laboratoriais e a grade curricular aborda os quatro campos da química: orgânica, inorgânica, analítica e físico-química. O bacharelado conta com matérias que vão desde Introdução à Álgebra Linear até Bioquímica Fundamental. Já na licenciatura, além de estudar as reações químicas, os alunos também terão matérias da área de educação, como Educação e Realidade Brasileira, Prática em Psicologia e Aprendizagem do Desenvolvimento e Instrumentação para o Ensino de Química.

“O curso é bem estruturado, porque ambas as partes caminham juntas: prática e teoria estão em sintonia. Vemos Química teórica e experimental desde o primeiro período da faculdade, isso torna o curso mais agradável”, explica Andreza. Ela lembra que as disciplinas que envolvem cálculo e física fazem parte da grade do curso e são consideradas as mais complexas pelos alunos. A estudante ainda destaca que a infraestrutura laboratorial da UFV é completa e equipada, principalmente após a reforma recente do departamento de Química da universidade.

Mercado de trabalho

Andreza também contou que o mercado para os químicos não está concentrado em uma só área do Brasil. No entanto, ela alerta que as melhores oportunidades “ainda são oferecidas nos grandes centros”. Ela destaca que os campos de química industrial e química forense são os mais procurados pelos recém-formados. A química industrial abarca, por exemplo, o estudo, o desenvolvimento e o tratamento de produtos químicos, além da área de controle de qualidade e gestão ambiental – algumas universidades chegam até a oferecer diretamente a graduação na modalidade industrial. Já a química forense é a aplicação dos conhecimentos obtidos em análises químicas e exames de toxicologia no campo criminal para fundamentar decisões judiciais.

>> Saiba mais sobre a carreira de Química

Tornar-se perito químico da Polícia Federal é o sonho de Roger Brandão.  Entretanto, o estudante do sexto semestre lamenta a pouca disponibilidade de concursos na área, mas afirma que não desistirá fácil de seu objetivo. “É um concurso bem concorrido, difícil e as vagas são limitadas. Além disso, não há data exata para abrirem editais. Pode ter um esse ano, ou daqui a sete anos”. Já o aluno do quinto período Ronald Gonçalves atua como professor de Química em uma escola de Viçosa e garante que pretende seguir carreira na docência. “Ser professor é uma experiência única. Chegar ao fim do ano e ver que pude ensinar uma coisa nova é extremamente gratificante. E mais do que isso, ter a responsabilidade de ensinar uma ciência e, ao mesmo tempo, contribuir na formação de um cidadão – como é proposto nas disciplinas sobre educação que temos no curso – é de deixar qualquer um com a sensação de dever cumprido”, conta, orgulhoso.

O estudante ainda aproveita para esclarecer que a atuação de um químico é voltada para a aplicação dos conhecimentos teóricos e práticos das áreas da Química (Físico-Química, Analítica, Inorgânica ou Orgânica) na interpretação de fenômenos, sintetização de novos compostos, publicação sobre descobertas, entre outras coisas. “É diferente, por exemplo, do que faz um farmacêutico ou um engenheiro químico”, pontua. “O curso de um farmacêutico é mais voltado para aplicações biológicas da Química na produção de fármacos diversos ou para o uso de técnicas químicas para obtenção de compostos orgânicos a partir de plantas, por exemplo. Um engenheiro químico tem sua formação voltada para a indústria, podendo desenvolver ou aperfeiçoar processos químicos”, completa Ronald.

Vida de universitário

Além do curso de Química, Ronald, Roger e Andreza têm algo em comum: decidiram por Química a partir da afinidade com a disciplina no colégio.  “Eu não sabia exatamente ainda qual curso queria fazer… Como passei na UFV, resolvi entrar para conhecer e me surpreendi, porque o curso, em si, é excelente!”, conta o estudante do sexto semestre. “Eu me dava muito bem na matéria na escola e o amor só foi crescendo. Quando entrei na faculdade, tive maior certeza de que era isso o que eu realmente queria pra minha vida”, completa Andreza.

As oportunidades de aprendizado e integração fora da sala de aula também fazem parte do dia-a-dia dos estudantes da UFV. Além do estágio no laboratório de química inorgânica, Andreza também é coordenadora do centro acadêmico da faculdade e fez parte da bolsa de iniciação à docência – uma boa forma de colocar em prática, a partir de monitoria em escolas da região, os conceitos de licenciatura aprendidos nas disciplinas. A aluna ainda garante que é possível se divertir desde o momento em que você ingressa na faculdade. “A recepção dos calouros é bem legal. Promovemos uma integração com os alunos para todo mundo se conhecer e conversar um pouco. Ah, e também há a calourada, que é uma festa de integração muito divertida que ocorre todo ano”.

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