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Curso de Fisioterapia da UFJF busca atendimento humanizado dos pacientes

(Imagem: Thinkstock)

Você provavelmente já foi ou conhece alguém que frequentou um fisioterapeuta por um tempo. Esse profissional é responsável pela prevenção e pelo tratamento de doenças e lesões que alterem a capacidade motora do corpo humano. Ele pode atuar tanto em casos emergenciais, com a aplicação de massagens respiratórias em pacientes em estado grave internados em unidades de tratamento intensivo (UTIs), por exemplo, quanto na reabilitação de pessoas que desenvolveram doenças relacionadas ao trabalho, como a lesão por esforço repetitivo (LER) ou a tendinite, comum em manicures, jornalistas e outros profissionais que utilizam as mãos e os punhos para trabalhar. Além disso, o fisioterapeuta também se preocupa com a prevenção de novos males (alguém mais ouviu lesões na coluna vertebral causadas por postura incorreta?) e também estimula atividades musculares em determinados grupos, como idosos e pessoas com deficiência.

Por ter um mercado muito amplo e atuar em conjunto com outras áreas da saúde – como a Medicina e a Enfermagem, por exemplo –, o campo da Fisioterapia é sempre procurado por estudantes e novos profissionais. Então, hoje falaremos um pouco sobre o curso da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, avaliado com cinco estrelas pelo Guia do Estudante. A universidade mineira oferece, semestralmente, 20 vagas para a graduação em período integral, que tem duração mínima de cinco anos. A forma de ingresso se dá pelo Enem, através do Sisu. Além do campus em Juiz de Fora, a UFJF também possui o curso de Fisioterapia em Governador Valadares (MG).

O contato com pacientes que passaram por fisioterapia foi o que motivou Tiemy Nagai a pesquisar mais sobre a carreira. A estudante do oitavo semestre lembra que decidiu sua profissão após acompanhar o tratamento fisioterapêutico de hérnia de disco e tendinite de seus pais. “Sempre pensei em algo na área da saúde, mas não sabia bem o quê. Aí conheci a fisioterapia”, conta. Já a vontade de ajudar pessoas e o interesse na reabilitação de pacientes com problemas funcionais foram decisivos para que Marcos Piazzi, do sexto período, e Raiane Marques, do oitavo, se decidissem pela graduação que superou suas expectativas. “É um curso muito bom, que ensina valores humanos muito importantes na nossa vida”, destaca o aluno.

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Generalista, o curso da UFJF abrange as três principais áreas da Fisioterapia: a prevenção de doenças, a manutenção de condições motoras – um exemplo disso é a fisioterapia aplicada a atletas para assegurar boas condições físicas na prática esportiva – e também a recuperação de pacientes. Ao longo da graduação, os estudantes entram em contato com a teoria através de disciplinas como Anatomia, Biologia Celular, Psicologia da Saúde, Ética, Fisiologia e Farmacologia. A prática fica para os últimos anos, quando os estudantes passam, inclusive, a atender no Hospital Universitário a partir do sexto semestre. Fisioterapia cardiológica, traumato-ortopédica, respiratória, neurofuncional são alguns nichos abordados na graduação.

Tiemy relata que se surpreendeu com as áreas de atuação do fisioterapeuta vistas no curso. “Não sabia que nós poderíamos atuar em ginecologia e obstetrícia!”, diz. Nessa área, o profissional acompanha a gestante desde antes do parto, avaliando qualquer alteração comum no organismo da mulher durante a gravidez, até após o nascimento da criança, com a intenção de fazer com que a paciente volte às atividades usuais com o auxílio de exercícios fisioterapêuticos, cuidados com a postura e com as mamas, por exemplo. Entretanto, a estudante pensa em seguir carreira em fisioterapia respiratória ou na área neurofuncional em crianças, que lida com pacientes infantis com patologias como paralisia cerebral e síndrome de Down. Em termos gerais, o fisioterapeuta analisa o paciente como um todo e não se atém somente à doença, como explica Marcos. “Se há uma pessoa com dor na coluna, o fisioterapeuta não irá se concentrar somente no problema, mas irá procurar algum outro fator que possa estar causando essa patologia. O enfoque é o corpo todo do paciente, não só o local que tem a disfunção.”

Para Raiane, o diferencial do curso da UFJF é o contato com a prática desde cedo. O estudo da Fisioterapia na universidade se divide em três áreas: a atenção primária em Unidades de Atenção Primária a Saúde, a atenção secundária, com enfoque na atuação clínica, e a atenção terciária, que envolve fisioterapia hospitalar. Os estágios supervisionados ocorrem somente no último ano da graduação, porém, desde o terceiro período os estudantes já atendem pacientes em aulas práticas e, mais para frente, passam a atender também no Hospital Universitário. Como o prédio de Fisioterapia na federal mineira ainda não está pronto, boa parte das aulas teóricas e laboratoriais é ministrada em institutos de outros cursos. Mas os estudantes garantem que isso não compromete o aprendizado durante as disciplinas práticas, já que os laboratórios da UFJF são bem equipados.

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Além das atividades previstas pela grade curricular, os alunos também podem ter contato com a prática através de programas de extensão e bolsas de monitoria. Marcos é monitor voluntário da disciplina de Neurofisiologia e assegura que a experiência está sendo positiva. “Tenho aprendido muito mais sendo monitor do que fazendo a matéria! E é um conhecimento que será utilizado pelo resto da vida de formado”, diz. Já Raiane conheceu o dia-a-dia da profissão através da participação do programa de educação tutorial PET-Saúde, voltado à atenção primária. “Nesse projeto aprendi bastante porque pude desenvolver atividades fisioterapêuticas e trabalhos preventivos e educativos em comunidades em Juiz de Fora”, explica.

Ter olhar humanizado, determinação, paciência e acreditar no tratamento e na recuperação do paciente são condições essenciais para que o fisioterapeuta possa exercer sua função. Sobre as práticas já realizadas através de atendimentos gratuitos durante o curso os estudantes são unânimes: o sentimento de gratidão dos pacientes e a melhora progressiva de suas funções motoras são algumas das melhores experiências na profissão. “Jamais me esquecerei dos pacientes que consegui acompanhar a evolução semana após semana. Ouvir o muito obrigado deles é a melhor sensação do mundo. É incrível perceber que podemos fazer diferença na vida das pessoas”, completa Tiemy.

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