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Curso de Turismo da UFRN incentiva a formação de gestores

Por Malú Damázio Atualizado em 24 fev 2017, 15h34 - Publicado em 1 Maio 2015, 19h23

(Imagem: Thinkstock)

Se conhecer lugares novos, planejar roteiros de viagens e organizar eventos – ainda que seja uma festinha da sua classe – são atividades que você considera divertidas, cursar Turismo pode já ter passado pela sua cabeça. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é uma das instituições brasileiras que oferecem a graduação. Seu curso recebeu cinco estrelas no Guia do Estudante e é responsável por formar boa parte dos profissionais do nordeste. Com campus principal em Natal (RN), a UFRN abre semestralmente cerca de 40 vagas para a graduação em Turismo, que também é ofertada na cidade de Currais Novos, no interior do estado. A forma de ingresso se dá através do Enem, por meio do Sisu.

Os estudantes são preparados para se tornarem turismólogos e atuar em agências de viagens ou de consultoria turística, no gerenciamento de redes hoteleiras e empresas de eventos, e também no setor público, com a pesquisa e a defesa de patrimônio histórico cultural. Além do turismo de lazer, outras áreas bastante procuradas, principalmente nas grandes capitais e na região sudeste, são as de turismo de negócios e de eventos.

Estrutura do curso

A graduação, que é ministrada no turno vespertino, tem como principal objetivo formar gestores e planejadores de Turismo e traz um currículo com bom embasamento na área administrativa. No entanto, temáticas que se debruçam sobre cultura, antropologia e patrimônio também são bastante abordadas ao longo do curso, conferindo a ele um caráter multidisciplinar, como explica a aluna do sétimo semestre Lizzy Costa. “Não existe só um foco no curso, a grade curricular é bem diversificada e nós estudamos de história, geografia e sociologia do turismo, até estatística, contabilidade e antropologia!”, conta.

Outra noção essencial para o turismólogo é o estudo de idiomas estrangeiros. Saber outras línguas para se comunicar com públicos diversos, seja em turismo de lazer ou de negócios – mercados que atraem muitos estrangeiros para o país –, é tão importante que o próprio currículo do curso da UFRN prevê que o estudante passe por dois semestres seguidos de disciplinas de Inglês e Espanhol, além de oferecer ainda matérias optativas para quem deseja aprender mais idiomas.

>> Saiba mais sobre a carreira em Turismo

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Dentro das atividades previstas pelas disciplinas de Turismo estão os trabalhos de campo, que incluem tanto roteiros em Rio Grande do Norte, como, por exemplo, passeios pelas dunas do litoral de Natal, até viagens para outros estados e, inclusive, para fora do país. “As saídas dependem muito do professor e da matéria. Geralmente o custo sai do nosso próprio bolso, mas, mesmo assim, é interessante ir e conhecer porque são sempre experiências bacanas”, conta Lizzy. Além disso, os estudantes também realizam visitas técnicas a estabelecimentos locais, como hotéis e restaurantes, para ter contato com o que aprenderam em sala de aula. “Hoje mesmo fomos prestar consultoria a um hotel aqui em Natal. No relatório irão conter informações de todo o empreendimento, por exemplo, se os quartos estão bem preparados, como ele está nos quesitos sinalização, acessibilidade, recepção. Assim, avaliamos todo o funcionamento do hotel e depois retornamos lá para passar as informações ao gerente e dar sugestões para melhorias”, explica a estudante do sétimo período Rejane Rodrigues.

(Imagem: Thinkstock)

Erica Oliveira, que também cursa o sétimo semestre, lembra que teve um primeiro contato com a área ao fazer um curso técnico de Guia de Turismo no Instituto Federal no Rio Grande do Norte (IFRN). A partir daí, a estudante se interessou mais pelo trabalho do turismólogo e decidiu seguir na carreira. “Sempre fui muito curiosa sobre culturas, povos, lugares etc. Quando pensava em algum curso superior, buscava algo que pudesse se encaixar nesse meu perfil de observadora”, conta. Lizzy também já havia feito um curso básico de turismo e inglês durante as férias no ensino médio e a experiência foi decisiva para que ela escolhesse a graduação da UFRN. Já Rejane escolheu a carreira através de um projeto de extensão da própria universidade, o Trilhas Potiguares, em que alunos da graduação visitam cidades no interior do estado para divulgar os cursos ofertados pela instituição e dão palestras e oficinas sobre suas áreas de estudo. “Foi amor à primeira vista! O diferencial do curso da UFRN é qualidade do ensino, com professores bem qualificados”, revela.

Mão na massa!

Para quem está ansioso para começar logo a ter experiências profissionais na área, Natal é um ótimo polo do mercado de turismo. A capital potiguar concentra muitas agências e empresas que se debruçam sobre o turismo de lazer, devido à sua geografia e ao seu litoral, além de patrimônios histórico-culturais – materiais ou não. Rejane, por exemplo, estagia como guia turística no Centro de Cultura e Informações Turísticas do Centro de Lançamento Barreira do Inferno. O acervo do museu reúne informações, fotografias, documentos sobre o primeiro centro de lançamento de foguetes da América Latina.

Erica também passou por diversas experiências profissionais: atuou em consultoria e roteirização de projetos turísticos, também como guia turística no Aquário Natal e agora faz parte da Incubadora Oásis, grupo que age em assentamentos de seis municípios do interior do estado estimulando jovens a seguirem na vida acadêmica. Os órgãos públicos são outro setor que absorve parte dos estudantes da UFRN, como Lizzy, que atualmente está na Secretaria Municipal de Turismo. “Comecei meu estágio bem na época da copa, e foi realmente maravilhoso conhecer novas pessoas, novas culturas, além de treinar meu inglês!”, lembra.

Além disso, dentro da própria universidade existem atividades de extensão, grupos de pesquisa e iniciativas estudantis que estimulam o contato com a profissão e o empreendedorismo, como a empresa júnior do curso de Turismo Universitur. “Com isso, o estudante tem a oportunidade de se envolver e utilizar os conhecimentos adquiridos para trabalhar com a comunidade em projetos como a inventariação turística de municípios, a criação de um aplicativo para o turista que visita Natal e o incentivo ao turismo local no interior do estado”, finaliza Erica.

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