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USP se consagra como a melhor universidade pública do país

Por Mariana Nadai Atualizado em 24 fev 2017, 15h18 - Publicado em 14 set 2015, 17h39

Com mais de 120 cursos avaliados, instituição mantém excelência em avaliação do Guia do Estudante

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Praça do Relógio / Foto Cecília Bastos

– Saiba como funciona a avaliação do Guia do Estudante

– Conheça a melhor instituição privada do Brasil

Há 11 anos o Guia do Estudante premia as melhores universidades do país e há 11 anos a Universidade de São Paulo (USP) se mantém na primeira colocação da avaliação, entre as instituições públicas. E este ano não foi diferente. A USP, que conta com 59.081 alunos de graduação, divididos entre 300 cursos, e 30.039 estudantes nos 222 programas de pós, contou com 121 cursos avaliados, sendo 107 recebendo 5 estrelas.

Baseada no tripé ensino, cultura e extensão, ela possui 21.248 grupos de pesquisa e 922 projetos de extensão, disponíveis em todas as áreas de conhecimento. Em 2015, a instituição criou o Programa Unificado de Bolsas de Estudos, que aumentou em 25% a oferta de bolsas de permanência e formação estudantil.

Modernização

Em busca de atualização, a universidade aposta em dois aspectos: internacionalização e flexibilização dos currículos. Para se internacionalizar, ela aumentou o número de convênios com universidades fora do país. Além dos intercâmbios de alunos e professores, ela também busca aumentar a divulgação de trabalhos científicos em publicações internacionais.

Já a flexibilização curricular garante maior autonomia aos estudantes durante o processo de formação. A medida permite ao aluno escolher matérias diferentes da sua grade ideal, principalmente em outras unidades. Além disso, as próprias unidades devem criar áreas de atração para um público diversificado, que podem variar entre aulas que não exijam requisitos ou conhecimento específico e atividades extracurriculares. A medida também visa aumentar o espaço da prática dentro dos cursos de graduação. A primeira unidade da USP a adotar a flexibilização foi a Escola Politécnica, em 2011.

Por uma USP mais inclusiva

A instituição anunciou grandes mudanças em 2015. Para enfrentar a queda de 30 mil inscritos na Fuvest, entre 2014 e 2015, a Universidade decidiu adotar o Enem como uma das formas de ingresso. Para o vestibular 2016, parte dos cursos da instituição estarão disponíveis no Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

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Das 11.057 vagas oferecidas para o próximo ano, 1.489 serão destinadas ao Sisu – as outras 9.568 vagas continuarão a ser selecionadas pela Fuvest. As vagas com acesso pelo Enem se dividem entre três áreas do conhecimento, sendo 728 em humanidades, 413 vagas em ciências exatas e tecnologia e 348 em ciências biológicas.

A iniciativa também busca atingir a meta de 50% de estudantes provenientes de escolas públicas até 2018. Para o pró-reitor de graduação Antonio Carlos Hernandes, “essa é uma maneira indireta de valorizar o trabalho realizado na rede pública e garantir ensino superior de qualidade aos egressos dessas instituições”. Já o reitor Marco Antônio Zago destaca que a alternativa à Fuvest alcança alunos de mais regiões do Brasil.

Além da adoção do Enem, a USP já oferece algumas alternativas para alunos de escolas públicas, como o Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp). Os alunos que participam do Inclusp recebem bônus na pontuação do vestibular e poderem pedir redução ou isenção da taxa do processo seletivo.

 

2ª colocada: Unesp Integração entre os campi e a garantia da qualidadeCom 34 campi espalhados em 23 cidades paulistas, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) aposta na integração entre as unidades para manter cursos com alta qualidade. Todas as ações são compartilhadas pelos órgãos colegiados centrais e a pró-reitoria de graduação tem a função de zelar pela manutenção e qualidade do ensino. Também são realizados eventos como semanas acadêmicas, fóruns e treinamentos de servidores e docentes e há a divulgação interna de experiências pela revista institucional, boletim informativo e pelas rádio e TV Unesp. Além disso, os cursos contam com o apoio do Programa de Melhoria do Ensino de Graduação, que prevê a distribuição de recursos para investimento na modernização do ensino. Professores-doutores e engajados em pesquisas, alta produção científica contando, inclusive com os alunos da graduação, nos projetos e apoio aos alunos como concessão de bolsa de estudo e acesso a moradias ou auxílio-aluguel são atrativos que ajudam a reter o aluno e melhorar a qualidade do aprendizado.

 

 

3ª colocada: UFRGSEm busca da excelência internacional Com mais de 8 décadas, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tem hoje 32.425 alunos na graduação, que estão inscritos em 93 cursos, e mais de 23 mil estudantes inscritos em um dos 362 cursos de pós-graduação. Os cursos com maiores conceitos no MEC estão nas áreas da saúde e tecnologia. São 550 laboratórios e 5.422 grupos de pesquisa, nos quais alunos da graduação e da pós trabalham juntos. Buscando ser reconhecida como um campus de excelência internacional, a instituição possui 92 convênios de intercâmbio e recebe 800 alunos estrangeiros. A interação com a comunidade local é parte da missão da universidade, que criou recentemente um campus no litoral do estado do Rio Grande do Sul. Um dos destaques da instituição e a área de inovação tecnológica e empreendedorismo, com pesquisas que se desenvolvem, principalmente, no Parque Científico e Tecnológico.

 

As 10 melhores instituições de ensino superior pública do Brasil

Nome da instituição Cursos Avaliados Cursos Estrelados 5 estrelas 4 estrelas 3 estrelas
Universidade de São Paulo (USP) 121 121 107 14 0
Universidade Estadual Paulista (Unesp) 105 105 61 41 3
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) 60 60 40 19 1
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 65 65 35 24 6
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 71 70 32 31 7
Universidade de Brasília (UnB) 60 59 34 21 4
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 39 39 31 8 0
Universidade Federal de Goiás (UFG) 81 79 20 43 16
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) 48 48 30 14 4
10º Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 63 63 22 32 9

* Texto: Silvia Regina Souza e Thais Matos

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