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Existe idade certa para cursar Fisioterapia?

Por Malú Damázio Atualizado em 24 fev 2017, 15h40 - Publicado em 13 jan 2015, 19h31

(Imagem: Thinkstock)

Muitos estudantes saem do ensino médio e já se dedicam a uma carreira ao ingressarem em um curso superior. Com isso, grande parte dos profissionais recém-formados ainda são bem jovens. Mas será que existe idade adequada para fazer faculdade? Essa é a dúvida da leitora Luziene Alves Vieira, que, aos 44 anos, gostaria de cursar Fisioterapia, mas não sabe se isso pode prejudicar sua atuação profissional.

“Boa tarde! Tenho 44 anos, não tenho curso superior, resolvi voltar estudar e tenho verdadeira paixão por Fisioterapia, mas tenho duvidas porque concluirei o curso aos 49 anos. Seria muito avançada a idade para desempenhar bem a profissão?”

Geralmente, ouvimos falar de Fisioterapia associada ao esporte. Quando algum atleta se machuca em uma partida de vôlei, por exemplo, provavelmente terá que passar por um processo de reabilitação dos músculos afetados com a ajuda de um profissional. Mas o campo de atuação do fisioterapeuta é bem amplo. Ele pode trabalhar até com a aplicação de raios infravermelhos para acelerar a cicatrização de cortes cirúrgicos!

Em termos gerais, o fisioterapeuta é responsável pela prevenção e pelo tratamento de doenças e lesões que alterem a capacidade motora do corpo humano. Assim, o profissional pode atuar, por exemplo, na recuperação de pacientes que passaram por derrame cerebral e traumatismo craniano ou até mesmo desenvolver exercícios e atividades para prevenir lesões da coluna vertebral que sejam provocadas por postura incorreta – nesse momento posso imaginar você que nos lê se ajustando aí na cadeira do computador! (=

Para solucionar a dúvida da Luziene, o Guia do Estudante conversou com Thiago Luiz Russo, fisioterapeuta e chefe do departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Thiago revela que a idade avançada não representa qualquer problema para que um aluno seja um bom profissional, mas alerta sobre a importância de que o fisioterapeuta seja também fisicamente ativo. Além disso, perguntamos também ao coordenador do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Dernival Bertoncello, se existe idade certa para se formar fisioterapeuta e, veja só!, ele não só nos conta que nunca é tarde para começar um novo curso, como ainda destaca que as experiências de vida da leitora podem agregar muito valor à profissão!

>> Leia mais sobre a carreira de Fisioterapia

Confira os depoimentos:

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Thiago Luiz Russo, chefe do departamento de Fisioterapia da UFSCar:

“Oi, Luziene! Tudo bem? A área da Fisioterapia é bastante ampla e existem inúmeras possibilidades de inserção profissional. Você poderá atuar desde a prevenção de acidentes até a reabilitação de pessoas com problemas do movimento e, consequentemente, da função motora.

Em relação à sua idade, não vejo grandes problemas, já que estou certo de que você aprenderá a realizar seu trabalho de maneira segura, garantindo sua integridade. Claro que é importante que você se mantenha fisicamente ativa, pois é justamente sobre isso que nossa profissão se trata.

Dernival Bertoncello, coordenador do curso de Fisioterapia da UFTM:

“Ei, Luziene! Como diz o dito popular, “nunca é tarde para iniciar…”, nunca será tarde para aprender, estudar, praticar uma nova profissão. A idade, portanto, não será impedimento para você estudar e se formar em Fisioterapia. Pelo contrário, procure agregar as experiências de vida à profissão, o que poderá ser muito útil.

Uma vez que você opte mesmo por Fisioterapia, terá contato com matérias iniciais como Anatomia (estuda as estruturas do corpo humano), Fisiologia (estuda o funcionamento do corpo humana), Bioquímica (estuda as reações que ocorrem no nosso corpo), Citologia (estuda a composição celular), Patologia (estudo das doenças), etc. Depois você segue para um ciclo intermediário, que é quando o aluno tem contato com todos os recursos que a Fisioterapia possui para o trabalho. Assim, haverá matérias para estudar o uso de corrente elétrica, calor, exercícios físicos, etc. Há bastante coisa para aprender e utilizar futuramente. Em uma terceira fase do curso, quando irá para as aplicadas, aí terá contato com as disciplinas que abordam a atuação da Fisioterapia em diferentes áreas, como Ortopedia, Neurologia, Pediatria, Dermatologia, Cardiologia, Pneumologia, etc. Para cada área, estudará o ser humano em cada ciclo de vida (saúde da criança, da mulher, do homem, do idoso…).

Para concluir o curso, será necessário realizar o estágio supervisionado obrigatório, em que passará por diferentes áreas de atuação. Com o tempo, você irá se identificar com uma (ou mais de uma) delas.

Uma vez terminada a graduação, você poderá atuar nas áreas citadas acima, além de outras mais, em clínicas, hospitais, empresas, escolas, academias. O campo de trabalho é vasto em várias regiões do Brasil. Embora no sudeste já tenhamos mercado de trabalho um tanto saturado, ainda há lugar pra muita gente. Por exemplo, há áreas pouco exploradas, como é o caso de Fisioterapia nas disfunções temporomandibulares, Fisioterapia do Trabalho, Fisioterapia em Oncologia, Fisioterapia em Cardilogia. Para o profissional competente, empenhado no que faz, sempre haverá espaço. Boa sorte!”

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