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Mulheres na ciência: Engenharia Civil

Confira a história da engenheira civil Patrícia Leite

Por Ana Lourenço Atualizado em 24 jul 2017, 15h35 - Publicado em 23 Maio 2016, 16h54

Existe profissão de homem e profissão de mulher? Não! Para o GUIA DO ESTUDANTE, profissão de mulher é a que ela quiser e queremos vê-las ocupando espaços na ciência, na engenharia e nas finanças. Para isso, entrevistamos várias profissionais bem sucedidas em todos os campos da ciência para inspirar você, leitora, a seguir sua carreira dos sonhos. Acompanhe nossa série 😉
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A decisão por um curso de exatas normalmente começa na preferência pelos números já na escola. Com a engenheira civil Patrícia Leite, formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada na Escola Politécnica da USP, não foi diferente. Com o gosto definido pelas exatas, seria questão apenas de escolher qual carreira seguir. “A Engenharia Civil foi a que mais me chamou atenção, em função da abrangência de opções que esse curso permite”, explica.

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Patrícia Leite - Brookfield Incorporações
Foto: Brookfield Incorporações

Hoje, a engenheira de 36 anos é gerente geral de obra em quatro canteiros da Brookfield Incorporações, em São Paulo, gerenciando 10 engenheiros e mais 550 profissionais nas obras. Na faculdade, sua trajetória envolveu muitas noites de estudo intercaladas com sessões de esporte praticadas na atlética da faculdade. O estágio também começou cedo: “no segundo ano de faculdade comecei a fazer estágio em obra, o que facilitou o aprendizado das matérias”, conta.

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Patrícia acredita que, tanto na Engenharia quanto na sociedade em geral, as mulheres já alcançaram seu espaço. Mas ressalta: “elas eram minoria na Engenharia quando eu cursava, apesar de não interferir em nada para mim durante o curso”.

Mas o cenário vem melhorando nos últimos anos: de acordo com uma pesquisa da USP, o número de mulheres nos cursos de Engenharia cresceu 55% entre 2005 e 2013, chegando a 69,9% somente na Engenharia Civil. Outro avanço vem no salário: segundo dados do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, em 2003, as engenheiras recebiam 75% do valor do salário de seus colegas homens, número que subiu para 81% em 2013.

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“O meio da Engenharia, predominantemente masculino, é bastante desafiador, principalmente na conquista por cargos de liderança onde a competitividade se torna ainda mais acirrada. No entanto, não acho que isso impeça o sucesso”, diz Patrícia.

Para as futuras engenheiras que ainda estão escolhendo qual área seguir, Patrícia indica: “o sucesso na faculdade começa na decisão consciente e bem analisada”. Segundo ela, “a engenharia é matemática pura”, com alta complexidade de matérias e projetos. Por isso, é importante ter bastante gosto pela área e, antes de tudo, confiar em si mesma. “Já existem muitas engenheiras nesse segmento, com bastante reconhecimento e excelentes resultados.”

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