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O que faz um profissional de Relações Públicas?

Conheça as diferentes áreas de atuação e saiba quais habilidades é preciso ter

Por Lisandra Matias Atualizado em 4 jul 2017, 19h59 - Publicado em 4 jul 2017, 12h04

Construir, promover e preservar a boa imagem de empresas ou instituições perante o público interno e o externo. Essa é a principal missão do profissional de Relações Públicas. Para isso, ele define a estratégia e executa projetos de comunicação, transmitindo os valores, objetivos e as ações da organização. Seu trabalho se volta tanto para o público externo (clientes e fornecedores) quanto para o interno (funcionários).

“As empresas têm olhado para o profissional de Relações Públicas com cada vez mais interesse. Quer seja por estarmos vivendo em um mundo dinâmico, onde as informações podem espalhar-se rapidamente pelas redes sociais, quer seja pela necessidade crescente de se comunicar com nichos de pessoas com interesses, expectativas e personalidades diferentes”, diz Pedro Prochno, co-fundador da “Todo Mundo Precisa de um RP”, coletivo que reúne profissionais de Relações Públicas (RP).

 Quem se forma em RP pode atuar em várias áreas, como:

Comunicação institucional – Criar canais de comunicação, produzir conteúdos e divulgar informações e as políticas da organização para funcionários, fornecedores, clientes, governo e comunidade.

Atenção ao cliente – Criar estratégias para melhor atender a solicitações e reclamações dos consumidores com o objetivo de orientar a melhora de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados pelas empresas.

Eventos – Organizar palestras, exposições, recepções, coquetéis e outras solenidades de promoção da empresa.

Pesquisa de opinião – Coletar informações sobre o público interno e externo da empresa a fim de elaborar planos de comunicação.

Planejamento estratégico – Traçar a estratégia de relacionamento e de comunicação com a comunidade, a imprensa, os fornecedores, a concorrência e os consumidores.

Projetos institucionais – Analisar pedidos, apresentados a empresas, de parceria em projetos sociais, coordenando sua adequação à filosofia e aos objetivos da instituição.

Redes Sociais – Planejar e produzir conteúdo para redes sociais e monitorar comentários dos internautas.

Relações governamentais – Elaborar planejamento estratégico das ações de relacionamento com o governo.

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  • Habilidades

    Segundo o coletivo “Todo Mundo Precisa de um RP”, o profissional de RP aprende diversas habilidades na faculdade e pode seguir diversos caminhos profissionais. Ao mesmo tempo, o mercado cobra outras habilidades que nem sempre são aprendidas na universidade. Por esse motivo, o coletivo conversou com dirigentes de agências de comunicação e de departamentos de comunicação de empresas e criou uma lista com 5 habilidades que todo RP deveria ter para se destacar no mercado de trabalho. Por essas habilidades, você confere se essa profissão pode ser uma boa para você:

    1. Saber contar histórias

    Todo mundo se envolve com uma história bem contada. Um RP ajuda empresas a contar a sua história para o mundo (consumidores, fornecedores, sociedade, outras empresas). Com isso, a empresa consegue agradar e se relacionar melhor com esses públicos e, assim, impulsionar seus negócios.

    2. Capacidade de planejar

    Em um mundo onde atuamos cada vez mais em “tempo real”, ter a capacidade de antecipar cenários de curto e longo prazo ajuda muito a decidir os caminhos. Um exemplo para o RP surge no momento em que uma empresa vai lançar um produto. É preciso pensar em todas as mensagens que a empresa quer passar para cada grupo (consumidores, fornecedores, sociedade, outras empresas). Assim fica mais fácil garantir que todos vão entender exatamente o que a empresa espera, sem criar confusões.

    3. Gestão de reputação digital

    Com as redes sociais fazendo cada vez mais parte do nosso dia a dia, todas as marcas estão muito mais expostas e sensíveis a eventuais críticas e crises no mundo virtual. É fundamental que o bom RP domine não só a ferramenta das redes sociais e mecanismos de buscas, como também entenda o comportamento das pessoas nessas redes para poder manter uma boa reputação dos seus clientes ou negócios.

    4. Saber usar dados

    Nunca tivemos tantos dados à disposição para tomar decisões e antecipar demandas. O rastro digital deixado por todos os internautas é um verdadeiro mapa da mina para o sucesso dos negócios. O bom RP analisa dados para entender cada vez mais o comportamento dos seus públicos e propor ações de acordo com os objetivos de cada empresa. Por exemplo: imagine pessoas que comprem carne e carvão todos os sábados em um supermercado. Esse mesmo supermercado pode enviar um e-mail marketing ou até um SMS para esse consumidor para lembrá-lo de comprar cerveja e refrigerantes, por exemplo. É o uso de dados para gerar mais resultados.

    5. Ser inovador

    A capacidade de se reinventar e encontrar novas soluções cai bem em qualquer profissão, mas atualmente é obrigatória para o bom RP. E inovar não significa inventar coisas novas o tempo todo, mas também repensar processos e estar sempre atento às mudanças que acontecem no dia a dia de um mercado ou empresa, se adaptando e pensando em como fazer o que se faz hoje, em menos tempo, de forma mais eficiente e com menos custos. Essa necessidade fica clara em uma área de atendimento ao cliente, por exemplo. Neste caso, um RP poderia ajudar a reduzir o número de ligações para o call center ou como tecnologias como chat, whatsapp e outras podem ser mais rápidas para resolver problemas do que a velha “caixa postal”.

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