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Redação para o Enem e Vestibular Por Blog Dicas de redação, propostas e análises de texto para mandar bem no Enem e nos vestibulares

Redação da Fuvest cobra temas abstratos; entenda

Veja dicas para escrever uma boa redação sobre temas subjetivos ou abstratos

Por Roberta Rinaldi, da Imaginie Atualizado em 19 nov 2019, 16h53 - Publicado em 22 dez 2017, 18h14

 

Getty Images / Lucas Silva/Reprodução

Na tentativa de proporcionar aos candidatos a chance de denotar mais originalidade e autoria, a Fuvest geralmente apresenta propostas de redação cujos temas são abstratos. O que isso significa? Qual é a diferença desses para os chamados temas objetivos, que são cobrados no Enem? Veja abaixo:

Temas objetivos x temas abstratos  

  • Os temas objetivos não exigem sua interpretação em si. São dados de forma prática, clara e direta. Por exemplo, o tema do Enem 2016 foi “Caminhos para o combate à intolerância religiosa”. Evidentemente, o candidato deveria falar sobre como acontece a intolerância religiosa para que, dessa forma, fosse coerente intervir, abordar os meios, caminhos para que esta realidade não persista. Geralmente, esses temas são voltados para a discussão de fatos sociais ligados aos Direitos Humanos.
  • Os temas abstratos não são óbvios, nem limitados a uma só significação. Ou seja, há a possibilidade de direcionamentos diferentes. Apesar de abrangente, devem ser voltados para um perspectiva concreta. Em 2013, na prova de redação (baixe aqui), a Fuvest apresentou a foto de um anúncio, cuja imagem era do interior de um shopping e a legenda era “Aproveite o melhor que o mundo tem a oferecer com o cartão de crédito x”. O aluno deveria, então, interpretar a relação entre imagem e texto. O tema pedia para relacionar consumo, disponibilidade de créditos para compra e conceito de felicidade relacionado a isso. As consequências seriam encaminhadas ao plano concreto: endividamento, frustração, entre outros.

É possível abordar fatos, exemplos, conceitos filosóficos e sociológicos ao longo da argumentação dos temas abstratos/subjetivos. Essa é uma estratégia muito enriquecedora.

Mas cuidado: esse caráter de liberdade interpretativa não pode ser levado com exagero. O autor do texto deve se lembrar, sempre, de que há uma adequação estrutural ao gênero dissertativo-argumentativo.

A capacidade crítica do candidato é muito valorizada na produção. Procure desenvolver seu senso de julgamento para que seja bem fundamentado.

Temas abstratos podem assustar de início, mas não se desespere. Leia e releia textos e imagens, procurando refletir sobre qual a relação que se pode tirar do que foi proposto. O aluno que souber usar o repertório pessoal de experiências para fazer relações inteligentes tem grandes chances de se dar bem!

Post publicado originalmente no blog da Imaginie.  

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