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EAD: como é estudar Relações Públicas na modalidade

Estudante explica como organiza sua rotina de estudos

Estudar na modalidade a distância (EaD) exige concentração, disposição e disciplina. Sem uma programação pré-definida de aulas presenciais, o aluno precisa estabelecer sozinho sua rotina de estudos e se organizar para dar conta de assistir às videoaulas, ler os textos e fazer as atividades exigidas pelo curso escolhido.

Caloura da graduação de Relações Públicas, Larissa Honorato, de 20 anos, trocou o curso presencial de Moda pela Comunicação. “É um mercado em constante expansão, principalmente com o aumento da repercussão das novas mídias digitais. Achei que é um bom momento pra ingressar na carreira”, explica.

O mercado digital, aliás, é onde ela acredita estarem as maiores oportunidades para os novos profissionais. “Acho que ainda falta muito para as empresas se adaptarem às novas tecnologias de comunicação”. Para ela, o sucesso e a enorme influência de produtores de conteúdo em plataformas como o YouTube e o Instagram evidenciam uma nova forma de consumo e relacionamento com as marcas, o que abre um leque de novas oportunidades no mercado de trabalho.

Por que EaD?

A escolha da modalidade a distância se deu pela falta de adaptação aos métodos tradicionais de ensino em uma sala de aula presencial. “Como uma pessoa apaixonada pelos benefícios da tecnologia, foi muito complicado estudar o conteúdo em formatos físicos, já que a gente usa muito xerox e outros materiais que podem facilmente ser substituídos por plataformas digitais”, afirma.

Além disso, Larissa destaca a dificuldade de locomoção e os horários fixos do ensino presencial, que interferiam diretamente em sua produtividade em sala de aula: “Eu levava mais de uma hora para ir até a faculdade depois do trabalho. Depois de ficar oito horas por dia no escritório e pegar transporte público em horário de pico, é inevitável ver a disposição e a concentração caírem drasticamente por causa do cansaço”, explica ela.

O fato de voltar tarde para casa e acordar cedo no dia seguinte também eram um obstáculo para realizar as atividades solicitadas pelos professores. “Perdi as contas de quantas vezes tive que fazer atividades e trabalhos às pressas dentro do ônibus e do metrô pela falta de tempo”, lamenta.

Além da liberdade de horários para estudar, a acessibilidade aos conteúdos e a boa tutela dos professores são outros pontos positivos: “Posso pesquisar conteúdos complementares na internet enquanto estudo na plataforma, o que facilita muito a compreensão. Além disso, tanto o tutor da matéria quanto o coordenador do curso estão sempre disponíveis para tirar dúvidas, o que não acontecia nas aulas presenciais. Percebo que a maior parte dos professores dessa segunda modalidade demoram até para responder e-mails, o que dificulta muito a vida dos estudantes”.

O formato do curso

No primeiro semestre de curso, Larissa tem aulas de Sociologia, Língua Portuguesa, Comunicação Verbal e Visual e Comunicação Organizacional em Relações Públicas.

A estudante organizou sua rotina de estudos de acordo com o cronograma disponibilizado pela faculdade, que só libera a matéria seguinte quando a anterior já foi concluída. Sobre esse formato, a jovem tem uma ressalva: “Acredito que aqui mora a desvantagem. Como os módulos abordam uma única aula por vez, às vezes fico um tempo ociosa, pois costumo estudar muitas aulas de uma vez só”, explica.

Mas ela estebeleceu suas próprias regras para cursar as disciplinas e estar em dia com as atividades solicitadas: “Eu determino um prazo máximo para realizar as tarefas, sempre visando terminá-las uma semana antes do prazo final. Isso ajuda muito a evitar contratempos de última hora”.

Os e-books e as videoaulas ficam sempre disponíveis aos alunos, o que, para ela, facilita os estudos e a entrega de exercícios e trabalhos. “Sempre verifico antes o tamanho desses conteúdos para encaixá-los na minha rotina. Dessa forma, programo a quantidade certa de leituras e vídeos de acordo com o meu dia e o prazo estipulado para o término de cada módulo”.

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