Se no singular essa palavra é familiar e aparece bastante em textos de Biologia, no plural ela costuma gerar dúvida. Afinal, quando falamos de vários grãos microscópicos produzidos pelas flores, qual forma usar? Qual o plural de pólen?
De acordo com o Dicionário Online de Português, o plural de pólen é pólenes, que segue um modelo mais regular da língua, acrescentando “-es” ao radical. Mas alguns gramáticos também aceitam “polens” como plural da palavra, seguindo, por analogia, outras palavras semelhantes terminadas com “n”, como hífen (hifens), glúten (glutens), gérmen (germens) e abdômen (abdomens).
Qual o plural de lápis?
A origem vem do latim
A palavra “pólen” vem do latim “pollen”, “-inis”, que significa “pó fino”, “farinha” ou “poeira”. O termo foi adotado pela ciência para nomear justamente esse material microscópico produzido pelas plantas, responsável pela fecundação das flores. Com o tempo, a palavra saiu do vocabulário científico e passou a circular também no dia a dia, seja em aulas de Biologia, textos literários ou conversas sobre alergias na primavera.
Exemplos com pólenes
- Tenho alergias a diversos pólenes.
- Pólenes são grãos minúsculos de pó fecundante produzidos pelas flores.
- Meu primo estuda os pólenes das flores.
Exemplos com polens
- Os polens transportados pelo vento deixam um perfume no ar.
- A pesquisa analisa diferentes polens presentes no ar durante a primavera.
- Os polens variam conforme a espécie da planta e a estação do ano.
Polinizando na literatura
A palavra “polens” também aparece com força poética na literatura brasileira. Em “Meu Pequeno Oratório”, Cora Coralina evoca a natureza em sua forma mais viva e simbólica, usando o plural de pólen em um verso carregado de imagens. Olha só este trechinho:
“Minha Nossa Senhora das Graças toda minha.
Das raízes e dos troncos.
Das florestas e das frondes.
Dos rios que correm para o mar e dos corguinhos sem destino.
Dos altares, dos montes e das grunas.
Dos pássaros sem voo, e das rolinhas bandoleiras.
Nossa Senhora das cigarras imprevidentes que morrem de cantar e das
formigas previdentes que morrem sem cantar.
Das abelhas rufionas que vão de flor em flor segredando de amor
e acasalando os polens.”
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