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Gerente executivo da Volkswagen dá dicas sobre o curso e a carreira de Engenharia de Produção

Por Carolina Vellei Atualizado em 24 fev 2017, 15h57 - Publicado em 12 mar 2013, 19h26

O curso de Engenharia de Produção é relativamente novo no Brasil. Em 1950, começaram a surgir as primeiras graduações, junto com a chegada das grandes montadoras de carros no Brasil (alguém aí se lembra da internacionalização da economia feita no governo Kubitschek?)

A Volkswagen foi uma das empresas que desembarcaram por aqui nessa época. É lá que trabalha o Engenheiro de Produção Wamberto Cordebello, que ocupa atualmente o cargo de gerente executivo da área de qualidade. Com a sua ajuda, a multinacional fechou o ano de 2012 como a maior fabricante de carros do Brasil.

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Como responsável pela área de qualidade da Volkswagen, Cordebello gerencia uma equipe de 200 pessoas. O setor busca essencialmente a satisfação do cliente. “A gestão da produção é bem ampla, é preciso interpretar as necessidades do cliente para otimizar o processo”, revela. Através de estratégias para identificar a opinião dos usuários, ele analisa os pontos que podem ser melhorados nos carros e aponta formas de a fábrica fazer o produto de maneira mais eficiente.

A escolha da profissão

Wamberto Cordebello sempre gostou muito da área de Exatas. Pode-se dizer até que o gosto é “coisa de família”. Como filho mais novo, cresceu vendo dois de seus irmãos fazendo graduações em Exatas. Um na área de computação e outro no curso de Engenharia de Materiais. Na hora de prestar o vestibular, optou pelo curso de Matemática, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Mas, depois de três anos e após ter feito algumas disciplinas no curso de Engenharia de Produção, se apaixonou por essa nova carreira e resolveu mudar de curso.

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“Senti falta dessa área de gestão empresarial, que abre muitos campos de trabalho para quem faz Engenharia de Produção”, explica. As matérias do curso combinam a área técnica de Engenharia com a de Administração. São estudadas disciplinas desde Economia e Estatística, até Química e Física. “Quando a empresa o contrata, você pode utilizar conhecimentos de psicologia, que são ensinados na faculdade e são úteis para montar equipes de trabalho, e até mesmo conceitos de sustentabilidade no processo produtivo”.

Mercado de trabalho

Por englobar várias práticas, o curso tem uma área de atuação bem ampla. O engenheiro de produção é peça fundamental em quase todos os setores, pois pode trabalhar no gerenciamento de recursos humanos, financeiros e materiais para aumentar a produtividade de uma empresa. Cordebello é uma prova viva disso. Ele fez estágio em uma indústria têxtil, depois de formado conseguiu um emprego em uma metalúrgica e, há 17 anos, começou a trabalhar na Volkswagen.

A grande oferta de vagas é uma boa notícia para os estudantes que pretendem seguir a carreira. O engenheiro conta que, no começo da década de 1990, quando se formou, a universidade tinha até um banco de vagas e o estudante já saia do curso empregado. “Hoje em dia também existe bastante oferta, porque a formação é flexível. Você pode trabalhar na área de informática, na indústria, em bancos, principalmente porque nesses lugares é preciso fazer a gestão de processos, de fluxos e análise de serviços”, aponta Cordebello.

O setor industrial se destaca, na visão do engenheiro. “Há quase 20 anos comecei a trabalhar em uma indústria que era o futuro do Brasil e que continua sendo. Esse mercado é muito carente de profissionais capacitados para otimizar a gestão”, observa.

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