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Caderno de redações: UNICAMP 2017

Reflexões sobre solidariedade

A prova de 2017 da Universidade Estadual de Campinas colocou ao vestibulando a necessidade de se manifestar por questões que envolvem solidariedade e engajamento político. Como em exames anteriores, os dois textos solicitados procuram avaliar a capacidade de síntese e de interlocução do candidato: saber colocar-se em uma situação específica e transmitir adequadamente um conteúdo para interlocutores definidos. Veja aqui as propostas e, nas páginas seguintes, textos bem avaliados. As análises são da professora Nathália Macri Nahas.

 

PROPOSTA DE REDAÇÃO

TEXTO I

Como um(a) aluno(a) do Ensino Médio interessado(a) em questões da atualidade, você leu o artigo “A volta de um Rio que faz sonhar”. Sentindo-se desafiado(a) pelos questionamentos levantados no texto, você decidiu escrever uma carta para a Seção do Leitor da revista Rio Pesquisa. Em sua carta, discuta a relação estabelecida pela autora entre o conceito de Brasil cordial e a presença de estrangeiros no Brasil, apresentando argumentos em defesa de um ponto de vista sobre a questão.

 

A volta de um Rio que faz sonhar

Reverenciada mundialmente por suas belezas naturais, a cidade do Rio de Janeiro tem se transformado em espaço sonhado para aqueles que buscam construir seu futuro em terra estrangeira. Imigrantes, de origens variadas, vêm chegando à cidade, buscando garantir sua sobrevivência, fugir à pobreza ou transformar seus sonhos em realidade.

Esse processo insere-se em um quadro mais geral de transformações. Graças à situação assumida pelo Brasil, como uma das maiores economias do mundo, polo de atração na América do Sul, o país vem se tornando, mais uma vez na história, importante lugar de chegada, em um momento em que políticas de vigilância e controle sobre os estrangeiros aprofundam-se nos países ricos em crise.

Essa nova situação exige estudos que ultrapassem as questões pontuais para incluir análises sobre as relações presente e passado; entre o local, o nacional e o internacional e entre as práticas e as representações sobre o “outro”. O recente episódio da entrada abrupta de haitianos no Brasil, sem dúvida, apontou a necessidade dessas análises ampliadas.Para além da conjugação entre a necessidade de partir e o conhecimento adquirido sobre um país que se tornou “próximo” pela presença das tropas brasileiras em solo haitiano, o processo revestiu-se de preocupantes aspectos de mudança. Dentre eles, a ação dos coiotes na efetivação dos deslocamentos, marca indicativa do ingresso do país em um contexto no qual grupos organizados vivem da imigração ilegal e máfias internacionais enriquecem com o tráfico humano. O episódio pode ser visto, assim, como a ponta de um iceberg que tende a envolver a América Latina e o Caribe, considerando-se uma das tendências dos processos migratórios da atualidade: as migrações regionalizadas, realizadas no interior dos subsistemas internacionais.

Brasil: país cordial?

A predisposição do Brasil em receber o estrangeiro de braços abertos é ideia consagrada que necessita sofrer o peso da crítica. Pesquisas variadas têm demonstrado que o país nunca foi imune aos processos de discriminação do “outro”. Um exemplo, entre vários, pode ser dado pela prática da expulsão de estrangeiros na Primeira República (1907-1930), que se caracterizou por extrema violência, mesmo contra aqueles que já eram considerados residentes, portanto com os mesmos direitos constitucionais dados aos brasileiros.

A representação de um Brasil cordial, desta forma, deve ser entendida como uma construção forjada em determinado momento de nossa história. Lógico que as reações diferiam e diferem de acordo com os diferentes tipos de estrangeiros com os quais travamos contato, ocorrendo diferenças de tratamento em relação àqueles que, pelo local de nascimento ou pela cor, classificamos como superiores ou inferiores.

Vários indícios vêm demonstrando que as atitudes discriminatórias não ficaram perdidas no passado, mas podem ser encontradas com relativa facilidade, quando treinamos nosso olhar para melhor observar aquilo que nos cerca. As tensões entre brasileiros e bolivianos nos locais onde estes estão mais presentes, por exemplo, já são bastante visíveis. Isso sem falar no triste espetáculo do subemprego e da exploração a que estão sujeitos latino-americanos fixados ilegalmente no país. É urgente, portanto, que nos perguntemos como tendemos a ver e sentir a presença cada vez mais visível de estrangeiros em solo brasileiro, principalmente daqueles que são oriundos de países pobres, muitos deles necessitando do foco dos direitos humanos. Seremos sensíveis aos discursos e às práticas xenófobas? Defenderemos políticas restritivas e repressoras? Caminharemos para a sofisticação dos instrumentos de vigilância
sobre um “outro” que possa ser visto como ameaça? Responder a essas questões, aqui e agora, seria um exercício de profecia que não nos cabe fazer. Isso não exclui, entretanto, que a reflexão sobre essas possibilidades esteja proposta, por mais penosa que ela possa ser, principalmente se considerarmos a rapidez dos processos em curso e a tensão mundial presente no embate entre interesses nacionais e direitos humanos.

Adaptado de Lená Medeiros de Menezes, A volta de um Rio que faz sonhar. Rio Pesquisa, Rio de Janeiro, ano V, no 20, p. 48-50, set. 2012.

 

TEXTO II
Como voluntário(a) da biblioteca Barca dos Livros, você ficou responsável por escrever o texto de apresentação de uma campanha de arrecadação de fundos para a instituição. Em seu texto, que estará disponível no site da Barca dos Livros, apresente, com base na notícia abaixo, o histórico e as ações da biblioteca, mostrando a importância das doações para a continuidade do projeto.

Barca dos Livros corre o risco de fechar por falta de apoio financeiro
Em 2014, a Barca dos Livros foi eleita a melhor biblioteca comunitária do país pelo Ministério da Cultura e da Educação. Graças ao trabalho de voluntários apaixonados por literatura e que a consideram uma arte fundamental para a infância, a instituição vem há quase uma década formando leitores e promovendo a cultura em Florianópolis. Precisa, no entanto, de um impulso material para que continue existindo. Para chegar ao posto de referência no país, a Barca dos Livros navegou por mares calmos e revoltos. Hoje, nove anos e dois meses depois da inauguração, conta com um precioso acervo de 15 mil livros, dois terços dos quais de literatura infantil e infanto-juvenil, aproximadamente 5 mil carteirinhas de sócios e a incerteza do futuro. Desde maio do ano passado, está com o aluguel atrasado na atual sede, um espaço de 125 m2 no Lagoa Iate Clube.
“Estamos sem nenhum patrocínio, convênio, subvenção. Além do aluguel, estamos devendo também o salário de três funcionários. A Barca é tocada por voluntários. Acontece que nunca foi fácil, mas nunca esteve a ponto de quase fechar” – lamenta a coordenadora do projeto, Tânia Piacentini.

De 2010 até maio do ano passado, um convênio com a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes garantia o pagamento do aluguel, no valor de R$ 6,5 mil por mês. Mas a parceria não foi renovada. “Todas as atividades são gratuitas. Apenas para os passeios de barco com contação de histórias, realizados no segundo sábado de cada mês,
é cobrado o valor de 5 reais para adultos que acompanham as crianças. Nosso material, espaço, livros, tudo é renovado graças ao trabalho dos voluntários. Precisamos de parceiros fixos que queiram ajudar.”

Acolhimento literário
De 2007 até hoje, os voluntários da Barca viram crianças que engatinhavam lerem as primeiras palavras e depois amarem a leitura. Despertaram a paixão pela ficção, contaram histórias, viram mães com bebês de colo pegando no sono nos confortáveis sofás da sala de leitura, aconchegadas pelo ambiente de acolhimento literário.

Nascida em Nova Veneza, sul do estado, há 68 anos, Tânia Piacentini começou a dar aulas aos 14 anos. Cursou Letras e fez mestrado e doutorado na área de educação e literatura. Foi a primeira representante de Santa Catarina, nos anos 1970, a selecionar livros para a Fundação Nacional do Livro Infantil, que a cada ano premia as melhores publicações para crianças e jovens.

Duas décadas depois, com o aumento de livros editados para esse público – quando começou, eram no máximo 10 por ano, hoje são cerca de 1.200 novas edições –, passou a convidar pessoas para ajudar a selecioná-los. Daí surgiu um núcleo de 25 leitores e especialistas que formou a Sociedade Amantes da Leitura, ONG que criou e sustenta legal-
mente a Barca.

“Nem sabíamos que ficaria grande. Queremos continuar e aumentar o atendimento. Abrir ao público todos os dias é um sonho. Temos que estar disponíveis e manter a qualidade. Mas sem dívidas pessoais e crises financeiras”, suspira Tânia.

Hoje a Barca abre ao público de terça a sábado, das 14 às 20 horas – chegou a ser de terça a domingo, em três turnos. Mesmo com as dificuldades, promove atividades semanais, como A Escola Vai à Barca (que recebe alunos de escolas da rede pública e particular), palestras, saraus para adultos, lançamentos de livros, leituras coletivas de livros e passeios mensais de barco pela Lagoa da Conceição.

O cadastro custa 1 real e dá ao pequeno sócio uma carteirinha que permite pegar três obras emprestadas por 15 dias.
Mais informações sobre a programação no site da Barca dos Livros.

Adaptado de Carol Macário, Barca dos Livros corre o risco de fechar por falta de apoio financeiro. Disponível em: http:// dc.clicrbs.com.br/sc/entretenimento/noticia/2016/04/barca–dos-livros-corre-o-risco-de-fechar-por-falta-de-apoiofinanceiro 5754089.html. Publicado em 5/4/16.

 

ANÁLISE DA PROPOSTA

CAPACIDADES DE INTERLOCUÇÃO 

O exame da Unicamp 2017 trouxe, como seu formato já tradicional, duas propostas que exigiam gêneros textuais diferentes a partir da leitura de uma coletânea que é base para a produção da redação. Para o sucesso nesta prova, o candidato deve estar atento às orientações dadas para cada gênero de produção pedida, pois eles devem ser elaborados de acordo com diferentes itens, como o contexto em que cada redação é inserida, o papel que o autor deve assumir como emissor da mensagem, o interlocutor (o destinatário da mensagem), o conteúdo de cada redação e o canal pelo qual os textos devem ser elaborados. A linguagem também deve se adaptar a cada gênero textual em questão.

O texto 1 solicitou uma carta de opinião com a discussão de argumentos na defesa de um ponto de vista. Adaptar-se ao emissor não foi uma dificuldade, pois foi pedido a um aluno de Ensino Médio. O candidato deveria ler o artigo da coletânea, interpretá-lo e se posicionar diante da ideia defendida, elaborando sua análise na estrutura-padrão de uma carta, ou seja, era preciso trazer a data, o vocativo (no caso, a revista Rio Pesquisa), finalização e assinatura. Para o êxito nesse texto, a banca examinadora esperava que o autor tivesse ciência dos movimentos migratórios que ocorrem no Brasil, além da capacidade de argumentar diante de um artigo de opinião. A linguagem esperada nessa composição deveria adequar-se ao registro mais formal.

O texto 2 solicitava um texto de apresentação de uma campanha de arrecadação de fundos a uma instituição. O candidato deveria ler o texto de coletânea e selecionar informações sobre a biblioteca “Barca dos Livros” pertinentes para despertar no “leitor” a vontade de ajudar na campanha. A proposta exigia uma habilidade de persuasão do interlocutor, mostrando-lhe por meio da apresentação da situação da instituição a importância do projeto e das bibliotecas na formação de leitores. A estrutura do texto apresentava certa liberdade ao autor, e a linguagem também não trazia dificuldades.

 

UNICAMP 2017 – REDAÇÃO 1

 

À Revista Rio Pesquisa,

O artigo “A volta de um Rio que faz sonhar” de Lená Medeiros de Menezes traz, em minha opinião, uma discussão importantíssima para o Brasil atual. Em meio a um contexto global de crises econômicas, conflitos civis e embates socioculturais, analisar o papel e o comportamento do brasileiro frente aos imigrantes que se instalaram e se instalarão no país torna-se uma discussão delicada, porém necessária.

Concordo plenamente com a autora sobre a falsidade do conceito de Brasil cordial. A ideia de um Brasil acolhedor de estrangeiros se desfaz ao observarmos a existência clara de discriminação do imigrante, seja ela direta, como o preconceito quanto ao trabalho dos médicos cubanos, ou indireta, como no ciclo de desigualdade enfrentado por bolivianos e haitianos que acabam por exercer subempregos e são privados de seus direitos básicos em condições de vida precárias.

Então, arrisco a dizer que a ideia de um Brasil cordial é ilusória e se junta a demais mitos – como o de democracia racial – que esculpem um Brasil liberal pacífico e acolhedor, procurando esconder do cenário internacional o quão conservador e preconceituoso nosso país é.

A desmistificação é necessidade urgente para que possamos refletir e responder às perguntas do final do artigo de maneira correta e humana, afastando discriminações negativas e xenofobia. E o primeiro passo,com certeza, foi dado com a publicação de “A volta de um Rio que faz sonhar”, portanto, deixo meus parabéns a todos os envolvidos.

Com admiração,

A.L.

 

ANÁLISE

CARTA BEM FUNDAMENTADA E ESTRUTURADA

O texto em questão teve êxito na prova da Unicamp 2017 ao trazer um posicionamento crítico adequado à estrutura da carta argumentativa. O candidato mostrou identificar o ponto de vista do artigo da coletânea e, a partir disso, pôde discutir sua própria opinião com base na sua leitura e nos seus conhecimentos sobre o tema. O autor acertou também no registro de linguagem utilizado, mantendo a formalidade esperada.

A introdução do texto é eficaz ao apresentar o tema sobre o qual o autor falará, mostrando à banca examinadora que ele fez uma leitura atenta do artigo da coletânea. Outro aspecto eficiente é o candidato trazer o contexto no qual se dará sua argumentação já na introdução. Essa estratégia funciona também em dissertações argumentativas. Para finalizar o trecho, o candidato indica uma espécie de tese, mostrando que a discussão sobre o tema é complexa, mas necessária.

Nos parágrafos de desenvolvimento, o autor expressa seu ponto de vista ao concordar com a autora do artigo, explicando seu argumento de que o “Brasil acolhedor” é uma ilusão. Note que ele traz um diálogo claro com o artigo-fonte, mas vale-se de elementos externos, como a referência aos médicos cubanos e à condição precária de muitos bolivianos e haitianos. Assim, o candidato expressa sua opinião por meio de um argumento inspirado pela leitura da coletânea, mas demonstra também conhecer o tema apresentando exemplos além do artigo, o que o destaca entre os textos dos demais vestibulandos.

O autor enriquece sua produção com um segundo argumento, sobressaindo de uma discussão mais superficial. Seu diálogo com o mito da democracia racial expressa para os examinadores um conhecimento histórico e sociológico, e o autor acerta em articulá-lo adequadamente às ideias do texto-fonte.

O candidato opta por finalizar seu argumento da desmistificação na conclusão, unindo a ele um elogio ao artigo-fonte. Essa estratégia é eficiente para o tipo textual solicitado, pois mantém o caráter argumentativo e permite, ao mesmo tempo, uma perspectiva mais subjetiva, uma vez que estamos em uma seção de “carta do leitor”,
ou seja, espera-se que o “leitor” se expresse de forma mais pessoalizada.

 

UNICAMP 2017 – REDAÇÃO 2

Campanha: Não deixe a Barca de Livros afundar!

A falta de apoio financeiro infelizmente se tornou um impasse para a continuidade do projeto de incentivo à leitura e cultura Barca dos Livros. Apesar do empenho dos voluntários, a ausência de patrocínio, convênio e subvenção torna o pagamento do aluguel e do salário de funcionários um grave problema: estamos a ponto de fechar a melhor biblioteca comunitária do país – eleita em 2014 pelo Ministério da Cultura e da Educação.

A fim de impedir tamanha perda para a sociedade de Florianópolis e do Brasil, apresentamos a campanha de arrecadação de fundos para a instituição que permanece com o sonho de formar leitores e cultura de forma gratuita.

Há mais de nove anos, a ONG Sociedade Amantes da Leitura criou a Barca dos Livros e o trabalho de voluntários apaixonados por literatura permitiu a evolução do projeto, que hoje conta com um rico acervo de 15 mil livros e aproximadamente 5 mil carteirinhas de sócios. Trata-se de um espaço coletivo que valoriza a arte a partir de atividades semanais com palestras, saraus para adultos, lançamentos de livros e passeios mensais de barco pela Lagoa da Conceição.

A ambição de estimular a leitura – principalmente em crianças e jovens faz com que o estabelecimento abra ao público de terça a sábado das 14 às 20 horas. O cadastro custa apenas um real e fornece ao pequeno sócio uma carteirinha que permite pegar 3 obras emprestadas por 15 dias. O preço é mínimo para a inclusão social: os benefícios da literatura devem ser aproveitados por todos.

Ficou interessado(a) em ajudar? Precisamos de parceiros fixos que acreditem no nosso sonho tanto quanto nós. Para contribuir, basta preencher o campo abaixo com os dados, discar o número de telefone indicado ou comparecer à biblioteca nos horários de funcionamento.

Nós, da Barca de Livros, contamos com sua contribuição e agradecemos pela atenção.

 

Obs. Faltou vírgula no trecho sublinhado. As orações subordinadas explicativas devem ser isoladas por vírgula, que nesse caso foi acrescentada por nós, da redação do Guia do Estudante.

 

ANÁLISE

CONVENCIMENTO E MOBILIZAÇÃO DO LEITOR

O segundo texto da Unicamp 2017 trazia uma proposta relativamente fácil, mas que exigia uma boa leitura do texto-fonte e uma utilização eficaz das informações dadas por ele. Era importante também que o candidato se valesse de um tom persuasivo, articulando a situação da biblioteca Barca dos Livros a mensagens que suscitassem no leitor a
vontade de contribuir com o projeto. Nesse texto, a linguagem esperada não era necessariamente um registro formal, o candidato tinha maior liberdade de expressão, pois se dirigia a um público geral.

Na introdução, o autor opta por já apresentar a condição complexa na qual a biblioteca se encontra, uma estratégia que foi produtiva. Note que ele utiliza informações extraídas do texto-fonte como mecanismo para contextualizar a situação e também sensibilizar o leitor. Em seguida, o candidato apresenta a campanha, o que é interessante, pois ele primeiro mobiliza o leitor e depois mostra o projeto de doações.

Porém, o candidato sabe que, para chamar a atenção do leitor, ele precisa informá-lo sobre a seriedade da biblioteca e sua idoneidade. Por isso, seu texto segue na exposição de informações sobre o projeto, sempre ressaltando a importância que a instituição dá à formação dos leitores. Essa informação é um diferencial, pois ela destaca quão essencial é tal projeto, o que age de forma persuasiva no leitor, uma habilidade esperada pela banca examinadora.

Após ressaltar a diferença que o leitor poderia fazer à instituição caso fizesse uma contribuição, o autor do texto o questiona sobre a doação. Dirigir-se diretamente ao destinatário da mensagem é uma estratégia de convencimento muito eficiente, a exemplo das propagandas midiáticas. O candidato conclui de forma inteligente, trazendo instruções de como o interlocutor pode se tornar um parceiro da biblioteca. O texto, desse modo, consegue articular de forma produtiva a habilidade de convencer e informar o leitor, suscitando sua sensibilização, o que era essencial a essa proposta.

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