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Citologia – Força-tarefa contra o zika: A água poluída é uma ameaça à saúde dos atletas de vela e windsurf dos Jogos Olímpicos

Força-tarefa contra o zika

A doença infecciosa, até há alguns anos restrita à África, espalha-se por diversas regiões do planeta e coloca cientistas e autoridades em alerta contra o vírus e o mosquito vetor

 

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ARTILHARIA PESADA Além de campanhas contra o acúmulo de água que sirva de criadouro do Aedes aegypti, o poder público tem combatido o mosquito diretamente, pela aplicação de veneno

 

O mundo declarou guerra total contra um inimigo minúsculo, mas poderoso: o mosquito Aedes aegypti. Não bastasse infectar a população com o vírus da dengue e do chikungunya, o inseto nefasto tornou-se vetor, também, do vírus causador da febre do zika. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2015 e 2016, 40 países registraram casos autóctones – ou seja, pessoas infectadas na própria região em que vivem. A maioria está na América Latina, e o Brasil é campeão de casos suspeitos. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus zika já pode ter infectado quase 1,5 milhão de pessoas.

A maior preocupação com o zika vírus são as graves sequelas. Estudos brasileiros, confirmados por pesquisadores norte-americanos e endossados pela OMS, mostram que o zika é causa de malformação do cérebro de fetos. Com isso, bebês nascidos de mães que foram contaminadas nascem com cérebro de tamanho dramaticamente reduzido (microcefalia), o que compromete diversas funções neurológicas. Nesse caso, o vírus é transmitido ao feto, pela placenta. Os estudos também concluem que o zika gera a síndrome de Guillain-Barré – uma reação do organismo a agentes infecciosos, como vírus e bactérias em geral, que afeta os músculos, inclusive os respiratórios. O caminho da contaminação também preocupa. Pesquisas apontam que a contaminação pode se dar por contato sexual, como o que ocorre com o HIV, causador da aids.

O zika vírus foi identificado em meados dos anos 1970 em Uganda. E por muitos anos seu hábitat se limitou ao continente africano. Seus efeitos foram identificados no Brasil em 2015, mas estudos genéticos mostram que o agente patogênico desembarcou no Brasil trazido por algum viajante vindo de arquipélagos do Oceano Pacífico. O crescimento no número de casos autóctones em diversos países indica que o vírus adapta-se rapidamente a diferentes condições ambientais, e que os mosquitos do gênero Aedes estão em franca disseminação – acredita-se que devido às mudanças climáticas, que tornam mais quentes algumas regiões do globo. Tanto é que o Aedes albopictus, primo do A. aegypti, colonizou 20 países do sul da Europa, desde 1990.

Em Citologia, você lê sobre as células e suas estruturas. Vê, também, a diferença entre seres pluricelulares, como vegetais e animais, e unicelulares, como bactérias.

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