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Biosfera: Em defesa da floresta: Desmatamento volta a aumentar na Amazônia

GEO - pag 94-01

MENOS VERDE Área de exploração ilegal de madeira em Oriximiná, na Amazônia: desmatamento cresce 16% em 2015 e ameaça reverter os ganhos obtidos nos últimos dez anos

Em defesa da floresta

Após uma década de redução na taxa de desmatamento, a derrubada das árvores na Amazônia volta a crescer em 2015, causando preocupação entre os ambientalistas

O Brasil sofreu um revés na luta contra o desmatamento: a área de floresta derrubada na Amazônia aumentou em 2015. De acordo com dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 5.831 km2 de floresta foram perdidos entre agosto de 2014 e julho de 2015. Esse número representa uma alta de 16% em relação ao período anterior. A área desmatada no ano passado é equivalente ao tamanho de Brasília.

Segundo o governo federal, houve uma mudança no perfil do desmatamento. Diferentemente do que vinha sendo registrado nos últimos anos, quando o corte de árvores era pulverizado, voltou a ocorrer o desmate de grandes áreas. O levantamento também revela que a perda de floresta concentrou-se no Amazonas, em Rondônia e no Mato Grosso, estados onde se registram avanços da pecuária e da agricultura nas áreas desmatadas.

Muitos ambientalistas temem que haja um retrocesso nos esforços do país para proteger a Amazônia. Desde 2004, a taxa anual de desmatamento caiu 75%. A preservação da Floresta Amazônica nesse período teve impactos positivos nas emissões de gases do efeito estufa pelo Brasil. Em 2005, o desmatamento era responsável por 58% das emissões nacionais e hoje responde por 15%.

Além disso, a redução do desmatamento trouxe benefícios para a saúde humana. Estudo realizado por cientistas da Universidade de São Paulo, em conjunto com instituições dos Estados Unidos e do Reino Unido, mostrou que a diminuição do desmate na última década provocou uma melhora da qualidade do ar em toda a América do Sul e poupou vidas. Com a redução das derrubadas e das queimadas, menos poluentes foram lançados no ar, prevenindo entre 400 e 1.700 mortes prematuras de adultos a cada ano, segundo a pesquisa.

O risco agora é que o aumento do desmate em 2015 reverta essa tendência. O governo tem o desafio de preservar a Amazônia, principalmente após assumir o compromisso de zerar o desmatamento ilegal e recuperar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

Nas próximas páginas, você encontrará mais informações sobre a Amazônia e outros biomas brasileiros. Abordamos também os perigos mais latentes aos ecossistemas mundiais e as ações governamentais para tentar frear as ameaças ao meio ambiente.

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