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Genética: Como cai na prova

1. (fuvest 2016) No heredograma a seguir, a menina II-1 tem uma doença determinada pela homozigose quanto a um alelo mutante de gene localizado num autossomo.
GEBIOLOGIAISBN - 5 - 48-1
A probabilidade de que seu irmão II-2, clinicamente normal, possua esse alelo mutante é

  1. a) 0
  2. b) 1/4
  3. c) 1/3
  4. d) 1/2
  5. e) 2/3

 

2. (unesp 2016) Sílvio e Fátima têm três filhos, um deles fruto do primeiro casamento de um dos cônjuges. Sílvio é de tipo sanguíneo AB Rh– e Fátima de tipo O Rh+. Dentre os filhos, Paulo é de tipo sanguíneo A Rh+, Mário é de tipo B Rh– e Lucas é de tipo AB Rh+. Sobre o parentesco genético nessa família, é correto afirmar que

  1. a) Paulo e Mário são irmãos por parte de pai e por parte de mãe, e Lucas é filho de Sílvio e não de Fátima.
  2. b) Lucas e Mário são meios-irmãos, mas não se pode afirmar qual deles é fruto do primeiro casamento.
  3. c) Paulo e Lucas são meios-irmãos, mas não se pode afirmar qual deles é fruto do primeiro casamento.
  4. d) Paulo e Mário são meios-irmãos, mas não se pode afirmar qual deles é fruto do primeiro casamento.
  5. e) Lucas e Mário são irmãos por parte de pai e por parte de mãe, e Paulo é filho de Sílvio e não de Fátima.

 

3.(enem 2015) A palavra “biotecnologia” surgiu no século XX, quando o cientista Herbert Boyer introduziu a informação responsável pela fabricação da insulina humana em uma bactéria para que ela passasse a produzir a substância.

  Disponível em: https://www.brasil.gov.br. Acesso em 28 jul. 2012 (adaptado).

  As bactérias modificadas por Herbert Boyer passaram a produzir insulina humana porque receberam

  1. a) a sequência de DNA codificante de insulina humana.
  2. b) a proteína sintetizada por células humanas.
  3. c) um RNA recombinante de insulina humana.
  4. d) o RNA mensageiro de insulina humana.
  5. e) um cromossomo da espécie humana.

 

 

4. (CESGRANRIO 2016) A Ipex é uma doença autoimune, incomum e grave, que acomete crianças logo após o parto ou ainda durante a vida intrauterina, podendo resultar em morte do bebê durante a gestação. A origem dessa doença são alterações no gene FOXP3, situado no cromossomo X e que controla o amadurecimento de linfócitos T reguladores. Esse gene existe em cópia dupla, nas mulheres, e simples, nos homens. Mulheres que apresentam uma das cópias alterada do gene não desenvolvem a doença autoimune. A genealogia abaixo mostra alguns indivíduos de uma família com casos de Ipex.

GEBIOLOGIAISBN - 5 - 49

  Disponível em <https://revistapesquisa.fapesp.br/2015/05/15/batalha-interior/&gt;. Acesso em: jul. 2015. Adaptado.

   A partir da análise da genealogia apresentada acima, conclui-se que o indivíduo assinalado com a seta

  1. a) é acometido pela doença autoimune Ipex.
  2. b) é portador do gene que determina a doença autoimune.
  3. c) apresenta 50% de chance de ser portador do gene FOXP3.
  4. d) tem o mesmo genótipo que sua irmã.
  5. e) não é portador do gene FOXP3.

 

 

 

RESOLUÇÃO

1. Se a menina II-1 é portadora de uma doença determinada pela homozigose de um alelo mutante, e seus pais (I-1 e I-2) são normais, ou seja, não são doentes, podemos deduzir que a doença é causada por um gene recessivo (a) e os pais da menina são heterozigotos para essa característica (Aa). Se os pais fossem recessivos (aa), não poderiam ter uma filha com característica diferente deles. Se fossem homozigotos dominantes (AA), ou se pelo menos um dos pais fosse AA, também não poderiam ter uma filha com característica diferente deles, porque todos os descendentes receberiam pelo menos um alelo A e apresentariam a característica dominante, como a dos pais.

Para determinar a probabilidade de o irmão II-2 ser portador do alelo mutante, fazemos o cruzamento entre os pais Aa:

GEBIOLOGIAISBN - 5 - 48-2

Sabemos que II-2 não é aa, pois não é portador da doença. Então, esse filho só pode ser Aa. E a probabilidade de que  isso ocorra é de 2/3.
Resposta: E

 

 

 

2. 

Organizando as informações sobre a família:

GEBIOLOGIAISBN - 5 - 48-3

O segredo é analisar o fenótipo e o genótipo dos pais, Sílvio e Fátima: Sílvio apresenta os alelos IA e IB. E esses alelos estão presentes nos três filhos: IA em Paulo, IB em Mário, e IAIB em Lucas. Então, pelo sistema ABO, Sílvio pode ser pai de todos os meninos. Com relação ao sistema Rh, Sílvio é Rh–. Portanto, só apresenta alelos r. Esses alelos existem em Mário e os outros dois filhos também podem ter um alelo r (em Rr). Nesse caso, Paulo e Lucas teriam recebido R da mãe e r de Sílvio. Novamente, Sílvio pode ser pai de todos os meninos. Para Fátima: pelo sistema Rh, ela pode ser mãe dos três meninos. Acompanhe o raciocínio: se ela for Rr, terá transmitido R para Paulo e Lucas, e r para Mário. Mas essa possibilidade é derrubada pela análise do sitema ABO. Acompanhe: Fátima tem sangue tipo O, com os alelos ii. Então, ela pode ser mãe de Paulo e Mário, se eles forem IAi e IBi, respectivamente. Mas não pode ser mãe de Lucas, já que ele é AB e, portanto, não apresenta o alelo i. Concluindo: Silvio é pai dos três meninos. Fátima é mãe de Paulo e Mário, mas não de Lucas.

Resposta: A

 

 

 

3. Para que uma bactéria produza insulina humana, ela deve receber, por meio de engenharia genética, o gene que codifica a insulina, ou seja, a sequência de DNA codificante de insulina humana. Essa sequência de DNA humano é incorporada ao DNA bacteriano e o microrganismo passa a transcrever esse gene em RNA mensageiro, que será traduzido pelos ribossomos na proteína insulina. Essa bactéria é transgênica porque recebeu gene de outra espécie, a humana.

Resposta: A

 

 

 

4. Se o gene está no cromossomo X, então a Ipex é uma herança ligada ao sexo. O enunciado diz que mulheres portadoras de uma cópia alterada do gene FOXP3 são saudáveis. Se são necessárias duas cópias para que a doença se desenvolva, então o gene causador da Ipex é recessivo. Vamos chamar o gene FOXP3 normal de XF. E o gene alterado, de Xf. Dizemos, então, que só desenvolvem a doença mulheres Xf Xf . As que são XF XF ou XF Xf são saudáveis. Os homens carregam apenas um cromossomo X. Então, aqueles que herdam o gene dominante XF são saudáveis (XFY). Já aqueles que recebem o gene recessivo Xf ficarão com o genótipo Xf Y e desenvolverão a doença. Analisando a genealogia:

GEBIOLOGIAISBN - 5 - 48-4

Os possíveis genótipos da mulher assinalada pela seta são: XFXF e XFXf, o que representa 50% de chance de ser portadora do gene FOXP3.
Resposta: C

 

 

RESUMO

Genética

LEIS DE MENDEL Pela primeira lei, da Segregação, cada característica é definida por um par de “fatores”, cada um deles recebido de um gameta. A segunda lei, da Segregação Independente, diz que os fatores que determinam as características se separam e se combinam ao acaso, na formação de um gameta.

 DOMINANTES E RECESSIVOS Um gene dominante manifesta um fenótipo, seja qual for seu alelo. Um gene recessivo só se manifesta como fenótipo se tiver um alelo também recessivo. Alelos são o par de genes localizados na mesma região de cromossomos homólogos, que determinam uma mesma característica. A codominância ocorre quando os genes alelos são igualmente dominantes e, portanto, podem se combinar num terceiro fenótipo.

GEBIOLOGIAISBN - 5 - 49-1
 FATOR Rh Pessoas Rh–, que não têm o antígeno Rh, podem desenvolver os anticorpos anti-Rh se entrarem em contato com sangue Rh+. Os genótipos para Rh+ são RR ou Rr. Para Rh–, rr.
HERANÇA PELOS CROMOSSOS SEXUAIS Pode ser herança restrita ao sexo, transmitida apenas pelo cromossomo Y (do pai) para filhos do sexo masculino. Ou herança ligada ao sexo, transmitida por genes da região do cromossomo X (do pai ou da mãe) que não tem correspondente no cromossomo Y (região não homóloga). Essa herança é transmitida a filhos de qualquer sexo, mas a probabilidade de afetar os homens é bem maior.
 BIOTECNOLOGIA Clonagem é o processo de reprodução assexuada que gera indivíduos de genoma idêntico ao do pai. Transgênicos são organismos que têm seu material genético modificado. Células-tronco são aquelas não especializadas. As embrionárias são pluripotentes, podem se desenvolver em qualquer tipo de tecido ou órgão. As células-tronco do cordão umbilical têm um potencial menor. E as células de tecidos adultos podem se desenvolver em poucos tipos de células especializadas.

Genética: Como cai na prova
Genética: Como cai na prova
1. (fuvest 2016) No heredograma a seguir, a menina II-1 tem uma doença determinada pela homozigose quanto a um alelo mutante de gene localizado num autossomo. A probabilidade de que seu irmão II-2, clinicamente normal, possua esse alelo mutante é a) 0 b) 1/4 c) 1/3 d) 1/2 e) 2/3   2. (unesp 2016) Sílvio e Fátima […]

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