5 livros de Daniela Arbex, escritora que já apareceu no Enem
Premiada jornalista releva detalhes de grandes tragédias que atravessaram o país

Daniela Arbex, jornalista e escritora mineira, é reconhecida por retratar acontecimentos marcantes do Brasil em seus livros-reportagens. Não é a toa que a autora já apareceu em questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e foi até citada em uma redação nota mil da prova em 2020, quanto o tema foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”.
A jornalista já investigou casos famosos, como o incêndio da Boate Kiss, que ocorreu em 2013 no Rio Grande do Sul, e o rompimento da barragem de Brumadinho, Minas Gerais. Porém, também narra algumas histórias ainda desconhecidas ao grande público. Você já ouviu falar, por exemplo, do livro “Holocausto Brasileiro”? Ele conta a história de vítimas do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, em Minas Gerais.
Para conhecer mais sobre Daniela Arbex e as histórias impressionantes que ela conta, confira abaixo uma lista de 5 dos seus livros.
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Cova 312: A longa jornada de uma repórter para descobrir o destino de um guerrilheiro, derrubar uma farsa e mudar um capítulo da história do brasil
“Cova 312″venceu o Prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem e conta a história da prisão, tortura e morte do jovem militante Milton Soares de Castro em 1967, durante a Ditadura Militar. As Forças Armadas forjaram seu suicídio na Penitenciária de Linhares, em Juiz de Fora, e sumiram com o corpo.
Daniela Arbex reconstitui o desaparecimento de Milton, que tinha apenas 26 anos quando foi preso, ao entrevistar mais de 20 personagens – alguns na vida política até hoje. Ao todo, a jornalista levou mais de dez anos apurando a história, até enfim encontrar o corpo do jovem na cova 312, que dá título ao livro.
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Holocausto Brasileiro – Genocídio: 60 mil mortos no maior hospício do Brasil
O livro, que foi adaptado para documentário na Netflix, conta a história do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, conhecido apenas por Colônia, manicômio fundado em 1903 que operou por quase um século em Barbacena, Minas Gerais.
Daniela Arbex entrevistou ex-funcionários e sobreviventes para resgatar de maneira detalhada as histórias de quem viveu de perto o horror do Colônia, que era usado como um depósito de rejeitados pela sociedade – como vítimas de violência sexual, pessoas com deficiência e LGBTQIA+.
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Todo dia a mesma noite: A História Não Contada da Boate Kiss
Daniela Arbex reconstitui de maneira sensível os acontecimentos da madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, perdeu 242 vidas em um incêndio no qual as pessoas se amontoaram nos banheiros da Boate Kiss em busca de ar.
A obra dá voz aos envolvidos que sobreviveram, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde que nunca haviam sido ouvidos até então. O livro foi adaptado como minissérie produzida pela Netflix.
Arrastados: Os bastidores do rompimento da barragem de Brumadinho, o maior desastre humanitário do Brasil
No dia 25 de janeiro de 2019, às 12h28, a B1, barragem desativada da Mina do Córrego do Feijão, explorada pela mineradora Vale na cidade de Brumadinho, Minas Gerais, rompeu. A lama levou a vida de 270 pessoas, além de torres de transmissão, trens de carga, pontes, casas, árvores e animais.
Daniela Arbex reconstitui neste livro as primeiras 96 horas após o colapso ao entrevistar sobreviventes, familiares das vítimas, bombeiros, médicos-legistas, policiais e moradores das áreas atingidas. A edição apresenta fotografias que ajudam a dimensionar e humanizar a tragédia.
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Longe do ninho: Uma investigação do incêndio que deu fim ao sonho de dez jovens promessas do Flamengo de se tornarem ídolos no país do futebol
2019 foi um ano importante para o Flamengo. O time principal foi campeão do Campeonato Carioca, do Brasileirão e da Taça Libertadores da América. Mas os títulos acabaram ofuscados por uma tragédia: dez jovens atletas entre 14 e 16 anos foram vítimas de um incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do time, enquanto dormiam no dia 8 de fevereiro. As chamas, iniciadas pouco depois das cinco da manhã, alcançaram todos os quartos em menos de dois minutos.
Daniela Arbex reuniu laudos técnicos, trocas de mensagens e e-mails, dados e relatos até então não divulgados, além de entrevistas feitas com todas as famílias dos dez jovens, sobreviventes, profissionais da perícia criminal e do IML. Com isso, concluiu que o evento era uma tragédia anunciada: o CT tinha apenas uma porta de saída e era feito de materiais que não demonstraram ter propriedades antichama.
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